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Política

Governo Lula acumula 8 derrotas na base aliada em menos de um mês

Rupturas partidárias, avanço da oposição, CPIs e perda de controle da articulação política expõem fragilidade do governo Lula no Congresso Nacional

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O presidente Lula durante solenidade no Palácio do Planalto
O presidente Lula durante solenidade no Palácio do Planalto / Reprodução

Brasília – Em menos de 30 dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou uma série de reveses políticos protagonizados por sua própria base aliada. Ao todo, foram oito episódios que revelam a instabilidade e a crescente perda de controle do governo sobre o Congresso, com destaque para a adesão de partidos governistas à pauta da oposição e rupturas internas em ministérios estratégicos.

O episódio mais recente foi o anúncio do rompimento da bancada do PDT com o governo, feito na terça-feira (6), seguido pela aprovação, no dia seguinte, de um projeto que suspende a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL). A medida foi aprovada por 315 votos a 143, com o Centrão se unindo à oposição e isolando o PT e demais partidos de esquerda.

O caso Ramagem teve como pano de fundo uma reação da Câmara ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas reforça a fragilidade da articulação política de Lula, que vê sua base legislativa ruir mesmo com maioria formal.

Outro abalo relevante foi a crise envolvendo o PDT, que perdeu o comando do Ministério da Previdência. A legenda, com 17 deputados e três senadores, manifestou publicamente insatisfação com o tratamento recebido do Palácio do Planalto, marcando a primeira rebelião vinda de um partido de esquerda.

O ciclo de derrotas começou no dia 14 de abril, quando 185 deputados — incluindo 81 de partidos aliados como União Brasil, PP, PSD, MDB e Republicanos — assinaram um requerimento de urgência para votação do PL da Anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Essas cinco siglas, apesar de ocuparem 11 ministérios, têm demonstrado fidelidade volátil ao governo.

No dia 22 de abril, outro desgaste: Pedro Lucas Fernandes (MA), líder do União Brasil na Câmara, recusou o convite para assumir o Ministério das Comunicações, dias depois de aceitá-lo. A recusa expôs um racha interno no partido, que ameaçou a governabilidade e colocou em xeque a aliança com a legenda.

A rejeição do recurso do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) na CCJ da Câmara, em 29 de abril, também pesou negativamente. Embora o governo não tenha posição oficial sobre a cassação, o apoio indireto — simbolizado pela visita de nove ministros durante a greve de fome de Glauber — evidenciou o desgaste.

No mesmo dia, União Brasil e PP anunciaram uma federação com discurso carregado de críticas ao governo Lula. Ministros das duas siglas, como Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte), estiveram presentes no evento, mas não foram convidados a discursar, enquanto opositores declarados, como o governador Ronaldo Caiado e os senadores Ciro Nogueira e Tereza Cristina, tiveram protagonismo.

Redação Saiba+

Política

Jaques Wagner visita Otto Alencar internado em Salvador

Senador do PT presta solidariedade ao presidente do PSD após mal-estar na Bahia

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Visita de Wagner ocorre em meio a pressões políticas e discussões sobre a formação da chapa para o Senado na Bahia | Bnews - Divulgação Reprodução

O pré-candidato ao Senado, Jaques Wagner (PT), realizou uma visita ao senador Otto Alencar (PSD) na manhã deste domingo (8), no Hospital Aliança, em Salvador. Otto, que preside o PSD na Bahia, está internado após passar mal durante uma agenda em Lapão, no interior do estado.

A visita de Wagner reforça a relação política e pessoal entre os dois parlamentares, que têm atuado juntos em pautas estratégicas para a Bahia. Segundo informações divulgadas, Otto Alencar segue em observação médica, mas apresenta quadro estável.

O mal-estar ocorreu após compromissos políticos no município de Lapão, onde o senador cumpria agenda pública. A internação preventiva foi recomendada para garantir acompanhamento adequado e realização de exames.

A presença de Jaques Wagner no hospital foi vista como um gesto de solidariedade e apoio ao colega de longa data, em um momento em que ambos se preparam para um ano de intensa movimentação política no estado.

Redação Saiba+

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Política

PT de Salvador inicia articulação para eleições

Vinicius Calmon diz que partido trabalha para fortalecer unidade interna no estado

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Vinicius Calmon ainda afirmou que José Dirceu voltará a Câmara de Deputados com um “tapete vermelho” e com a força do PT | Bnews - Divulgação

O vice-presidente do PT em Salvador, Vinicius Calmon, afirmou que o momento é de “arrumar a casa” para preparar o lançamento das candidaturas que irão disputar as eleições estaduais deste ano. Segundo ele, o partido está focado em organizar suas bases e alinhar estratégias para entrar no pleito com maior coesão.

Calmon destacou que, sob a condução do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, o PT deve chegar ao período eleitoral unido e fortalecido, reforçando a importância da articulação interna para garantir competitividade nas urnas.

De acordo com o dirigente, o diálogo entre lideranças municipais, estaduais e movimentos sociais tem sido fundamental para consolidar um projeto político consistente. A expectativa é de que as definições sobre candidaturas e alianças avancem nas próximas semanas, acompanhando o calendário eleitoral.

O PT aposta na reorganização interna como estratégia para ampliar sua presença nos municípios e fortalecer a base de apoio ao governo estadual.

Redação Saiba+

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Política

Lentidão da PF para avançar no caso do INSS envolvendo Lulinha incomoda Mendonça

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Roberta Luchsinger, Lulinha e outra amiga, Priscilla Bittar: pagamento pelo serviço de lobby seria de 25 milhões de reais.Redes sociais

Chegou ao Planalto uma informação que alarmou Lula, segundo um aliado. Relator do escândalo do INSS no Supremo, o ministro André Mendonça teria cobrado a Polícia Federal sobre uma suposta inércia nas investigações contra Lulinha.

Pelo relato levado ao palácio, o ministro teria questionado a ausência de diligências contra o filho de Lula. A PF já poderia ter pedido pelo menos a apreensão do passaporte de Lulinha.

Diante das cobranças, investigadores da PF ouvidos pelo Radar ponderaram que o trabalho em relação ao filho de Lula está, sim, avançando. A leitura é de que o caso evolui ancorado em provas. “O concreto é que há um relato sobre pagamentos ao Lulinha. Quem operaria isso está preso pela PF e sendo investigado”, diz uma fonte da instituição.

Redação Saiba+

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