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Brasil

Saiba como declarar dívidas e empréstimos no Imposto de Renda 2025

Dívidas acima de R$ 5 mil devem ser informadas, tanto por quem pegou quanto por quem emprestou; veja o passo a passo e evite cair na malha fina.

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Foto: Divulgação/Seec-DF

Com mais de 73,5 milhões de brasileiros inadimplentes no fim de 2024, segundo levantamento do Serasa Experian, uma dúvida comum nesta época do ano é: quem está devendo precisa declarar o Imposto de Renda? A resposta é sim, desde que o contribuinte se enquadre nas regras de obrigatoriedade estabelecidas pela Receita Federal.

Dívidas, financiamentos e empréstimos obtidos em 2024, com valor superior a R$ 5 mil, devem ser declarados, mesmo que não tenham sido quitados totalmente. E a obrigação não é só de quem deve: quem emprestou também precisa declarar o valor, caso também seja obrigado a prestar contas ao Fisco.

O prazo para envio da declaração vai até 30 de maio. Após essa data, quem não declarar estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74 ou até 20% do imposto devido.

Como declarar uma dívida?

Se você contraiu alguma dívida, como empréstimos pessoais, cheque especial ou cartão de crédito, precisa informar no campo “Dívidas e Ônus Reais” do programa da Receita:

  1. Clique em “Novo” e escolha o código conforme o tipo de credor:
    • 11: bancos comerciais
    • 12: financeiras
    • 13: outras empresas
    • 14: pessoa física
    • 15: empresas no exterior
    • 16: outras dívidas
  2. Em “Discriminação”, preencha o valor do empréstimo, forma de pagamento, número do contrato (se houver), nome e CPF/CNPJ do credor.
  3. Informe os valores nos campos “Situação em 31/12/2023”, “Valor pago em 2024” e “Situação em 31/12/2024” conforme o andamento da dívida.

Cada dívida precisa ser registrada em uma nova ficha.

Como declarar um empréstimo concedido?

Quem emprestou dinheiro a alguém, seja pessoa física ou jurídica, deve registrar o valor no campo “Bens e Direitos”, código 05 (Créditos), item 01 (Empréstimos concedidos). É preciso informar:

  • Nome e CPF/CNPJ de quem recebeu o valor
  • Valor emprestado, forma de pagamento e número do contrato (se houver)
  • Valor pendente nas datas de 31/12/2023 e 31/12/2024, conforme o caso

Nos empréstimos com cobrança de juros, o devedor deve recolher o carnê-leão mensalmente via e-CAC, e importar os dados para a declaração anual.

Perdão de dívida e doação

Se uma dívida declarada anteriormente foi perdoada, ela deve ser registrada como doação. O credor zera o valor da dívida e o devedor precisa declarar o valor como “Rendimento Isento e Não Tributável”, código 14 (Doações).

Vale lembrar que o perdão de dívidas pode implicar na cobrança de imposto estadual (ITCMD), conforme os limites definidos por cada estado.

Financiamento e consórcio entram como dívida?

Não. Financiamentos de veículos e imóveis, ou consórcios, não são considerados dívidas para fins de IR. Eles devem ser declarados em “Bens e Direitos”, com todos os dados do bem e das parcelas já pagas.

Se o consórcio foi contemplado, o contribuinte deve abrir uma nova ficha para o bem adquirido e informar que ele foi obtido via consórcio.

Quem deve declarar o IR 2025?

Estão obrigados a declarar, entre outros:

  • Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 em 2024
  • Quem teve rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil
  • Quem possuía bens acima de R$ 800 mil em 31/12/2024
  • Quem realizou operações em Bolsa de Valores ou teve ganhos com venda de imóveis
  • Quem recebeu ou concedeu empréstimos com valor acima de R$ 5 mil

Mesmo pessoas com o CPF “sujo” precisam declarar, se atenderem a algum desses critérios. A situação do nome não interfere na obrigatoriedade ou aceitação da declaração.

Redação Saiba+

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Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário

Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

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Mensagens indicam tentativa de negociação de imóvel de alto padrão em meio ao avanço das investigações | Bnews - Divulgação Ana Paula Paiva e Paulo H. Carvalho

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.

Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.

Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.

O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.

A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Redação Saiba+

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Brasil

Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado

Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

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Devolução dos itens foi solicitada pela defesa do jornalista | Bnews - Divulgação Victor Piemonte

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.

O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.

A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.

Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.

O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.

A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.

Redação Saiba+

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Brasil

Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas

Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

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A reunião de Boulos com o setor é para discutir os impactos da guerra no Oriente Médio na alta do preço dos combustíveis

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.

A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.

Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.

O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.

Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.

Redação Saiba+

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