Brasil
Inquérito das fake news amplia poder de Moraes no STF
Investigação instaurada em 2019 mudou o funcionamento da Corte, concentrou decisões no gabinete de Alexandre de Moraes e ainda não chegou a uma conclusão definitiva

Uma das investigações mais controversas do Judiciário brasileiro, o chamado inquérito das fake news (Inq. 4781), instaurado de ofício pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, em março de 2019, remodelou o funcionamento interno da Corte e concentrou poderes no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
A investigação nasceu em meio à primeira grande onda de ataques contra o Supremo, no início do governo Jair Bolsonaro, e se estende até hoje sem relatório conclusivo. Seis anos após sua abertura, o inquérito ainda não resultou em indiciamentos formais, mas serviu de base para ampliar apurações sobre atos antidemocráticos e tentativas de golpe de Estado, compartilhando provas inclusive com o Tribunal Superior Eleitoral.
Concentração de poder
Uma das principais críticas recai sobre a concentração de decisões no gabinete de Moraes. Por prevenção, todas as ações envolvendo desinformação, ameaças às instituições e golpismo passaram a ser centralizadas em sua relatoria, o que fortaleceu sua influência dentro e fora da Corte.
Nos bastidores, ministros do STF reconhecem o impacto da investigação, mas alguns expressam incômodo com a sua perpetuação. “Ninguém deveria viver sob investigação permanente”, resumem críticos e alvos do processo.
Impactos políticos e jurídicos
Ao longo dos anos, o inquérito atingiu políticos, empresários, influenciadores e ativistas, especialmente ligados ao bolsonarismo. Em paralelo, provas colhidas pela Polícia Federal foram usadas para sustentar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 33 acusados de planejar ruptura institucional.
A despeito de avanços pontuais, a condução do inquérito levanta debates jurídicos sobre sua natureza: instaurado de ofício, conduzido por ministro e não por delegado, e prorrogado diversas vezes sob justificativa de “novos elementos”.
O que vem pela frente
Segundo Moraes, a prorrogação busca aprofundar as diligências ainda em andamento. Mas, passados mais de seis anos, cresce a pressão para que o STF dê uma definição. As opções são o arquivamento ou a conclusão das investigações, permitindo que a PGR decida pelo oferecimento ou não de denúncias formais.
Enquanto isso, o inquérito das fake news segue sendo um dos temas mais delicados do debate político e institucional brasileiro, dividindo opiniões entre defensores do combate à desinformação e críticos que o veem como instrumento de excessiva centralização de poder.
Brasil
ONG investigada aponta falha de empresa contratada
Instituto Conhecer Brasil afirma ter sido prejudicado por prestadora responsável pela instalação de pontos de internet em projeto público

O Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização que está sendo investigada em apurações relacionadas a supostas irregularidades em contratos com a Prefeitura de São Paulo, apresentou sua versão sobre parte dos fatos analisados pelas autoridades. A entidade afirma que também teria sido prejudicada durante a execução dos serviços contratados.
De acordo com o posicionamento do instituto, a empresa Ultra IP, contratada para atuar na instalação e manutenção de pontos de wi-fi, teria adotado condutas que comprometeram o funcionamento da rede de internet prevista nos projetos executados.
Segundo o ICB, a empresa teria agido de má-fé ao interromper deliberadamente o funcionamento de determinados pontos de acesso à internet, situação que, conforme a entidade, teria causado prejuízos operacionais e afetado a prestação dos serviços previstos nos contratos.
A declaração surge em meio às investigações que analisam possíveis fraudes em processos licitatórios e suspeitas de desvio de recursos públicos. O caso vem sendo acompanhado por órgãos de controle e autoridades responsáveis pela apuração das denúncias envolvendo contratos firmados com a administração municipal.
O instituto sustenta que não foi responsável pelos problemas identificados na infraestrutura tecnológica e atribui parte das dificuldades enfrentadas à atuação da empresa contratada para a execução dos serviços. A entidade também argumenta que determinados episódios investigados precisam ser analisados considerando a participação de fornecedores e parceiros envolvidos nos projetos.
O caso ganhou repercussão devido ao volume de recursos públicos relacionados aos contratos e à relevância dos serviços de conectividade destinados à população. As investigações buscam esclarecer responsabilidades, identificar eventuais irregularidades e verificar o cumprimento das obrigações previstas nos acordos firmados.
Enquanto as apurações seguem em andamento, as versões apresentadas pelos envolvidos passam a integrar o conjunto de informações analisadas pelas autoridades. A expectativa é que os desdobramentos das investigações ajudem a esclarecer o papel de cada participante e a dimensão dos fatos apurados.
O episódio reforça a importância dos mecanismos de fiscalização em contratos públicos e da transparência na execução de projetos financiados com recursos governamentais, especialmente aqueles voltados para inclusão digital e ampliação do acesso à internet.
Brasil
Bahia Farm Show terá reforço de segurança em 2026
Evento contará com cerca de 200 policiais e bombeiros, além de tecnologia de reconhecimento facial e videomonitoramento

