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Polícia

Braço direito de líder da facção KLV é preso em Camaçari

“Berel”, apontado por homicídios e tráfico, é capturado em operação policial

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'Cabeça da KLV': líder de facção em Camaçari foi preso em cobertura de R$ 5 milhões por Reprodução / SSP-BA

A Polícia Civil da Bahia deflagrou mais uma fase da Operação Hunt, que resultou na prisão de Reidson da Cruz Barros, conhecido como “Berel”, apontado como braço direito do líder da facção KLV na Bahia. A captura ocorreu durante incursão em uma residência no distrito de Monte Gordo, Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

“Berel” já integrava o Baralho do Crime, ocupando a carta Três de Espadas, em razão de sua atuação criminosa intensa e estratégica. Ele era procurado por homicídios, sequestros, tráfico de drogas e coordenação de execuções na capital baiana e municípios vizinhos. Autoridades afirmam que ele atuava como executor de ordens e gestor de violência, especialmente contra facções rivais.

A operação que levou à prisão do criminoso mobilizou equipes especializadas do Departamento de Investigações Criminais (Deic) e contou com ações de inteligência coordenadas para localizar o foragido em sua possível rota de fuga. A residência onde “Berel” estava escondido foi rodeada e invadida pelos policiais, que efetuaram a detenção sem confronto.

Além da prisão, o suspeito será submetido aos procedimentos legais de exames de praxe, encaminhamento à Justiça e manutenção de sua custódia até o julgamento. Espera-se que eventuais envolvidos na rede de apoio a “Berel” também sejam identificados nas fases subsequentes da operação policial.

O episódio reforça o compromisso do Estado com a desarticulação de organizações criminosas e a retirada de lideranças que mantêm o poder paralelo e a impunidade. A prisão de “Berel” representa golpe na estrutura de comando da facção KLV e sinal de maior pressão sobre redes criminosas atuantes na região metropolitana de Salvador.

Redação Saiba+

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Polícia

Wellington César tem trajetória ligada ao PT e a Jaques Wagner

Ministro da Justiça, ex-MPBA e aliado histórico do senador baiano, ocupa cargo em meio à operação que atingiu Wagner na PF.

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O atual ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, possui uma trajetória política e institucional diretamente ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, com forte proximidade ao senador Jaques Wagner (PT-BA).

No comando do Ministério da Justiça, pasta à qual a Polícia Federal é vinculada administrativamente, Wellington exerce o cargo em um momento marcado pela deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve como um dos alvos o senador baiano, atingido por mandados de busca e apreensão no último dia 18 de junho.

Natural de Salvador (BA), o ministro é formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e construiu sua carreira no Ministério Público da Bahia (MPBA), onde atuou entre 1991 e 2023. Durante sua trajetória no órgão, foi escolhido por Jaques Wagner para exercer dois mandatos consecutivos como procurador-geral de Justiça, em 2010 e 2012.

Na primeira indicação, Wellington César integrava a lista tríplice na última colocação, mas acabou sendo nomeado para o cargo, consolidando uma relação institucional de confiança com o grupo político liderado por Wagner no estado.

A nomeação e a trajetória do ministro são frequentemente associadas à sua atuação técnica no Ministério Público e à sua relação com a gestão estadual da época, quando ocupava posição de destaque no sistema de Justiça da Bahia.

O cenário atual reforça o protagonismo do ministro da Justiça em um período de forte atenção institucional, diante de investigações envolvendo figuras políticas de alta relevância no cenário nacional.

Redação Saiba+

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Polícia

Reconhecimento Facial captura mais um foragido na Bahia

Prisão durante a Operação São João 2026 eleva para 15 o número de procurados localizados com auxílio da tecnologia

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O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) voltou a demonstrar eficiência durante a Operação São João 2026. Nesta sexta-feira (19), mais um foragido da Justiça foi localizado e preso na cidade de Barra, no interior do estado, com o apoio da tecnologia de monitoramento.

Segundo informações da SSP, o homem era procurado por dívida de pensão alimentícia e foi identificado pela Plataforma de Observação Elevada (POE), que integra o sistema de videomonitoramento inteligente utilizado durante os festejos juninos. Após a identificação, equipes policiais realizaram a abordagem e confirmaram a existência do mandado de prisão em aberto.

Com a nova captura, chegou a 15 o número de foragidos detidos durante as festas juninas na Bahia em 2026, resultado que reforça o uso estratégico da tecnologia para ampliar a segurança pública em eventos com grande concentração de pessoas.

A Operação São João mobiliza efetivos das forças de segurança em diversas cidades baianas, combinando policiamento ostensivo com ferramentas de inteligência, como o reconhecimento facial, para identificar pessoas com pendências judiciais e prevenir ocorrências durante as celebrações.

O sistema de monitoramento tem sido um dos principais aliados das autoridades na localização de foragidos, permitindo respostas rápidas das equipes em campo e aumentando a eficiência das ações policiais. A SSP destaca que a tecnologia continuará sendo empregada ao longo das festividades, contribuindo para garantir mais tranquilidade aos participantes dos eventos.

A expectativa é de que novas ações de fiscalização e monitoramento permaneçam intensificadas durante todo o período junino, fortalecendo o combate à criminalidade e ampliando a sensação de segurança para moradores e turistas.

Redação Saiba+

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Polícia

Ex-PMs são condenados a mais de 20 anos por homicídio em Salvador

Júri Popular no Fórum Ruy Barbosa encerra caso de 2014 com condenação de réus por homicídio qualificado, roubo e ocultação de cadáver.

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O Tribunal do Júri condenou os ex-policiais militares Jesimiel da Silva Resende e Cláudio Bonfim Borges a mais de 20 anos de prisão pelo homicídio de Geovane Mascarenhas de Santana, encontrado mutilado em 2 de agosto de 2014, em via pública, no bairro da Calçada, subúrbio de Salvador.

O julgamento ocorreu no Fórum Ruy Barbosa, na capital baiana, e foi iniciado na quinta-feira (18), sendo concluído na madrugada desta sexta-feira (19). Ao todo, sete réus — todos ex-integrantes da Polícia Militar — foram julgados pelo Tribunal do Júri Popular, em um processo que mobilizou grande atenção no meio jurídico e na sociedade.

De acordo com informações do Ministério Público da Bahia (MPBA), o ex-PM Jesimiel da Silva Resende foi condenado a 25 anos, 3 meses e 15 dias de prisão, em regime inicial fechado. A sentença inclui os crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver.

A decisão do júri reforça o entendimento da acusação sobre a gravidade do crime e a participação dos réus no caso, que permaneceu em investigação e tramitação judicial por mais de uma década até chegar ao julgamento final.

O caso de Geovane Mascarenhas de Santana teve grande repercussão na época dos fatos e voltou a ganhar destaque com a realização do julgamento, sendo considerado um dos processos mais emblemáticos envolvendo ex-agentes de segurança pública na Bahia.

Com a condenação, a Justiça encerra uma das etapas mais importantes do processo, que agora segue para as demais providências legais cabíveis quanto ao cumprimento das penas estabelecidas pelo Tribunal do Júri.

Redação Saiba+

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