Política
Fux e Mendonça seguram processos que podem afetar Bolsonaro no STF
Ministros mantêm ações sensíveis em seus gabinetes sem decisão imediata, enquanto tendência é negar pedidos por questões técnicas.

Dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — Luiz Fux e André Mendonça — mantêm em seus gabinetes processos que, em tese, poderiam beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas que devem ser negados por questões técnicas. Apesar disso, ambos optam por reter as ações indefinidamente, sem previsão de julgamento, o que pode ser interpretado como sinal político.
No gabinete de Fux, está há mais de um ano o recurso da defesa de Bolsonaro contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por irregularidades na campanha de 2022. O processo, inicialmente relatado por Cristiano Zanin — que se declarou impedido —, chegou ao ministro em maio de 2024 e, segundo ele, aguarda na fila de análise. Nos bastidores, Fux afirma que deve negar o pedido, o que manteria a inelegibilidade.
Mesmo que o STF revertesse essa condenação, Bolsonaro seguiria impedido de disputar as eleições de 2026 por conta de outra decisão do TSE e pela possibilidade de nova inelegibilidade caso seja condenado no processo sobre a trama golpista.
Já André Mendonça recebeu, em julho, pedido da defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, para suspender investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. O advogado de Martins alegou irregularidades na condução do caso pelo relator Alexandre de Moraes, incluindo suposto cerceamento de defesa. A expectativa inicial da defesa era favorável, dado que Mendonça foi indicado ao STF pelo próprio Bolsonaro.
Entretanto, interlocutores afirmam que Mendonça deve rejeitar o pedido sem examinar o mérito, alegando erro processual — o recurso deveria ter sido direcionado à Primeira Turma, responsável por julgar ações ligadas à tentativa de golpe, e não por meio de mandado de segurança.
Ambos os ministros já deram votos favoráveis a Bolsonaro e aliados em julgamentos sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. Enquanto Mendonça participou das votações em plenário, Fux atua na Primeira Turma, onde também tramita a ação penal contra o ex-presidente.
Política
Jerônimo Rodrigues nega rumores sobre desistência de pré‑candidatura na Bahia
Governador reafirma posição após especulações envolvendo possível substituição por Rui Costa na disputa pelo Palácio de Ondina

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reagiu às especulações que circularam nos últimos dias sobre uma possível desistência de sua pré‑candidatura ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Os rumores apontavam que ele abriria espaço para que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assumisse a disputa pelo Palácio de Ondina, cenário que ganhou força nos bastidores políticos.
Jerônimo, no entanto, tratou de desmentir a informação, reafirmando seu compromisso com o projeto político que vem conduzindo desde o início de sua gestão. Segundo ele, não há qualquer movimento interno que indique substituição ou mudança na estratégia eleitoral da base governista.
A reação do governador ocorre em meio a um ambiente de intensa movimentação política, no qual interpretações e análises sobre alianças e composições costumam gerar ruídos. A fala de Jerônimo busca estabilizar o cenário e reforçar que sua pré‑candidatura segue mantida, alinhada ao planejamento do grupo político que governa o estado.
A menção ao nome de Rui Costa, que já confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado, também foi vista como parte das especulações que surgem naturalmente em períodos pré‑eleitorais. Com a manifestação pública do governador, a tendência é que a base aliada concentre esforços na organização da campanha e na consolidação das chapas majoritária e proporcional.
A declaração de Jerônimo Rodrigues contribui para reduzir tensões internas e reafirma a continuidade do projeto político que vem sendo defendido pelo grupo desde 2007, mantendo o foco na disputa estadual deste ano.
Polícia
Morre o deputado estadual Alan Sanches aos 58 anos
Parlamentar do União Brasil sofreu um infarto fulminante neste sábado (14) e não resistiu após atendimento do Samu

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) faleceu na manhã deste sábado (14), aos 58 anos, após sofrer um infarto fulminante. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao parlamentar e por equipes de emergência que atuaram no socorro.
Segundo apurações, Sanches passou mal repentinamente e recebeu atendimento imediato de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços da equipe médica, o deputado não resistiu.
Alan Sanches era uma figura de destaque na política baiana, com trajetória marcada por atuação ativa na Assembleia Legislativa da Bahia. Sua morte repentina causa grande comoção entre colegas, apoiadores e lideranças políticas do estado.
A notícia do falecimento mobilizou autoridades e gerou manifestações de pesar em diversos setores. O parlamentar deixa um legado de trabalho público e participação ativa em debates relevantes para a Bahia.
Política
PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após ter mandato cassado na Câmara
Decisão ocorre após cassação do mandato parlamentar e publicação de ato no Diário Oficial da União

A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função que ocupava antes de sua eleição para a Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada nesta sexta‑feira (2), por meio de publicação no Diário Oficial da União, assinada pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licínio Nunes de Moraes Netto.
Segundo o ato administrativo, a PF declarou o fim do afastamento do ex‑parlamentar, uma vez que seu mandato de deputado federal foi cassado em 18 de dezembro. Com a perda do mandato, a licença concedida para o exercício da atividade política deixa de ter validade, obrigando o retorno imediato às funções na corporação.
A medida encerra o período em que Eduardo Bolsonaro esteve afastado do quadro funcional da PF e marca sua reintegração ao serviço público federal. A corporação ainda não detalhou em qual unidade o escrivão deverá atuar, mas o procedimento segue o trâmite padrão aplicado a servidores que retornam após afastamentos prolongados.
O caso segue repercutindo no cenário político e jurídico, especialmente por envolver um nome de grande projeção nacional e por ocorrer em meio a debates sobre responsabilidades e consequências administrativas após a cassação de mandatos eletivos.
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