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Bahia

Justiça baiana investiga suspeita de superfaturamento em obra de R$ 68 milhões no TJ-BA

Sindicância apura sobrepreço de R$ 10 milhões em contrato com construtora Andrade Mendonça e envolve cinco servidores do Judiciário

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TJ-BA / Obra milionária vira alvo de investigação interna nos bastidores do judiciário da Bahia | Reprodução

Uma obra milionária no prédio anexo do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) virou alvo de apuração dentro do próprio Judiciário estadual. A Corregedoria Geral de Justiça (CGE) abriu uma sindicância para investigar indícios de superfaturamento e possíveis irregularidades em um aditivo contratual de R$ 10 milhões firmado com a construtora Andrade Mendonça, responsável pela execução do projeto.

Inicialmente, a obra foi orçada em R$ 58,6 milhões e tinha como finalidade a reforma e ampliação do anexo do TJ-BA, localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Apesar de não apresentar o menor valor entre as propostas, a Andrade Mendonça foi a empresa vencedora da licitação. No ano seguinte, entretanto, um aditivo elevou o valor total do contrato para R$ 68,7 milhões, acima do teto de R$ 60,2 milhões inicialmente previsto.

O tribunal justificou a alteração com base em necessidades técnicas surgidas durante a execução do projeto, como o acréscimo de insumos e serviços no térreo, estrutura metálica, novos revestimentos, ajustes no 4º pavimento e criação de uma nova via de acesso. Em nota da época, o TJ-BA afirmou que os 17,73% de reajuste estariam dentro dos limites legais, e que o objetivo seria garantir uma estrutura “sólida, segura e funcional”, com foco na modernização e no interesse público.

A apuração interna foi determinada pelo desembargador Roberto Maynard Frank, atual corregedor-geral da Justiça, que decidiu instaurar a sindicância para apurar responsabilidades de servidores do próprio TJ-BA. Ao todo, cinco servidores foram citados e terão o prazo de dez dias para se manifestar. A construtora também foi formalmente notificada para apresentar esclarecimentos.

Redação Saiba+

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Bahia

Van capota e provoca lentidão na Avenida Magalhães Neto

Acidente envolvendo uma Citroën Jumpy mobilizou motoristas e impactou o trânsito na Pituba, em Salvador

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Uma van modelo Citroën Jumpy capotou na manhã desta segunda-feira (13) na Avenida Professor Magalhães Neto, no bairro da Pituba, em Salvador. O acidente chamou a atenção de quem passava pelo local e causou lentidão no trânsito em um dos principais corredores viários da capital baiana.

As circunstâncias que provocaram o capotamento ainda serão apuradas pelas autoridades competentes. O veículo permaneceu na pista durante o atendimento da ocorrência, exigindo atenção redobrada dos condutores que trafegavam pela região.

Equipes responsáveis pelo atendimento de acidentes e pela organização do tráfego foram acionadas para sinalizar a via, controlar o fluxo de veículos e realizar os procedimentos necessários para a remoção da van.

O congestionamento se formou logo após o acidente, afetando o deslocamento de motoristas durante o período da manhã. A orientação para os condutores foi reduzir a velocidade e buscar rotas alternativas enquanto a situação era normalizada.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o número de ocupantes do veículo ou a existência de vítimas. O caso segue sob apuração.

Redação Saiba+

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Bahia

Antiga sede dos Correios na Pituba é vendida por menos de 40% do valor inicial

Após 20 tentativas de leilão, imóvel em área valorizada de Salvador foi negociado por R$ 97,8 milhões e passa a despertar interesse do mercado imobiliário

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A venda da antiga sede dos Correios, localizada no bairro da Pituba, em Salvador, tornou-se um dos negócios mais comentados do mercado imobiliário baiano. O complexo, formado pelo edifício e pelo terreno onde funcionava a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), foi adquirido por R$ 97,8 milhões, valor que representa menos de 40% da avaliação inicial do imóvel.

Antes da negociação ser concretizada, o patrimônio passou por um longo processo de comercialização. Ao todo, o imóvel foi levado a leilão 20 vezes sem encontrar compradores interessados, mesmo estando situado em uma das regiões mais valorizadas da capital baiana.

Na primeira avaliação, o conjunto foi ofertado por R$ 248 milhões. Com a ausência de propostas, o preço foi reduzido para R$ 130,3 milhões após uma nova reavaliação. Somente na terceira oferta, o imóvel foi finalmente arrematado por R$ 97,8 milhões, considerado por especialistas do setor como um valor de oportunidade, levando em conta o potencial de exploração imobiliária da área.

A negociação reforça o interesse crescente por grandes terrenos urbanos em Salvador, especialmente em bairros consolidados como a Pituba, onde a disponibilidade de áreas para novos empreendimentos é cada vez mais limitada. O espaço poderá receber projetos de uso residencial, comercial ou de ocupação mista, dependendo das definições urbanísticas e dos investimentos futuros.

O desfecho da venda também evidencia como ativos de grande porte podem sofrer significativa desvalorização quando permanecem por longos períodos sem compradores, abrindo espaço para aquisições estratégicas por investidores atentos às oportunidades do mercado.

Redação Saiba+

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Bahia

Moradores denunciam abandono no Cemitério de Plataforma

Caixões descartados a céu aberto e falta de manutenção geram revolta e preocupação com a saúde pública no Subúrbio de Salvador

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Moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador denunciam as condições do Cemitério Municipal de Plataforma, onde o descarte de caixões usados em área aberta e a ausência de manutenção têm provocado indignação na comunidade. As reclamações apontam para problemas estruturais que, segundo os moradores, comprometem a conservação do espaço e levantam preocupações relacionadas à saúde pública.

Durante visita ao local, foi constatada a existência de dezenas de caixões já utilizados acumulados de forma irregular em uma área próxima à Rua David Ferreira. Parte do material estava coberta por lonas, enquanto diversos caixões permaneciam totalmente expostos ao tempo, situação que chamou a atenção de moradores e frequentadores da região.

Além do descarte considerado inadequado, os relatos também destacam a falta de limpeza, conservação e manutenção geral do cemitério, cenário que tem motivado pedidos por providências dos órgãos responsáveis pela administração do espaço público.

Moradores afirmam que a situação se arrasta há algum tempo e defendem uma intervenção urgente para garantir melhores condições de funcionamento do cemitério. A principal preocupação é que o acúmulo de materiais e o estado de abandono possam representar riscos sanitários e comprometer o respeito devido às famílias que utilizam o local.

O caso amplia o debate sobre a necessidade de investimentos na manutenção dos cemitérios públicos de Salvador e na adoção de medidas que assegurem o descarte adequado de materiais funerários, preservando tanto a saúde da população quanto a dignidade dos espaços destinados às despedidas de entes queridos.

Redação Saiba+

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