Política
Sucessão no Banco Central avança com indicações de Haddad
Tiago Cavalcanti e Guilherme Mello são apontados para diretorias e reforçam estratégia de equilíbrio do governo Lula

A sucessão no Banco Central ganhou contornos mais definidos nesta semana após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva dois nomes para compor diretorias da instituição: o acadêmico Tiago Cavalcanti e o atual secretário da Fazenda, Guilherme Mello. As áreas específicas de atuação de cada um serão anunciadas no ato formal de nomeação.
A escolha de Tiago Cavalcanti é vista dentro do governo como um gesto de equilíbrio por parte de Lula. O economista possui trajetória sólida em algumas das principais universidades do mundo, mas também já participou de debates relevantes sobre política econômica no Brasil, o que amplia sua capacidade de diálogo com diferentes setores.
Já Guilherme Mello, figura próxima à equipe econômica, reforça a linha de continuidade das diretrizes defendidas pelo Ministério da Fazenda. Sua indicação sinaliza a intenção do governo de manter coerência técnica e fortalecer a interlocução entre o BC e a política fiscal.
As movimentações ocorrem em um momento de grande atenção do mercado financeiro, que acompanha de perto a transição na autoridade monetária. As indicações de Haddad buscam transmitir previsibilidade, estabilidade e compromisso com uma condução responsável da política econômica.
A expectativa é de que as nomeações sejam oficializadas nos próximos dias, consolidando a nova configuração da diretoria do Banco Central.
Política
Advogados do milionário Fauci criam fundo para pagar defesa dele
Iniciativa busca financiar a defesa do médico diante de investigações e denúncias relacionadas à atuação durante a pandemia de Covid-19

Os advogados do médico Anthony Fauci, que coordenou a resposta nacional dos Estados Unidos à pandemia de Covid-19, criaram um fundo para arrecadar dinheiro para custear a defesa dele, em meio a uma série de denúncias e investigações contra o ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês).
A iniciativa possui um site, por meio do qual apoiadores de Fauci podem fazer doações. Eventuais excedentes após a conclusão de todas as investigações serão doados para instituições de caridade, afirmaram os advogados.
“Fauci enfrenta uma ofensiva jurídica sem precedentes para um servidor público aposentado, e ele merece uma defesa sólida contra essas ações infundadas e temerárias”, disse David Schertler, um dos advogados de Fauci, à agência Reuters.
“O doutor Fauci não fez nada de errado, e estamos preparados para combater esse assédio vergonhoso contra um homem honrado que dedicou sua carreira a salvar vidas”, acrescentou.
Segundo a emissora Fox News, antes de se aposentar, Fauci era o servidor mais bem pago do governo federal dos EUA, com remuneração de quase US$ 500 mil por ano, e atualmente recebe uma pensão federal que se equipara ao salário de presidente. Ele e sua esposa declararam um patrimônio líquido conjunto de US$ 12,6 milhões em 2021.
Diretor do Niaid entre 1984 e 2022, Fauci é acusado pelos republicanos de ter escondido informações sobre a origem da Covid-19 e ter errado na condução da resposta à pandemia.
No final da sua gestão, o presidente democrata Joe Biden (2021-2025) concedeu um perdão presidencial preventivo a Fauci contra eventuais acusações federais por questões relativas à pandemia, mas ele ainda pode ser alvo de processos judiciais nos estados.
Os procuradores-gerais da Flórida, da Virgínia Ocidental e da Louisiana anunciaram recentemente investigações para apurar se Fauci se beneficiou irregularmente da exposição na mídia que obteve durante a pandemia.
Além disso, depois dele ter se recusado a responder a perguntas de senadores americanos em audiência no final de julho, um comitê do Senado declarou Fauci em desacato e encaminhou o caso para o Departamento de Justiça (DOJ).
Política
Janja repudia fala de Renan Santos
Primeira-dama classificou declaração feita durante debate presidencial como ataque pessoal e misógino

A primeira-dama Janja Lula da Silva repudiou, nesta segunda-feira (24), uma declaração feita pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão) durante o primeiro debate presidencial das eleições de 2026.
Em nota encaminhada à Band, emissora responsável pela transmissão do debate realizado na noite de domingo (23), Janja classificou a manifestação como um “ataque pessoal e misógino”.
Declaração ocorreu durante debate
A manifestação de Renan Santos ocorreu enquanto o candidato comentava a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro debate presidencial.
Após o episódio, a primeira-dama decidiu se manifestar publicamente e encaminhou o comunicado à emissora que promoveu o encontro entre os candidatos.
O debate marcou um dos primeiros momentos de confronto direto entre os postulantes à Presidência da República nas eleições de 2026. A ausência de Lula foi mencionada durante a programação, enquanto o presidente participou de uma entrevista exibida pela televisão no mesmo horário.
A declaração envolvendo Janja repercutiu no cenário político nesta segunda-feira e passou a integrar as discussões sobre o debate e a campanha presidencial.
Política
Erika Hilton desafia Flávio Bolsonaro para debate sobre escala 6×1
Deputada do PSOL fez convite público ao senador após reportagem apontar articulação de aliados contra o avanço da proposta no Senado

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) desafiou o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) para um debate público sobre a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
O convite foi publicado pela parlamentar nas redes sociais após uma reportagem do jornal O Globo apontar uma articulação de aliados do senador no Senado para tentar adiar a votação da proposta.
Convite foi feito pelas redes sociais
Na publicação, Erika Hilton direcionou o desafio diretamente a Flávio Bolsonaro e defendeu uma discussão pública sobre a proposta que pretende alterar o atual modelo de jornada de trabalho.
“Venho, por meio deste, desafiá-lo a um debate público, 1×1, sobre a proposta e sobre essa escala desumana”, escreveu a deputada.
A PEC do fim da escala 6×1 prevê mudanças na organização da jornada de trabalho e tem provocado debates entre parlamentares, setores da sociedade e representantes do mercado de trabalho.
O tema ganhou força no Congresso Nacional e passou a integrar as discussões sobre redução da jornada, condições de trabalho e direitos dos trabalhadores.
Até o momento, o episódio se concentra no convite feito publicamente por Erika Hilton e nas discussões políticas em torno da tramitação da proposta.
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