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Saúde

Novo remédio oral contra obesidade mostra eficácia significativa em estudo clínico

Orforgliprona, medicamento em teste da farmacêutica Eli Lilly, apresentou perda média de até 12,4% do peso corporal e benefícios cardiovasculares

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Placa da farmacêutica Eli Lilly and Company em Indianapolis, Indiana, no Estados Unidos - Scott Olson - 17.mar.2024/Getty Images via AFP

Um novo medicamento oral para obesidade mostrou resultados promissores em estudo clínico internacional. A molécula experimental orforgliprona, desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, demonstrou eficácia significativa na redução de peso corporal, além de promover melhoras em indicadores cardiovasculares como colesterol, triglicerídeos e pressão arterial.

Os dados são do estudo ATTAIN-1, de fase 3, que avaliou mais de 3 mil adultos com obesidade ou sobrepeso e comorbidades — exceto diabetes. Todos os participantes também seguiram orientações de alimentação saudável e prática de atividades físicas.

Após 72 semanas de tratamento, os pacientes que tomaram a dose diária de 36 mg de orforgliprona perderam, em média, 12,4% do peso corporal (equivalente a cerca de 12,4 kg). Em comparação, o grupo placebo perdeu apenas 0,9% (cerca de 1 kg). Outros resultados mostram que 59,6% das pessoas nessa dosagem perderam mais de 10% do peso, e 39,6% ultrapassaram 15% de redução.

O novo fármaco pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, mesmo grupo de medicamentos como Ozempic, Wegovy (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida). No entanto, a orforgliprona se destaca por ser uma molécula não peptídica, o que permite absorção mais simples e independente da alimentação, além de menor incidência de efeitos colaterais gastrointestinais.

Segundo o endocrinologista João Salles, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), “a orforgliprona representa uma nova geração de medicamentos para obesidade, com uma proposta inovadora entre os agonistas de GLP-1”. O médico também destaca o potencial de adesão maior dos pacientes, já que o remédio é administrado por via oral e não exige injeções, como os medicamentos atualmente disponíveis.

Ainda em fase de testes, a orforgliprona não está disponível no mercado. A molécula foi inicialmente desenvolvida pela empresa japonesa Chugai e licenciada pela Eli Lilly, que estuda também seu uso no tratamento de diabetes tipo 2, apneia do sono e hipertensão arterial associada à obesidade.

Além da perda de peso, o medicamento mostrou redução nos níveis de colesterol LDL, triglicerídeos e pressão sistólica, ampliando seu potencial de contribuição para a saúde cardiovascular.

Segundo Luiz André Magno, diretor médico sênior da Eli Lilly Brasil, os resultados do estudo são “extremamente promissores” e reforçam a importância de oferecer opções eficazes e acessíveis para tratar a obesidade — um dos principais desafios de saúde pública no mundo.

Redação Saiba+

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Saúde

SUS vai oferecer teste genético para câncer de mama

Ministério da Saúde oficializa incorporação de exame para identificação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 na rede pública.

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O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira uma portaria no Diário Oficial da União oficializando a incorporação do teste genético para identificação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 ao Sistema Único de Saúde. A medida representa um avanço importante na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama no país.

O exame é utilizado para detectar alterações genéticas associadas ao aumento do risco de desenvolvimento da doença. Segundo a portaria, as áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta do procedimento na rede pública de saúde.

A inclusão do teste genético no SUS é considerada um marco na medicina preventiva e no combate ao câncer de mama, especialmente para pacientes com histórico familiar da doença ou predisposição hereditária. A iniciativa amplia o acesso ao diagnóstico especializado e fortalece estratégias de prevenção em todo o território nacional.

Entidades médicas comemoraram a decisão do governo federal. A Sociedade Brasileira de Mastologia, responsável por solicitar a incorporação do exame, destacou que a medida poderá contribuir diretamente para tratamentos mais rápidos e personalizados. Já a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama afirmou que a iniciativa representa uma conquista histórica para pacientes e profissionais da saúde.

Os genes BRCA1 e BRCA2 possuem relação direta com casos hereditários de câncer de mama e também podem estar associados a outros tipos de câncer. A identificação precoce das mutações permite acompanhamento médico mais rigoroso e estratégias preventivas capazes de aumentar significativamente as chances de tratamento eficaz.

