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Aumento do IOF pressiona preços das passagens aéreas

Com vaivém de decisões, medida afeta viajantes, provoca racha interno no Planalto e reacende críticas da oposição sobre alta da carga tributária no Brasil

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O presidente Lula e a primeira-dama Janja / Foto: Ricardo Stuckert/PR

O recente aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), seguido por um recuo parcial do governo, abriu mais uma crise de comunicação no Palácio do Planalto e ampliou o desgaste político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, que encarece viagens internacionais e remessas para o exterior, gerou desconforto entre ministros, insatisfação no mercado e uma enxurrada de críticas nas redes sociais e no Congresso — especialmente vindas da oposição bolsonarista.

Na prática, a alíquota do IOF para operações como compra de moeda estrangeira em espécie e transferência entre contas no exterior de mesmo titular subiu de 1,1% para 3,5%, um aumento de 218%. Ainda que o impacto sobre o uso de cartões internacionais tenha sido mais leve — passando de 3,38% para 3,5% — a medida não passou despercebida.

A decisão foi anunciada pela equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mas sem articulação prévia com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), comandada por Sidônio Palmeira. O descompasso gerou críticas internas e expôs, mais uma vez, a falta de coordenação entre áreas estratégicas do governo, que já haviam se estranhado em episódios anteriores, como na “taxa da blusinha” e na tentativa frustrada de fiscalizar transações via Pix.

A avaliação interna no Planalto é que a estratégia da Fazenda foi equivocada, ao tentar conciliar o anúncio da alta do IOF com o bloqueio de R$ 31 bilhões no orçamento de 2025, uma tentativa de sinalizar responsabilidade fiscal ao mercado. No entanto, a comunicação falha fez com que a repercussão fosse majoritariamente negativa.

Levantamento da consultoria Bites mostrou que mais de 70% das menções nas redes sociais ao aumento do IOF foram críticas. Em dois dias, o tema acumulou mais de 144 mil postagens, sendo 72,6% com teor negativo. A oposição, capitaneada por Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Sergio Moro e André Fernandes, não perdeu tempo: reforçou a narrativa de que o governo “taxa tudo e todos”, resgatando o apelido pejorativo “Taxad” para o ministro Haddad.

A base governista, por sua vez, demonstrou pouca disposição para defender a medida. Apenas um parlamentar petista — o deputado Bohn Gass (PT) — saiu em defesa pública do governo. O silêncio constrangedor de outros aliados mostra o nível de desgaste causado por anúncios econômicos que nascem sem respaldo político e são revistos dias depois, minando a credibilidade da gestão.

Além disso, a medida teve impacto direto no bolso de brasileiros com viagens marcadas. Para uma remessa de R$ 10 mil ao exterior, o custo do IOF passou de R$ 110 para R$ 350. Especialistas em finanças recomendam antecipar a compra de moeda estrangeira e readequar o planejamento financeiro para evitar surpresas de última hora.

A decisão de revogar parte do decreto, mantendo a alíquota zero para aplicações de fundos nacionais no exterior, buscou reduzir o impacto no mercado, mas já era tarde. O estrago estava feito. O episódio se junta a uma sequência de anúncios desastrosos, como a taxação de compras internacionais de pequeno valor e o monitoramento do Pix, ambos recuados após pressões populares e da oposição.

O ex-presidente Jair Bolsonaro aproveitou para lembrar que, em 2022, zerou o IOF do câmbio até 2028 e classificou a reversão da política como “afronta à competitividade e ao investimento externo”. Parlamentares aliados reforçaram o discurso de que o governo Lula age com improviso e onera cada vez mais o cidadão comum com impostos.

O governador Romeu Zema (Novo-MG) também entrou no debate, alertando para uma possível crise de confiança no ambiente de negócios. “Essa medida precisa ser revogada imediatamente, ou o país vai piorar ainda mais”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.

A falta de articulação entre os setores do governo, somada ao cenário econômico instável e ao avanço da oposição nas redes, contribui para um ambiente político cada vez mais hostil para Lula e seu núcleo econômico. Se o bolsonarismo conseguir manter o impulso nas urnas em 2026 e dominar o Senado, o governo poderá enfrentar dificuldades reais para manter trunfos sobre o STF e para aprovar pautas econômicas que envolvam ajustes fiscais e novas arrecadações.

Redação Saiba+

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Caixa libera novo lote do antigo PIS/Pasep

Beneficiários que solicitaram o ressarcimento até 31 de maio começam a receber os valores; consulta pode ser feita pelo Portal Repis Cidadão e aplicativo FGTS.

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A Caixa Econômica Federal iniciou, nesta quinta-feira (25), o pagamento de um novo lote de ressarcimentos do antigo fundo PIS/Pasep para beneficiários que formalizaram o pedido de saque até o dia 31 de maio.

Os recursos são destinados a trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que exerceram atividades com carteira assinada entre os anos de 1971 e 1988, período em que vigorava o antigo modelo do fundo. O pagamento contempla aqueles que concluíram o processo de solicitação dentro do prazo estabelecido.

