conecte-se conosco

Política

PL amplia proposta de anistia e inclui Bolsonaro, mas enfrenta resistência no Congresso e no STF

Texto do líder do partido prevê reversão da inelegibilidade do ex-presidente, mas contraria estratégia do centrão e encontra entraves no Senado e no Supremo

Postado

em

O líder do PL, Sóstenes Cavalcante - Pedro Ladeira

A discussão em torno de uma anistia política no Brasil ganhou novos contornos após o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), elaborar uma minuta que amplia o alcance da medida. O texto prevê perdão a investigados desde o início do inquérito das fake news, em 2019, e inclui a reversão da inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL), abrindo caminho para sua candidatura em 2026.

Apesar do avanço nas articulações, a proposta enfrenta resistência dentro do Congresso, no STF e no governo Lula (PT). Enquanto parte do centrão apoia a anistia, mas com a manutenção da inelegibilidade de Bolsonaro — numa estratégia para viabilizar a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência —, setores do Senado defendem um projeto alternativo mais restrito, que apenas reduziria penas dos condenados pelo 8 de Janeiro.

Segundo dirigentes de PL, PP, União Brasil e Republicanos, haveria hoje cerca de 300 votos favoráveis na Câmara para aprovar a anistia, mas não há consenso sobre os termos. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que inicialmente resistia à ideia, admitiu que a pressão dos líderes aumentou, embora ainda não haja relator nem data definida para votação.

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já anunciou que não aceita uma anistia ampla. Ele deve apresentar um texto alternativo, limitado aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, posição que teria apoio de ministros do STF. Ainda assim, a movimentação de Tarcísio de Freitas em Brasília intensificou o debate e abriu espaço para um possível acordo político entre Congresso e Judiciário.

A proposta de Sóstenes Cavalcante, no entanto, vai além. O texto prevê que todos os processos em curso sejam arquivados, incluindo ilícitos civis, administrativos e eleitorais, e afasta de forma explícita todas as inelegibilidades já declaradas ou que venham a ser declaradas pela Justiça Eleitoral. Especialistas, contudo, avaliam que a versão dificilmente passaria incólume pelo Supremo, que poderia derrubar a medida por inconstitucionalidade.

Entre avanços e recuos, o cenário segue indefinido. A expectativa é que a pressão do centrão e o posicionamento do STF sejam determinantes para definir se haverá uma anistia ampla que beneficie Bolsonaro ou uma solução restrita aos condenados pelos atos golpistas de janeiro de 2023.

Redação Saiba+

Continue lendo
envie seu comentário

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

TSE suspende cassação de três vereadores de Lauro de Freitas por suposta fraude à cota de gênero

Decisão do Tribunal Superior Eleitoral mantém mandatos até julgamento definitivo e reacende debate sobre cota feminina nas eleições 2024

Postado

em

Tribunal Superior Eleitoral decide pela suspensão da cassação de três vereadores de Lauro de Freitas, acusados de fraude à cota de gênero nas eleições de 2024 | Bnews - Divulgação Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu suspender a cassação de três vereadores eleitos em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que haviam sido afastados pela Justiça Eleitoral estadual sob acusação de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.

A decisão garante que os parlamentares permaneçam nos cargos até o julgamento final do mérito da ação. A medida foi concedida após recurso apresentado pelas defesas, que contestaram as acusações relacionadas ao cumprimento da legislação eleitoral sobre a participação mínima de candidaturas femininas.

A controvérsia gira em torno da chamada cota de gênero, prevista na Lei das Eleições, que determina que cada partido ou federação deve reservar no mínimo 30% e no máximo 70% das candidaturas para cada sexo. A Justiça Eleitoral havia entendido que houve irregularidade na composição da chapa, caracterizando possível candidatura fictícia para cumprir formalmente a exigência legal.

Com a decisão do TSE, os efeitos da cassação ficam temporariamente suspensos, evitando alterações imediatas na composição da Câmara Municipal de Lauro de Freitas. O caso, no entanto, ainda será analisado de forma definitiva pelo colegiado da Corte Eleitoral.

