Política
Lula evita sancionar aumento de deputados e pode deixar ônus para o Congresso
Avaliação no Planalto ocorre em meio à tensão com o Legislativo após queda de braço sobre o decreto do IOF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia não sancionar o projeto de lei que aumenta de 513 para 531 o número de deputados federais, aprovado pelo Congresso Nacional na última semana. A medida, considerada impopular, tem impacto estimado em R$ 65 milhões por ano e está no centro de um novo embate entre o Executivo e o Legislativo.
Segundo fontes do governo, Lula deve optar por não se pronunciar, deixando que o Congresso promulgue a proposta por conta própria. Outra alternativa considerada é o veto total, como forma de resposta à derrubada do decreto do IOF pela Câmara, manobra liderada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“O governo quer evitar ser visto como avalista de uma proposta rejeitada pela maioria da população”, afirma um auxiliar direto de Lula.
De fato, uma pesquisa do Datafolha divulgada no último dia 17 revelou que 76% dos brasileiros são contra o aumento no número de deputados. Apenas 20% se disseram favoráveis.
Apesar das recomendações pelo veto, parte do núcleo político próximo a Lula teme um acirramento ainda maior nas tensões com o Congresso, e por isso defende que o presidente não sancione, nem vete, evitando desgaste adicional.
Congresso articulou manobra para evitar perdas nos estados
O projeto de lei complementar que amplia o número de cadeiras na Câmara dos Deputados foi uma resposta ao STF, que determinou a revisão da proporcionalidade entre estados com base nos dados do Censo 2022. Em vez de redistribuir os 513 assentos já existentes, o Congresso criou 18 novas vagas para que nenhum estado perdesse representação — especialmente a Paraíba, reduto eleitoral de Motta.
A proposta foi aprovada de forma relâmpago nas duas Casas, com placar apertado no Senado e votação acelerada na Câmara. A sanção presidencial tem prazo até 16 de julho.
Se Lula não sancionar e não vetar, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), será responsável por promulgar o texto.
Crise política com o Legislativo
A crise entre o Planalto e o Congresso ganhou força após a derrubada do decreto que prorrogava a cobrança do IOF sobre transações internacionais, medida do Ministério da Fazenda para preservar R$ 18 bilhões no orçamento. Após o revés, Lula afirmou, durante visita à Bahia nesta quarta-feira (2), que houve descumprimento de acordo político por parte de Hugo Motta.
“O erro, na minha opinião, foi o descumprimento de um acordo, feito na casa do presidente Hugo Motta, com presença de ministros e técnicos do governo”, disse Lula, classificando a votação como “absurda”.
Estados que ganham cadeiras
Com a proposta aprovada, os seguintes estados devem ganhar novas cadeiras na Câmara a partir de 2027:
- Pará e Santa Catarina: +4 vagas
- Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Norte: +2 vagas
- Goiás, Ceará, Paraná e Minas Gerais: +1 vaga cada
Impacto fiscal e político
Com salários, benefícios e estruturas administrativas, cada novo deputado representa um aumento significativo nas despesas públicas. O impacto anual estimado é de R$ 65 milhões, em um momento no qual o próprio governo discute contenção de gastos e ajuste fiscal.
Aliados de Lula defendem que a sanção da proposta pode comprometer a narrativa do governo de priorizar os mais pobres e a disciplina fiscal — especialmente em um momento de baixa aprovação popular.
Política
Michel Temer descarta candidatura à Presidência em 2026
Ex-presidente do MDB afirma que não disputará o Planalto e defende autonomia dos diretórios estaduais nas eleições

