Brasil
Deputado acusa Silas Malafaia de querer ser preso por Bolsonaro
Otoni de Paula, pastor da Assembleia de Deus, defende Alexandre de Moraes e critica narrativa de perseguição do líder evangélico

O embate entre líderes evangélicos de direita voltou ao centro do debate político. O deputado federal Otoni de Paula, pastor do Ministério Madureira da Assembleia de Deus, se posicionou publicamente contra Silas Malafaia, que recentemente depôs na Polícia Federal e afirmou não temer ser preso pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Otoni defendeu que Moraes pode ser criticado, mas não por atacar uma religião. Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, destacou:
“Seria perseguição religiosa só se o pastor Silas estivesse no inquérito da Polícia Federal porque estava orando, evangelizando em praça pública, pregando a palavra de Deus. Não é o caso.”
Ex-vice-líder do governo Bolsonaro e da bancada evangélica no Congresso, Otoni vem reposicionando sua atuação política após ter sido rejeitado pelo ex-presidente como candidato à Prefeitura do Rio em 2024. O deputado se apresenta como uma nova referência nacional para os evangélicos conservadores, criticando aqueles que substituíram o culto a Jesus pela devoção a Bolsonaro.
Segundo Otoni, Malafaia corre risco de prisão “por amor a Bolsonaro”, e não por motivos religiosos, provocando:
“Eu não vou atrapalhar o sonho do pastor Silas, que é ser preso.”
O posicionamento do deputado reflete uma percepção crescente entre líderes evangélicos de que a associação das igrejas ao bolsonarismo tem causado mais prejuízos do que ganhos, enfraquecendo a representação política do evangelicalismo e associando o segmento a temas polêmicos, como a defesa do uso de armas.
Enquanto Malafaia utiliza o argumento de perseguição religiosa — apoiado em vínculos históricos do evangelicalismo brasileiro com denominações influentes nos Estados Unidos —, Otoni sinaliza uma estratégia voltada para a construção de uma liderança evangélica independente de Bolsonaro.
O posicionamento do deputado pode ser interpretado como um movimento estratégico para redefinir a atuação política dos evangélicos no Brasil, antecipando um cenário em que Bolsonaro e Malafaia perdem influência sobre parte do segmento religioso conservador.
Brasil
Moraes determina transferência de Brazão e Rivaldo Barbosa
Ministro do STF ordena que os dois passem a cumprir pena no presídio de Gericinó, no Rio de Janeiro, conhecido como Bangu 8.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou no sábado (14) a transferência de Domingos Brazão e de Rivaldo Barbosa para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, localizado no complexo penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro.
A unidade prisional, conhecida popularmente como Bangu 8, faz parte do sistema administrado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro e integra o conjunto de estabelecimentos penais do Complexo de Gericinó, considerado um dos maiores do estado.
A decisão do ministro estabelece que os dois passem a cumprir pena no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, local destinado principalmente à custódia de presos envolvidos em processos de grande repercussão ou com foro privilegiado.
Segundo a determinação judicial, a transferência busca adequar o local de cumprimento da pena às condições estabelecidas pela Justiça, garantindo o acompanhamento pelas autoridades responsáveis pelo sistema penitenciário fluminense.
O complexo de Gericinó reúne diversas unidades prisionais e é considerado um dos principais centros do sistema carcerário do estado do Rio de Janeiro, recebendo detentos de diferentes perfis e processos judiciais.
A decisão do STF reforça o papel do tribunal na condução de casos de grande relevância nacional, especialmente aqueles que envolvem autoridades públicas, investigações sensíveis e repercussão política e institucional.
Com a transferência determinada, o sistema penitenciário do Rio de Janeiro passa a ser responsável pela custódia dos dois detentos, seguindo as normas de segurança e acompanhamento previstas pela legislação brasileira.