A Bahia Farm Show 2026, considerada uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do Brasil, contará com um amplo esquema de segurança para garantir a tranquilidade dos visitantes, expositores e trabalhadores durante os seis dias de programação. O evento acontece entre os dias 8 e 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), aproximadamente 200 policiais e bombeiros atuarão diretamente na operação de segurança, reforçando o policiamento e os serviços de emergência em toda a área da feira.
Além do efetivo presencial, a estratégia inclui o uso de tecnologias avançadas para ampliar a capacidade de monitoramento e prevenção de ocorrências. Câmeras de videomonitoramento e sistemas de Reconhecimento Facial serão utilizados para auxiliar as forças de segurança na identificação de suspeitos e no acompanhamento em tempo real da movimentação do público.
A iniciativa faz parte das ações de modernização da segurança pública em grandes eventos realizados no estado. O objetivo é garantir respostas mais rápidas em situações de emergência, aumentar a eficiência das operações e proporcionar um ambiente mais seguro para os milhares de visitantes esperados durante a feira.
A Bahia Farm Show reúne anualmente produtores rurais, empresários, investidores, pesquisadores e representantes do agronegócio de diversas regiões do Brasil e do exterior. Por conta do grande fluxo de pessoas e da relevância econômica do evento, o planejamento operacional recebeu atenção especial das autoridades estaduais.
As equipes de segurança atuarão de forma integrada, combinando policiamento ostensivo, monitoramento eletrônico, inteligência policial e atendimento de emergência para fortalecer a proteção dos participantes. A expectativa é que a tecnologia empregada contribua significativamente para a prevenção de incidentes e para a manutenção da ordem durante toda a programação.
Além da segurança, a feira deve apresentar novidades em máquinas agrícolas, inovação tecnológica, sustentabilidade e soluções voltadas ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro, consolidando sua posição como um dos principais eventos do setor.
Com a combinação de efetivo reforçado e ferramentas tecnológicas de última geração, a Bahia Farm Show 2026 busca oferecer uma experiência segura e organizada para todos os participantes, fortalecendo ainda mais a importância do evento no calendário nacional do agronegócio.
Brasil
Ex-executivo do Banco Master ganha destaque em investigação
Nome de Diego Maciel deve aparecer com mais frequência em apurações da Polícia Federal relacionadas ao caso Banco Master

As investigações envolvendo o Banco Master podem ganhar um novo personagem de destaque nos próximos desdobramentos. O nome de Diego Maciel, ex-superintendente comercial da instituição financeira no Rio de Janeiro, passou a ser citado como um dos focos de interesse das apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF).
Segundo informações divulgadas nos bastidores do caso, Diego Maciel teria atuado como interlocutor em negociações e articulações institucionais ligadas aos interesses do Banco Master no estado do Rio de Janeiro, especialmente durante a gestão do governador Cláudio Castro.
As investigações buscam esclarecer a relação entre representantes da instituição financeira e integrantes da administração pública estadual. De acordo com os relatos que vieram à tona, Maciel exerceria um papel estratégico na aproximação entre o banco e membros do governo fluminense.
Entre os contatos mencionados estariam secretários de Estado, dirigentes de órgãos públicos e representantes de importantes entidades vinculadas à administração estadual. O ex-executivo também teria mantido interlocução com dirigentes da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) e com representantes do Rioprevidência, fundo responsável pela gestão previdenciária dos servidores públicos do Rio de Janeiro.
O caso tem despertado atenção devido ao potencial impacto das investigações sobre relações institucionais entre o setor financeiro e órgãos públicos. A expectativa é que novas diligências e análises de documentos ajudem a esclarecer a extensão das tratativas realizadas durante o período investigado.
Além de Diego Maciel, outros nomes ligados ao Banco Master e ao ambiente político-administrativo do estado do Rio de Janeiro seguem sendo monitorados pelas autoridades responsáveis pelas apurações.
Com o avanço das investigações, a tendência é que novos detalhes venham à tona, ampliando a compreensão sobre as conexões estabelecidas entre representantes da instituição financeira e integrantes da estrutura governamental fluminense.
O caso continua sob acompanhamento dos órgãos competentes e pode gerar novos desdobramentos à medida que as investigações avançarem e mais informações forem analisadas pelas autoridades.
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