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Polícia

MC Poze é denunciado por tortura e extorsão: MP pede prisão do funkeiro

Cantor é acusado de agredir ex-empresário para obter confissão sobre furto de joia; defesa afirma que ele cumpre todas as medidas judiciais e provará inocência

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MC Poze do Rodo, em foto de divulgação - @ipozevidalouca no Instagram

O cantor MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brendon Coelho, foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por tortura e extorsão mediante sequestro, junto a outros nove investigados. O caso se refere a um episódio ocorrido em 2023, envolvendo o ex-empresário do artista, Renato Medeiros. A promotoria solicitou a prisão preventiva de Poze e de mais seis acusados.

Segundo a denúncia, os envolvidos teriam agido de maneira coordenada para agredir fisicamente o ex-empresário e forçá-lo a confessar o suposto furto de uma joia pertencente ao cantor. A vítima foi submetida a espancamento com socos, chutes, queimaduras com cigarros acesos e até golpes com uma arma improvisada com madeira e pregos.

As informações constam em inquérito da 42ª Delegacia de Polícia (Recreio). Na época da denúncia, Renato compareceu à delegacia com o braço enfaixado e ferimentos visíveis no rosto.

A defesa de MC Poze nega todas as acusações. Em nota, o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves afirmou que o cantor “tem cumprido rigorosamente todas as medidas cautelares impostas pela Justiça” e classificou o pedido de prisão como infundado.

“Desde o início da investigação, tanto o Ministério Público quanto o Judiciário entenderam que não havia necessidade de prisão. Marlon segue respeitando todas as decisões judiciais e provará sua inocência no processo”, declarou o advogado.

Além do caso envolvendo o ex-empresário, Poze também é investigado em outro inquérito por apologia ao crime e possível envolvimento com o tráfico de drogas. Em todas as ocasiões, o cantor negou as acusações.

Redação Saiba+

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Polícia

Secretário é encontrado morto em carro incendiado

Valmir Palma, secretário de Agricultura de Aratuípe, estava desaparecido desde sexta-feira; outro corpo também foi localizado no veículo.

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A cidade de Aratuípe, no Recôncavo Baiano, amanheceu sob forte comoção neste sábado (30) após a confirmação da morte do secretário municipal de Agricultura, Valmir Palma. O corpo do gestor foi encontrado carbonizado dentro de um veículo incendiado em uma área próxima à BA-001.

Segundo as informações iniciais, Valmir Palma estava desaparecido desde a tarde de sexta-feira (29). O último contato com familiares ocorreu por volta das 16h30, e desde então não havia notícias sobre seu paradeiro, o que mobilizou preocupações entre parentes, amigos e autoridades locais.

O veículo onde os corpos foram encontrados foi localizado por equipes da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) em uma região conhecida como Campo Boi, a cerca de 100 metros da rodovia BA-001. Durante a inspeção, os agentes encontraram dois corpos carbonizados no interior do automóvel, aumentando a complexidade das investigações.

Além de Valmir Palma, as autoridades identificaram preliminarmente a segunda vítima como Emerson, morador do município de Aratuípe. As circunstâncias que levaram às mortes ainda são desconhecidas e serão apuradas pelos órgãos responsáveis.

A descoberta do veículo incendiado provocou grande repercussão na região, especialmente em razão da atuação de Valmir Palma na administração municipal. Conhecido por seu trabalho à frente da Secretaria de Agricultura, ele participava de ações voltadas ao fortalecimento da produção rural e ao desenvolvimento do setor agrícola local.

As forças de segurança iniciaram os procedimentos periciais para esclarecer o caso. O trabalho inclui a análise do local onde o carro foi encontrado, a coleta de evidências e a investigação das últimas movimentações das vítimas antes do desaparecimento.

Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre possíveis suspeitos ou motivações. A principal linha de atuação das equipes é reunir elementos que permitam reconstruir os acontecimentos e identificar os responsáveis pelo crime.