Brasil
Maioria dos brasileiros apoia fim da escala 6×1, aponta pesquisa
Levantamento do Instituto Datafolha mostra que 71% da população defendem a redução da jornada semanal de trabalho, enquanto 27% são contrários à mudança.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha no sábado (14) revelou que a maioria dos brasileiros apoia mudanças na jornada de trabalho no país, especialmente o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um.
De acordo com o levantamento, 71% dos brasileiros defendem a redução do tempo semanal de trabalho, indicando um forte apoio popular à revisão das atuais regras da jornada laboral. Por outro lado, 27% dos entrevistados afirmaram ser contra a diminuição da carga de trabalho semanal, demonstrando que o tema ainda gera debate entre diferentes setores da sociedade.
A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 5 de março, ouvindo 2.004 pessoas com idade a partir de 16 anos em 137 municípios espalhados pelo país. Segundo o instituto, o estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O resultado reforça a crescente discussão nacional sobre novos modelos de jornada de trabalho, tema que tem ganhado espaço em debates políticos, empresariais e sindicais. Especialistas apontam que a possível revisão da escala tradicional poderia impactar diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores, produtividade das empresas e organização do mercado de trabalho brasileiro.
Nos últimos anos, propostas para reduzir a jornada semanal e rever o sistema 6×1 têm sido discutidas em diferentes esferas, incluindo o Congresso Nacional, além de mobilizações nas redes sociais e movimentos trabalhistas que defendem maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Diante do amplo apoio identificado pela pesquisa, o tema tende a permanecer no centro das discussões sobre direitos trabalhistas, modernização das relações de trabalho e políticas públicas voltadas ao bem-estar da população.
Brasil
Ministros do STF votam para manter prisão de Daniel Vorcaro
André Mendonça e Luiz Fux se posicionam pela continuidade da prisão preventiva do dono do Banco Master e de três aliados

Os ministros André Mendonça e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de três aliados investigados no mesmo processo. O caso está sendo analisado pela Segunda Turma do STF, que avalia a legalidade da manutenção das detenções.
No julgamento em andamento, os magistrados analisam pedidos apresentados pela defesa que buscam a revogação das prisões preventivas. No entanto, os votos apresentados até o momento indicam entendimento de que a manutenção das medidas cautelares é necessária diante das investigações em curso.
De acordo com os ministros que já se manifestaram, a decisão leva em consideração elementos do processo que apontam para a necessidade de preservar a ordem pública e garantir o andamento das apurações, evitando possíveis interferências nas investigações.
O empresário Daniel Vorcaro, conhecido no setor financeiro por sua atuação à frente do Banco Master, tornou-se alvo de investigação em um caso que envolve suspeitas analisadas pelas autoridades federais. A análise pela Segunda Turma ocorre de forma virtual, modelo adotado pelo Supremo para determinados julgamentos.
A expectativa é que os demais ministros do colegiado apresentem seus votos nas próximas horas, definindo se a decisão será mantida por maioria. Caso o entendimento favorável à manutenção da prisão prevaleça, Daniel Vorcaro e os outros investigados permanecerão detidos enquanto o processo segue em tramitação.
O julgamento no STF é acompanhado com atenção por setores do mercado e do meio jurídico, já que a decisão pode impactar o andamento das investigações e os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.
Política6 dias atrásCPI aprova quebra de sigilos em investigação sobre Banco Master
Política4 dias atrásLula afirma que assessor ligado a Trump está proibido de entrar no Brasil
Política4 dias atrásJaques Wagner sugere novas revelações sobre relação de ACM Neto com Banco Master
Política2 dias atrásPlanalto aposta no Oscar para aliviar pressão política
Brasil2 dias atrásMoraes determina transferência de Brazão e Rivaldo Barbosa
Política3 dias atrásMulher denuncia Frederick Wassef por tentativa de estupro
Política6 dias atrásSenado aprova criação de Instituto Federal no Sertão da Paraíba
Política4 dias atrásBolsonaro passa mal em Brasília e realiza exames no hospital DF Star














