Política
Paulinho reúne apoio de 8 partidos para reduzir penas por atos golpistas
Proposta ainda não tem maioria e votação deve atrasar; relator aposta em apoio parcial de PT e PL para avançar no plenário

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) intensificou nesta semana as articulações em torno de seu projeto que prevê a redução das penas aplicadas aos condenados pelos atos golpistas. Até o momento, ele obteve o apoio de 8 partidos, que juntos somam 201 deputados, número insuficiente para garantir a maioria necessária no plenário da Câmara.
A iniciativa, que pode beneficiar tanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quanto os presos do 8 de Janeiro, ainda enfrenta resistências. PT e PL se colocam contra em pontos distintos: enquanto os petistas rejeitam qualquer flexibilização, a bancada bolsonarista insiste na defesa da anistia ampla.
Apesar disso, a estratégia de Paulinho passa por construir alianças pontuais. O plano é contar com o PL em uma etapa e, em outra, buscar o apoio do PT para derrubar um eventual requerimento de anistia, caso seja levado ao plenário.
Partidos que já declararam apoio
Manifestaram respaldo ao projeto de Paulinho as bancadas de Republicanos (45), Solidariedade (5), PRD (5), Avante (7), PSDB (13), União Brasil (59), PP (50) e Podemos (17). Ainda faltam posicionamentos de MDB (42), PSD (45), PCdoB (9), PSOL (15), PDT (16), PSB (16), PV (5), Novo (5) e Cidadania (4).
Obstáculos à votação
A votação não deve ocorrer na próxima semana, como previa o relator. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que precisa de “um pouco mais de tempo” para avaliar se o texto irá à pauta. Além disso, o andamento foi retardado por fatores externos, como as novas sanções dos Estados Unidos e a prioridade do projeto de aumento da isenção do Imposto de Renda, que deve dominar a pauta.
Outro ponto de divergência está na preocupação de partidos do centrão para que a proposta não seja utilizada como brecha para beneficiar integrantes do crime organizado. Paulinho já indicou que não pretende reduzir penas relacionadas a organização criminosa, crime pelo qual também foram enquadrados alguns dos condenados.
Conciliação com o Senado
Há ainda o desafio de harmonizar a tramitação entre Câmara e Senado, após recentes atritos que enterraram projetos como a chamada PEC da Blindagem. Paulinho busca uma saída de conciliação, mas reuniões previstas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foram canceladas e não têm nova data definida.
Mesmo diante das incertezas, aliados acreditam que o apoio pode chegar a 350 votos, caso a negociação avance. A construção, no entanto, exige cautela e firmeza para não transformar a proposta em palco de novos confrontos entre direita e esquerda.
Política
PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após ter mandato cassado na Câmara
Decisão ocorre após cassação do mandato parlamentar e publicação de ato no Diário Oficial da União

A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função que ocupava antes de sua eleição para a Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada nesta sexta‑feira (2), por meio de publicação no Diário Oficial da União, assinada pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licínio Nunes de Moraes Netto.
Segundo o ato administrativo, a PF declarou o fim do afastamento do ex‑parlamentar, uma vez que seu mandato de deputado federal foi cassado em 18 de dezembro. Com a perda do mandato, a licença concedida para o exercício da atividade política deixa de ter validade, obrigando o retorno imediato às funções na corporação.
A medida encerra o período em que Eduardo Bolsonaro esteve afastado do quadro funcional da PF e marca sua reintegração ao serviço público federal. A corporação ainda não detalhou em qual unidade o escrivão deverá atuar, mas o procedimento segue o trâmite padrão aplicado a servidores que retornam após afastamentos prolongados.
O caso segue repercutindo no cenário político e jurídico, especialmente por envolver um nome de grande projeção nacional e por ocorrer em meio a debates sobre responsabilidades e consequências administrativas após a cassação de mandatos eletivos.
Política
Moraes rebate a Câmara e cassação de Zambelli reacende alerta para Eduardo Bolsonaro
Decisão do ministro do STF fortalece entendimento sobre limites de imunidade parlamentar e coloca novo deputado no foco das investigações