Os beneficiários podem verificar se possuem valores disponíveis e acompanhar o andamento da solicitação por meio de duas plataformas digitais oficiais. A consulta está disponível no Portal Repis Cidadão, acessado com uma conta Gov.br de nível Prata ou Ouro, e também pelo aplicativo FGTS, administrado pela Caixa Econômica Federal.

O ressarcimento faz parte do cronograma de devolução dos recursos remanescentes do antigo fundo PIS/Pasep, que reúne valores não sacados por trabalhadores e seus herdeiros. A iniciativa busca facilitar o acesso aos recursos e ampliar a digitalização dos serviços oferecidos aos cidadãos.

A Caixa orienta que os interessados utilizem apenas os canais oficiais para realizar consultas e acompanhar o processamento dos pedidos, evitando golpes e o compartilhamento de informações pessoais em plataformas não autorizadas.

Quem ainda não solicitou o ressarcimento deve verificar se atende aos critérios estabelecidos e acompanhar as próximas etapas do calendário divulgado pelo governo e pela instituição financeira para novos pagamentos.

Redação Saiba+

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OAB-SP suspende Deolane Bezerra da advocacia

Decisão cautelar impede exercício profissional durante investigação que envolve Operação Vérnix e suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

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A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) determinou a suspensão cautelar da advogada e influenciadora Deolane Bezerra Santos, presa desde maio no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão tem efeito imediato e impede o exercício da advocacia enquanto o processo disciplinar segue em tramitação.

De acordo com a OAB-SP, a medida foi aplicada pelo Tribunal de Ética e Disciplina da seccional paulista, seguindo os critérios previstos no Estatuto da Advocacia. A suspensão cautelar pode durar inicialmente 90 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas que podem chegar a até 360 dias, período no qual deve ser concluído o julgamento definitivo do caso.

A entidade destaca que a medida tem caráter preventivo e visa preservar a credibilidade da profissão enquanto as investigações estão em andamento.

Deolane Bezerra foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, a influenciadora teria recebido recursos oriundos da empresa Lado a Lado Transportes, apontada pelas autoridades como parte de um esquema utilizado pela cúpula do PCC para movimentar e ocultar patrimônio da facção.

As apurações indicam que a estrutura financeira investigada teria sido utilizada para dar aparência de legalidade a valores supostamente obtidos de forma ilícita, ampliando o escopo da investigação conduzida pelo Ministério Público.

A defesa da influenciadora ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão da OAB-SP. O caso segue em análise e pode ter novos desdobramentos à medida que o processo disciplinar e a investigação criminal avançam.

A suspensão reacende o debate sobre a atuação de profissionais investigados em casos de grande repercussão e reforça a postura da OAB em adotar medidas cautelares em situações que envolvem possível violação ética e disciplinar.

Redação Saiba+

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Professora reivindica criação do Pix na Justiça

Ação contra o Banco Central pede reconhecimento de autoria de sistema semelhante ao Pix e indenização de R$ 1 milhão por danos morais.

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Uma disputa judicial envolvendo a autoria de um dos sistemas financeiros mais utilizados pelos brasileiros ganhou destaque nos últimos dias. A professora Anette Vernaschi Toppan ingressou com uma ação na 18ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF) solicitando o reconhecimento de sua participação na criação do modelo que teria servido de base para o Pix.

Na ação, a autora sustenta que desenvolveu o sistema denominado “Tá Pago”, que apresentaria características semelhantes às do atual modelo de pagamentos instantâneos adotado pelo Banco Central. Com base nessa alegação, ela solicita que a Justiça reconheça sua autoria intelectual e determine o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão.

Segundo os argumentos apresentados no processo, a professora afirma que o Banco Central teria utilizado conceitos e funcionalidades de sua plataforma para a implementação do Pix, sistema que revolucionou as transações financeiras no Brasil desde o seu lançamento.

Por outro lado, o Banco Central contesta as alegações e nega qualquer irregularidade. A instituição afirma que já existiam tecnologias e ferramentas semelhantes ao sistema citado pela autora, destacando que o desenvolvimento do Pix ocorreu a partir de estudos, projetos e soluções amplamente debatidos no setor financeiro nacional e internacional.

O órgão também argumenta que não houve violação de direitos autorais e que as características apontadas na ação não seriam exclusivas do sistema apresentado pela professora. A defesa do Banco Central sustenta ainda que o Pix foi concebido dentro de critérios técnicos próprios e alinhados às necessidades do mercado financeiro brasileiro.

O caso agora será analisado pela Justiça Federal, que deverá avaliar os argumentos apresentados pelas partes, além da documentação técnica relacionada aos sistemas mencionados no processo. A decisão poderá esclarecer se existe ou não vínculo entre a plataforma alegada pela autora e o sistema oficial de pagamentos instantâneos utilizado atualmente por milhões de brasileiros.

A ação chama atenção por envolver um dos maiores avanços tecnológicos do sistema financeiro nacional e pode abrir um importante debate sobre propriedade intelectual, inovação e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor bancário.

Redação Saiba+

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