O caso segue sob investigação e deverá mobilizar as forças policiais nos próximos dias. Enquanto aguardam respostas, familiares, amigos e moradores da cidade acompanham com expectativa o avanço das apurações que poderão esclarecer um dos episódios mais impactantes registrados recentemente na região.

A morte do secretário gerou manifestações de pesar e solidariedade na comunidade, que aguarda o desfecho das investigações para compreender as circunstâncias que resultaram na tragédia.

Redação Saiba+

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Polícia

PF desmonta esquema de migração irregular para Europa

Investigação aponta uso de documentos falsos e suspeita de incêndio criminoso em cartório no Espírito Santo

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A Polícia Federal desmantelou uma associação criminosa especializada na promoção da migração irregular de brasileiros para países da Europa por meio da falsificação de documentos cartorários. A organização utilizava registros adulterados para simular vínculos familiares com cidadãos italianos e facilitar processos de obtenção de cidadania estrangeira.

A operação foi deflagrada na última quarta-feira (27/5) e representa um desdobramento de investigações iniciadas em 2021. Segundo as autoridades, o grupo atuava produzindo certidões e documentos falsificados para criar supostos laços de parentesco italiano, permitindo que brasileiros buscassem residência ou cidadania na Europa de forma ilegal.

Durante o avanço das investigações, surgiram indícios de que o incêndio ocorrido em um cartório de Itapemirim, no Espírito Santo, em 2022, possa ter sido criminoso. A suspeita é de que o fogo tenha sido provocado com o objetivo de destruir provas relacionadas ao esquema investigado pela Polícia Federal.

Os investigadores apuram a participação de diferentes envolvidos na fraude documental, incluindo possíveis intermediários e pessoas responsáveis pela manipulação de registros cartorários. O caso também levanta suspeitas sobre uma rede estruturada de apoio à imigração ilegal internacional.

A operação reforça o combate da Polícia Federal contra crimes de falsidade ideológica, organização criminosa e migração irregular, práticas que têm chamado a atenção das autoridades devido ao aumento de tentativas fraudulentas envolvendo cidadania europeia.

As investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis integrantes do grupo e dimensionar o alcance do esquema, que pode ter beneficiado diversos brasileiros interessados em obter acesso facilitado à Europa.

Redação Saiba+

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Polícia

TJ-RJ suspende decisão que obrigava Bradesco a devolver valores em caso de fraude

Tribunal entende que ressarcimento deve aguardar análise completa das provas sobre movimentações suspeitas em conta de cliente idosa

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Idosa teve a conta zerada e ainda ficou no negativo após dez movimentações em apenas 17 horas | Bnews - Divulgação

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu derrubar uma liminar que obrigava o banco Bradesco a devolver valores a uma cliente idosa que afirma ter sido vítima de fraude bancária. O caso envolve o desaparecimento total do saldo da conta e a realização de movimentações suspeitas em um curto intervalo de tempo.

Segundo informações do processo, a conta da cliente foi zerada e ainda ficou negativa após cerca de dez transações realizadas em apenas 17 horas. A situação levantou suspeitas de fraude e motivou a ação judicial contra a instituição financeira.

A decisão foi tomada pela 16ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), que analisou o recurso apresentado pelo banco. Os desembargadores entenderam que o ressarcimento imediato não deve ser imposto antes da conclusão da fase de instrução do processo, quando serão avaliadas todas as provas e circunstâncias do caso.

De acordo com o entendimento da relatora, desembargadora Márcia Succi, obrigar o banco a realizar a devolução dos valores antes da análise completa poderia gerar prejuízos irreversíveis caso a Justiça conclua futuramente que a instituição não teve responsabilidade pela suposta fraude.

O tribunal destacou ainda a necessidade de apuração detalhada sobre a origem das transações e sobre a possível ocorrência de falhas de segurança ou acesso indevido à conta da cliente.

O caso segue em tramitação e deverá avançar para a fase de análise de provas, quando será definido se houve falha bancária ou fraude de terceiros. A decisão reacende o debate sobre segurança digital, responsabilidade de instituições financeiras e proteção de consumidores, especialmente idosos, em operações bancárias online.

Redação Saiba+

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