Especialistas avaliam que o desfecho pode impactar outros processos semelhantes em andamento no país, especialmente diante do aumento de ações envolvendo suspeitas de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.

A decisão também reforça o debate sobre a fiscalização das candidaturas e o cumprimento efetivo das políticas de incentivo à participação feminina na política brasileira, tema que tem sido alvo de atenção crescente da Justiça Eleitoral e da sociedade civil.

O julgamento definitivo ainda não tem data confirmada.

Redação Saiba+

Continue lendo

Política

Otto Alencar ironiza Carlos Viana após quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

Declaração do presidente da CCJ do Senado amplia tensão política após sessão polêmica que aprovou medida envolvendo filho do presidente Lula

Postado

em

Senador Otto Alencar (PSD-BA) - Foto: Saulo Cruz

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), ironizou o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura supostas fraudes no INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), após a sessão que aprovou a quebra dos sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração ocorreu em meio à repercussão política da votação realizada na semana passada, considerada por aliados do governo como um movimento de forte carga política. A CPMI investiga irregularidades relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, segundo integrantes da base governista, a decisão de incluir Lulinha na lista de investigados elevou o tom do debate no Congresso Nacional.

Durante manifestação pública, Otto Alencar adotou tom irônico ao comentar a condução dos trabalhos da comissão, sugerindo que a medida teria extrapolado o foco principal das investigações. A fala foi interpretada como uma crítica direta à estratégia adotada por Carlos Viana na presidência da CPMI.

A sessão que aprovou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lulinha foi marcada por intensos embates entre parlamentares da base governista e da oposição. Para defensores da medida, a apuração deve alcançar todos os nomes citados nas investigações, independentemente de vínculos políticos. Já críticos apontam possível tentativa de desgaste do Palácio do Planalto.

O episódio reforça o clima de polarização no Senado e amplia a tensão entre governo e oposição em torno das investigações envolvendo o INSS. Nos bastidores, parlamentares avaliam que a disputa pode influenciar o ritmo e o rumo dos trabalhos da CPMI nas próximas semanas.

A movimentação também reacende o debate sobre os limites das comissões parlamentares de inquérito e o uso político de instrumentos como a quebra de sigilo, ferramenta considerada extrema dentro do processo investigativo legislativo.

Redação Saiba+

Continue lendo

Política

Câmara de Salvador prioriza votação do Plano Municipal de Segurança no primeiro semestre

Carlos Muniz afirma que aprovação do PMSPDS será foco central da Casa para fortalecer políticas de prevenção e defesa social na capital.

Postado

em

Muniz afirmou que a votação do plano de segurança está prevista para ser concluída até o final de março, com espaço para emendas. | Bnews - Divulgação Devid Santana

O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (2) que a principal prioridade do Legislativo soteropolitano neste primeiro semestre será a votação do Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Salvador (PMSPDS). A proposta, considerada estratégica para a cidade, deve orientar ações de prevenção, integração institucional e fortalecimento das políticas de proteção ao cidadão.

Segundo Muniz, o plano representa um avanço importante para a capital baiana, pois estabelece diretrizes claras para enfrentar desafios relacionados à violência urbana, ampliar a atuação preventiva e melhorar a articulação entre diferentes órgãos públicos. O presidente destacou que a Casa está comprometida em garantir uma análise responsável e célere da matéria, dada sua relevância para a população.

O PMSPDS reúne medidas que envolvem desde ações de inteligência e monitoramento, passando por programas sociais voltados à juventude, até iniciativas de modernização da Guarda Civil Municipal. A expectativa é que o texto receba contribuições dos vereadores durante a tramitação, fortalecendo o debate e ampliando a participação dos diversos setores da sociedade.

Muniz reforçou que a votação do plano será tratada como pauta prioritária, ressaltando que a segurança pública é uma demanda urgente e que Salvador precisa avançar em políticas integradas e sustentáveis. A previsão é de que as discussões ganhem ritmo nas próximas semanas, com possibilidade de aprovação ainda no primeiro semestre.

Redação Saiba+

Continue lendo
Ads Imagem
Ads PMI VISITE ILHÉUS

    Mais Lidas da Semana