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Brasil

16 montadoras recebem isenção para importar veículos desmontados ao Brasil

Governo federal autorizou cotas de importação com alíquota zero para elétricos, híbridos e híbridos plug-in em formato CKD e SKD

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Modelo de cota surgiu após pleito da BYD, que pediu redução de imposto para importar kits de montagem Foto: BYD/Divulgação

O governo federal anunciou que 16 montadoras foram habilitadas a importar veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in desmontados com isenção de imposto de importação. A medida, válida por seis meses — até o fim de janeiro de 2026 — foi oficializada pela Portaria Secex nº 420/2025 e divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

As fabricantes contempladas são: Audi, BMW, BYD, Caoa Chery, GAC, GWM, Honda, Hyundai, Jaguar Land Rover, Kia, Mercedes-Benz, Omoda & Jaecoo, Porsche, Renault, Toyota e Volvo.

Das 16, apenas nove têm operação industrial no Brasil ou previsão de inauguração em breve: Audi, BMW, BYD, Caoa Chery, GWM, Honda, Hyundai, Renault e Toyota. Algumas, como Mercedes-Benz e Volvo, não devem utilizar a cota, já que atuam apenas com importação. Outras, como a GAC, ainda não teriam condições de montar veículos localmente no prazo de seis meses.

Em síntese, o governo autorizou uma cota de importação equivalente a US$ 463 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) em kits de veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in nos formatos completamente desmontado (CKD) ou semi-desmontado (SKD), com alíquota zero de imposto.

A medida faz parte da estratégia para estimular a transição da frota nacional para veículos mais sustentáveis, além de dar fôlego às montadoras no processo de eletrificação do setor automotivo brasileiro.

Redação Saiba+

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Brasil

Stanley Black & Decker fecha fábrica histórica e demite 300 funcionários

Unidade industrial fundada em 1843, nos Estados Unidos, encerra operações após mais de 180 anos de atividade em meio a mudanças no comportamento do mercado consumidor.

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A Stanley Black & Decker, uma das maiores fabricantes de ferramentas do mundo, encerrou oficialmente as atividades de sua fábrica histórica localizada em New Britain, no estado de Connecticut, Estados Unidos. A unidade, considerada um marco da indústria norte-americana por operar desde 1843, teve suas operações finalizadas, resultando na demissão de aproximadamente 300 funcionários.

O fechamento da planta representa o fim de uma trajetória de mais de 180 anos de produção, período em que a fábrica se consolidou como um dos símbolos da expansão industrial da empresa e da cidade onde foi fundada.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, a decisão foi motivada por mudanças no comportamento dos consumidores, que vêm transformando a dinâmica do mercado de ferramentas e exigindo uma reestruturação das operações da companhia.

Nos últimos anos, a Stanley Black & Decker tem implementado uma série de medidas para otimizar custos, aumentar a eficiência da produção e adaptar sua estratégia às novas demandas globais. O encerramento da unidade faz parte desse processo de reorganização industrial.

Além do impacto econômico, o fechamento também possui forte significado histórico. A fábrica de New Britain acompanhou diversas fases da evolução da indústria norte-americana, tornando-se referência na fabricação de ferramentas e equipamentos utilizados por profissionais e consumidores em diferentes países.

A desativação da planta reforça o cenário de transformação vivido pelo setor industrial, que enfrenta desafios relacionados à modernização tecnológica, às mudanças nos hábitos de consumo e à necessidade de maior competitividade em um mercado cada vez mais globalizado.

Mesmo com o encerramento da unidade histórica, a Stanley Black & Decker mantém operações em outras regiões e segue investindo em inovação, desenvolvimento de produtos e estratégias voltadas para atender às novas exigências do mercado internacional.

Redação Saiba+

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Brasil

Governo aciona PF após invasão ao Defesa Civil Alerta

Sistema de envio de notificações emergenciais foi retirado do ar após disparo de mensagem falsa para celulares em diversas regiões do país

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) anunciou neste sábado que irá acionar a Polícia Federal para investigar a invasão à plataforma Defesa Civil Alerta, sistema responsável pelo envio de notificações emergenciais à população brasileira.

A medida foi tomada após um acesso indevido à plataforma provocar o disparo de uma mensagem falsa para celulares em diversas regiões do país durante a madrugada. Como forma de contenção e prevenção, o sistema foi retirado do ar temporariamente para que fossem realizados procedimentos de segurança e análise da ocorrência.

De acordo com o ministério, a prioridade é identificar a origem da invasão, apurar as circunstâncias do incidente e reforçar a segurança da plataforma, evitando novos episódios que possam comprometer a credibilidade do serviço. O caso será investigado pela Polícia Federal, que deverá conduzir as diligências para identificar os responsáveis pelo acesso não autorizado.

O Defesa Civil Alerta é utilizado para transmitir comunicados oficiais em situações de risco, como desastres naturais, enchentes, tempestades, incêndios e outras emergências que exigem resposta rápida da população. Por isso, o envio de uma mensagem falsa gerou preocupação entre usuários e autoridades responsáveis pelo sistema.

Além da investigação, equipes técnicas trabalham para restabelecer o funcionamento da plataforma com segurança, após a adoção de medidas de proteção e verificação da integridade dos sistemas. O governo federal também avalia a implementação de novos protocolos para fortalecer a proteção digital da ferramenta e minimizar riscos de novos ataques cibernéticos.

O episódio reforça a importância da segurança cibernética em plataformas governamentais, especialmente naquelas utilizadas para alertar a população em situações de emergência. Enquanto a investigação avança, o ministério orienta que a população acompanhe apenas informações divulgadas pelos canais oficiais.

Redação Saiba+

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Cacique Raoni é transferido para hospital da Unifesp

Líder indígena de 94 anos apresentou melhora clínica e seguirá tratamento em São Paulo após transferência realizada com apoio dos governos estadual e federal.

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O cacique Raoni Metuktire, uma das maiores lideranças indígenas do Brasil, foi transferido na manhã desta sexta-feira (19), por volta das 11h30, do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop (MT), para o Hospital São Paulo, unidade da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde dará continuidade ao tratamento médico.

A decisão pela transferência foi tomada pela equipe responsável após a constatação de melhora no quadro clínico do líder indígena, de 94 anos. A mudança de unidade hospitalar permitirá a continuidade da assistência em um centro de referência, mantendo o acompanhamento especializado.

O deslocamento foi realizado em uma aeronave disponibilizada pelo Governo do Estado de Mato Grosso, com o apoio de instituições estaduais e federais. Toda a operação foi planejada para garantir segurança, estabilidade clínica e assistência médica contínua durante o transporte até a capital paulista.

Raoni Metuktire é reconhecido internacionalmente por sua atuação em defesa dos povos indígenas, da Amazônia e da preservação ambiental. Ao longo de décadas, tornou-se uma das principais vozes na luta pelos direitos dos povos originários e pela proteção dos territórios tradicionais.

A transferência representa uma nova etapa no tratamento do líder indígena, que permanecerá sob os cuidados da equipe médica do Hospital São Paulo. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre previsão de alta ou detalhes adicionais sobre sua evolução clínica.

A mobilização conjunta entre órgãos públicos e equipes de saúde demonstra a importância atribuída ao atendimento do cacique Raoni, cuja trajetória o transformou em uma referência mundial na defesa dos direitos indígenas e da conservação ambiental.

Redação Saiba+

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