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu sequência a uma posição firme sobre a aplicação do direito penal e da Constituição no trato com parlamentares após a cassação do mandato de Carla Zambelli pela Câmara dos Deputados. A decisão de Moraes de não reconhecer a anulação do processo pela Casa reforça um entendimento judicial que pode ter impacto direto em outros casos, com Eduardo Bolsonaro sendo apontado como o possível próximo alvo de decisões semelhantes.
Moraes sustenta que determinados atos praticados por parlamentares extrapolam as prerrogativas de imunidade e liberdade política, especialmente quando há indícios de discurso de ódio, incitação à violência ou afronta ao Estado Democrático de Direito. Ao manter a cassação de Zambelli, o ministro enviou um recado institucional claro sobre os limites constitucionais que regem o exercício do mandato parlamentar.
O cenário jurídico agora mira outros casos em que parlamentares podem ter incorrido em condutas consideradas incompatíveis com o decoro e com os princípios republicanos. No centro das atenções está Eduardo Bolsonaro, que já foi citado em inquéritos e procedimentos que investigam a atuação de líderes políticos em contextos de crise institucional. A leitura de especialistas é de que, com a sinalização firme do STF, eventuais processos contra ele ou outros deputados podem ganhar novo impulso.
A tensão entre o Legislativo e o Judiciário tem se intensificado, e a decisão de Moraes de manter a cassação de Zambelli mesmo diante da tentativa de anulação pela Câmara reacende debates sobre separação de poderes, responsabilidade parlamentar e limites à imunidade legislativa. Para o ministro, a preservação da Constituição deve prevalecer sobre tentativas de proteção temporária de mandatos que afrontem dispositivos legais claros.
A possibilidade de que Eduardo Bolsonaro venha a ser o próximo foco de decisões nessa linha reforça a amplitude do impacto institucional. A expectativa em Brasília é de que o entendimento do STF se consolide, criando jurisprudência que endurece a interpretação sobre condutas de parlamentares que atentem contra a ordem constitucional.
No plano político, a repercussão deve seguir intensa, tanto entre aliados quanto na oposição, com consequências potenciais para a dinâmica interna da Câmara e para as estratégias eleitorais futuras. O embate entre Poder Legislativo e Poder Judiciário promete ganhar novos capítulos, com o STF assumindo papel central na definição dos limites da atuação parlamentar em casos de litígios graves.
Política
Lula anuncia veto ao PL da dosimetria do tempo de serviço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que vetará o Projeto de Lei que estabelece nova regra de dosimetria do tempo de serviço para concessão de benefícios previdenciários. A decisão executiva ocorre após análise das implicações fiscais e das consequências para a estabilidade atuarial do sistema previdenciário do país.
Segundo o Executivo, a proposta em tramitação no Congresso Nacional apresentava riscos de impacto financeiro substancial e insegurança jurídica, o que motivou a decisão de suspender sua promulgação. A dosimetria é um mecanismo utilizado para calcular o tempo de contribuição e benefícios, e tinha forte apelo junto a setores que defendiam maior flexibilidade nos critérios de cálculo.
O veto presidencial representa um ponto de inflexão significativo na política previdenciária, numa clara tentativa do governo federal de preservar a sustentabilidade fiscal e evitar novos desequilíbrios nas contas públicas. Autoridades do Palácio do Planalto ressaltam que a medida atende a estudos atuariais que apontaram efeitos adversos sobre as receitas e despesas do sistema de seguridade.
A reação no meio político tem sido imediata. Parlamentares favoráveis ao projeto argumentam que a nova dosimetria poderia beneficiar milhões de trabalhadores que buscam condições mais justas de acesso a benefícios. Por outro lado, críticos ao PL enfatizam a necessidade de cautela em reformas que impactam diretamente o orçamento e a confiança dos mercados.
A decisão de veto deve ser comunicada formalmente ao Congresso nas próximas semanas, abrindo espaço para debates sobre possíveis ajustes legislativos ou apresentação de novas propostas que conciliem equilíbrio fiscal, justiça social e segurança jurídica no regime de previdência.
Em meio a esse cenário, espera-se que o tema continue no centro das discussões econômicas e políticas, especialmente diante da relevância do sistema previdenciário para a economia brasileira e para a vida de aposentados e contribuintes.
Bahia5 dias atrásMais de mil vagas gratuitas: inscrições para cursos técnicos do Senai terminam nesta quarta (7)
Bahia6 dias atrásAgentes da Polícia Civil da Bahia passam por curso para uso de drones na segurança pública
Bahia4 dias atrásEmpresa é investigada por fraude de contratos milionários de tecnologia em Salvador e Feira de Santana
Brasil6 dias atrásBanco Central questiona inspeção de Jhonatan de Jesus no caso Master e pede decisão colegiada do TCU
Mundo7 dias atrásBrasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito
Brasil3 dias atrásMoraes mantém prisão preventiva de Domingos Brazão, acusado de mandar matar Marielle
Brasil7 dias atrásDino rebate críticas contra decisões monocráticas no STF: ‘Lei está sendo cumprida’
Brasil4 dias atrásURGENTE: Lula veta PL da Dosimetria de forma integral














