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Política

CCJ do Senado rejeita PEC da Blindagem por unanimidade

Proposta que restringiria processos contra parlamentares deve ser sepultada em plenário

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Protesto contra a anistia e a PEC da Blindagem na avenida Paulista, em SP - Tuane Fernandes - 21.set.2025/Reuters

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou por unanimidade, nesta quarta-feira (24), a chamada PEC da Blindagem, proposta que dificultaria a abertura de processos contra deputados e senadores.

Apesar do regimento interno prever que projetos reprovados de forma unânime não avancem ao plenário, o presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), informou que há um acordo para que o texto seja discutido por todos os senadores em sessão plenária.

O relator da matéria, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), considerou a proposta inconstitucional e apontou que ela abriria brechas para a proteção de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas. Segundo ele, a medida representaria um retrocesso, semelhante ao período entre 1988 e 2001, quando regras parecidas existiam e praticamente inviabilizavam investigações contra parlamentares.

A PEC havia sido aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada, em votação acelerada. Pelo texto, congressistas só poderiam ser processados com aval do Legislativo, em votação secreta, regra que também se estenderia a presidentes de partidos.

A proposta, entretanto, foi recebida com forte rejeição popular. Manifestações nas redes sociais e protestos em várias cidades do país pressionaram os senadores antes mesmo de a PEC chegar ao Senado. Durante a votação, o senador Jorge Seif (PL-SC) reconheceu o peso da opinião pública e retirou um parecer favorável que havia apresentado.

Outros parlamentares também se manifestaram contra. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) defendeu o sepultamento imediato da PEC, enquanto a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) destacou a necessidade de preservar a confiança da população no Congresso.

Em meio às discussões, até mesmo apoiadores do projeto, como o senador Sergio Moro (União-PR), admitiram que o texto havia sido “contaminado” e optaram por defender sua rejeição.

Se o plenário confirmar a decisão da CCJ, a PEC da Blindagem será arquivada, deixando a Câmara dos Deputados isolada no desgaste político gerado pela aprovação de uma proposta considerada por críticos como um retrocesso institucional e uma tentativa de transformar o Parlamento em refúgio para criminosos.

Redação Saiba+

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Política

Lula lidera pesquisa para2026

AtlasIntel/Bloomberg aponta presidente com 43,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33,7%

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa presidencial de 2026, segundo a nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (31). No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 43,4% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 33,7%.

A diferença entre os dois candidatos é de 9,7 pontos percentuais. Em comparação com o levantamento anterior, realizado em julho, Lula oscilou de 44,9% para 43,4%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 35,8% para 33,7%.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante), com 7,8%, e Renan Santos (Missão), com 7,6%. Considerando a margem de erro de um ponto percentual, os dois estão tecnicamente empatados.

O levantamento também registra Ronaldo Caiado (PSD) com 3,3%, Pablo Marçal (PRTB) com 1,9% e Romeu Zema (Novo) com 1%. Samara (UP) aparece com 0,9%, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) têm 0,1% cada.

Cenário de segundo turno

A pesquisa também avaliou possíveis disputas de segundo turno. Em um confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 47,1%, contra 42,6% do senador, uma diferença de 4,5 pontos percentuais.

Metodologia

A pesquisa AtlasIntel ouviu 5.014 pessoas entre os dias 25 e 30 de agosto de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07972/2026.

Os números representam o cenário encontrado pela pesquisa no período de coleta e não constituem previsão do resultado eleitoral

Redação Saiba+

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Política

Margareth Menezes defende fim da escala 6×1 em Salvador

Ministra da Cultura participou de ato no Morro do Cristo da Barra e afirmou que a pauta representa uma defesa dos direitos dos trabalhadores

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A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou na manhã deste domingo (30) de um ato contra a escala de trabalho 6×1, realizado no Morro do Cristo da Barra, em Salvador. O evento reuniu artistas, grupos culturais e trabalhadores da Bahia.

Durante entrevista Margareth defendeu o avanço da discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 no Senado. Para a ministra, a reivindicação deve ser tratada como uma pauta relacionada aos direitos dos trabalhadores, independentemente de posicionamentos políticos.

Margareth destacou que o setor cultural também é formado por milhares de profissionais que enfrentam diferentes jornadas de trabalho e afirmou que os trabalhadores brasileiros têm direito a dois dias de descanso.

“A bandeira é do trabalhador e trabalhadora do Brasil. Todo o setor cultural também tem trabalhadores e trabalhadoras e, com certeza, o povo, o trabalhador e trabalhadora tem direito a dois dias de descanso”, afirmou.

A ministra também relacionou a discussão sobre a jornada de trabalho à saúde mental dos trabalhadores. Segundo ela, a reivindicação não deve ser vista como uma disputa entre grupos políticos, mas como uma defesa de direitos.

“Isso é uma questão de saúde mental, não é uma questão de tal grupo ou daquele grupo, é questão de uma defesa do direito do ser humano, do trabalhador e trabalhadora brasileira”, declarou.

O ato no Morro do Cristo da Barra reuniu representantes da cultura e trabalhadores em defesa da mudança no modelo de jornada. A mobilização reforça o debate nacional sobre a escala 6×1 e sobre os impactos das jornadas prolongadas na qualidade de vida dos profissionais.

Redação Saiba+

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Política

Ator de Carrossel lança candidatura a deputado estadual

Konstantino Atan, conhecido pelo personagem Adriano na novela infantil, disputa uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo MDB

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Conhecido nacionalmente por interpretar Adriano na novela infantil Carrossel, o ator Konstantino Atan decidiu ingressar na política e lançou candidatura a deputado estadual nas eleições deste ano.

O artista concorre pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e integra a base política do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Konstantino Antonio Atanassopulos ganhou destaque na televisão ao interpretar Adriano entre 2012 e 2013. Na trama, o personagem era conhecido pelo perfil sonhador e por seu quarto mágico, onde mantinha conversas com objetos que ganhavam vida, como a meia Chulé e a poltrona Seu Cadeirudo.

Além da carreira artística, o candidato possui ascendência familiar diversa. Konstantino é descendente de armênios por parte de mãe e de gregos por parte de pai.

A entrada do ator na disputa eleitoral marca uma nova fase em sua trajetória pública. Agora, o ex-integrante do elenco de Carrossel busca conquistar espaço na política paulista e uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Redação Saiba+

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