Especialistas avaliam que a ampliação do acesso à testagem genética pelo SUS pode reduzir diagnósticos tardios e fortalecer políticas públicas de saúde preventiva no Brasil.

A expectativa é que a implementação do exame na rede pública beneficie milhares de mulheres nos próximos meses, principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade social e sem acesso a testes na rede privada.

Redação Saiba+

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Saúde

Hantavírus em cruzeiro acende alerta internacional após mortes de passageiros

ECDC afirma que não há indícios de mutação da cepa Andes do hantavírus após surto registrado em navio que fazia rota entre Argentina e Cabo Verde.

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A confirmação de mortes e novos casos de hantavírus registrados durante um cruzeiro internacional elevou o nível de atenção das autoridades sanitárias em diferentes países. Nesta quarta-feira (13), o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) informou que, até o momento, não existem evidências de que a cepa Andes do hantavírus tenha sofrido mutações após o surto ocorrido a bordo da embarcação.

O episódio ganhou repercussão global após a morte de três passageiros durante a viagem marítima que fazia o trajeto entre a Argentina e Cabo Verde. Além das vítimas fatais, outros sete passageiros tiveram diagnóstico confirmado para o vírus, incluindo uma mulher francesa que permanece em estado crítico. Um oitavo caso ainda é tratado como provável pelas autoridades de saúde.

A situação mobiliza especialistas e órgãos internacionais devido ao histórico da cepa Andes, considerada uma das variantes mais preocupantes do hantavírus por apresentar potencial de transmissão entre humanos em circunstâncias específicas. Apesar disso, o ECDC reforçou que não há sinais de alterações genéticas capazes de indicar maior capacidade de transmissão ou aumento de agressividade do vírus.

As autoridades sanitárias seguem monitorando os passageiros e tripulantes que estiveram no cruzeiro, enquanto equipes médicas realizam rastreamento de contatos para evitar novos casos. O episódio também reacendeu debates sobre protocolos sanitários em viagens marítimas internacionais, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas.

O hantavírus é uma doença viral grave transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, fadiga e dificuldade respiratória, podendo evoluir rapidamente para quadros pulmonares severos.

Especialistas destacam que, embora o surto tenha causado preocupação, não existe indicação de pandemia ou disseminação descontrolada neste momento. Ainda assim, o caso é acompanhado de perto por autoridades internacionais devido ao risco sanitário e ao elevado fluxo de passageiros entre países.

Redação Saiba+

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Saúde

Especialistas debatem futuro da mente humana na era digital

Marcelo Gleiser e Suzana Herculano-Houzel discutem impactos cognitivos e emocionais da imersão tecnológica no cotidiano

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Os desafios da mente humana diante da crescente imersão digital estarão no centro de um dos debates mais aguardados da programação voltada à ciência, comportamento e tecnologia. O físico Marcelo Gleiser dividirá o palco com a neurocientista Suzana Herculano-Houzel no painel “Pensar melhor para viver melhor: o futuro da mente humana”, que abordará os efeitos cognitivos e emocionais provocados pela vida conectada.

A discussão pretende aprofundar como o ambiente digital influencia diretamente a forma como as pessoas pensam, interpretam informações e reagem emocionalmente diante do excesso de estímulos virtuais. Entre os principais temas estão os vieses cognitivos, a polarização de ideias e os desafios de convivência em uma sociedade marcada pela hiperconectividade.

Durante o encontro, os especialistas devem explicar por que o cérebro humano se mostra vulnerável à desinformação, aos julgamentos precipitados e aos mecanismos emocionais reforçados pelas redes sociais e plataformas digitais. Além disso, o debate propõe reflexões sobre como desenvolver capacidades cognitivas mais saudáveis para lidar com pensamentos divergentes e fortalecer o diálogo em tempos de forte divisão social.

A participação de Marcelo Gleiser e Suzana Herculano-Houzel também amplia o interesse do público por temas ligados à neurociência, saúde mental e comportamento humano, áreas que vêm ganhando destaque diante do avanço acelerado da tecnologia no cotidiano.

Especialistas apontam que compreender o funcionamento da mente tornou-se essencial em um cenário no qual o excesso de informação, a ansiedade digital e a busca constante por validação online impactam diretamente a qualidade de vida das pessoas.

O painel reforça ainda a importância da ciência como ferramenta para compreender os desafios emocionais e intelectuais das novas gerações em um mundo cada vez mais conectado.

Redação Saiba+

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