O ex-presidente Michel Temer (MDB) revelou a interlocutores que não será candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão encerra especulações sobre um possível retorno ao Palácio do Planalto e redefine o posicionamento do partido no cenário político nacional.
Segundo informações divulgadas na coluna de Paulo Capelli, do portal Metrópoles, Temer deixou claro que não pretende entrar na disputa presidencial. O ex-chefe do Executivo também defendeu que o MDB conceda liberdade aos seus diretórios estaduais para decidir os rumos da legenda na próxima eleição ao Planalto.
A declaração ocorre em um momento de articulações políticas e movimentações partidárias visando o pleito de 2026. O MDB, tradicional força política no Congresso Nacional, pode desempenhar papel estratégico tanto na formação de alianças quanto na definição de apoio a candidaturas majoritárias.
Ao defender a autonomia regional, Temer sinaliza uma estratégia de descentralização das decisões internas do partido, permitindo que cada diretório estadual avalie cenários locais e nacionais antes de formalizar posicionamentos.
A postura do ex-presidente também indica que o MDB deverá priorizar a construção de alianças e a consolidação de bancadas no Legislativo, em vez de investir em candidatura própria à Presidência da República.
Com a definição, o cenário eleitoral para 2026 segue em formação, enquanto partidos intensificam diálogos e estratégias visando a corrida ao Palácio do Planalto.
Política
Após denúncia de Diego Castro, governo publica edital para leilão do antigo Centro de Convenções
Decisão ocorre após denúncia do deputado estadual Diego Castro sobre as condições do imóvel localizado no Stiep, em Salvador

Após denúncia do deputado estadual Diego Castro (PL) sobre as condições do antigo Centro de Convenções, o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) publicou, nesta quarta-feira (4), aviso de edital para a realização de leilão destinado à alienação do imóvel, localizado no bairro do Stiep, em Salvador.
Diego tem apresentado uma série de denúncias relacionadas a equipamentos públicos estaduais e, recentemente, divulgou nas redes sociais imagens do estado de abandono do antigo Centro de Convenções da Bahia, cobrando providências do Executivo baiano.
De acordo com a Secretaria da Administração do Estado (Saeb), o leilão será realizado de forma híbrida, com participação presencial e online, no dia 26 de março de 2026. Antes da sessão pública, o imóvel estará aberto para visitação entre os dias 6 e 19 de março, das 9h às 18h.
Conforme o edital, o vencedor deverá pagar, no ato da arrematação, o equivalente a 5% do valor do lote. O percentual restante, correspondente a 95%, deverá ser quitado à vista ou em até 24 horas após o encerramento do leilão.
Política
TSE suspende cassação de três vereadores de Lauro de Freitas por suposta fraude à cota de gênero
Decisão do Tribunal Superior Eleitoral mantém mandatos até julgamento definitivo e reacende debate sobre cota feminina nas eleições 2024

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu suspender a cassação de três vereadores eleitos em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que haviam sido afastados pela Justiça Eleitoral estadual sob acusação de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.
A decisão garante que os parlamentares permaneçam nos cargos até o julgamento final do mérito da ação. A medida foi concedida após recurso apresentado pelas defesas, que contestaram as acusações relacionadas ao cumprimento da legislação eleitoral sobre a participação mínima de candidaturas femininas.
A controvérsia gira em torno da chamada cota de gênero, prevista na Lei das Eleições, que determina que cada partido ou federação deve reservar no mínimo 30% e no máximo 70% das candidaturas para cada sexo. A Justiça Eleitoral havia entendido que houve irregularidade na composição da chapa, caracterizando possível candidatura fictícia para cumprir formalmente a exigência legal.
Com a decisão do TSE, os efeitos da cassação ficam temporariamente suspensos, evitando alterações imediatas na composição da Câmara Municipal de Lauro de Freitas. O caso, no entanto, ainda será analisado de forma definitiva pelo colegiado da Corte Eleitoral.
Especialistas avaliam que o desfecho pode impactar outros processos semelhantes em andamento no país, especialmente diante do aumento de ações envolvendo suspeitas de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.
A decisão também reforça o debate sobre a fiscalização das candidaturas e o cumprimento efetivo das políticas de incentivo à participação feminina na política brasileira, tema que tem sido alvo de atenção crescente da Justiça Eleitoral e da sociedade civil.
O julgamento definitivo ainda não tem data confirmada.
Política6 dias atrásMargareth Menezes defende Lei Rouanet e lança programa para interiorizar recursos
Política4 dias atrásLula sobrevoa áreas atingidas por chuvas em Minas Gerais
Política6 dias atrásJerônimo diz que chapa governista ainda não está definida
Política5 dias atrásJaques Wagner critica votação sobre quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS
Política6 dias atrásHugo Motta nega disputa por protagonismo com governo Lula
Política5 dias atrásGoverno anuncia que irá recorrer após votação simbólica no Senado
Esportes4 dias atrásTreinador destaca prejuízo com perda do calendário internacional
Brasil3 dias atrásLula anuncia ações emergenciais na Zona da Mata mineira após fortes chuvas












