Política
Lula amplia equipe de conselheiros para nomeações no Judiciário
Presidente agora consulta ministros, aliados e integrantes do STF para escolher nomes em tribunais superiores e estaduais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expandiu sua equipe de conselheiros informais para auxiliar nas nomeações de desembargadores e ministros de tribunais pelo país. A medida reforça a influência política nas indicações ao Judiciário, mesmo com o aumento de interlocutores, Lula ainda enfrenta resistências e conflitos de interesse entre aliados.
No início do atual mandato, as escolhas judiciais do presidente passavam principalmente por três nomes: Jorge Messias, advogado-geral da União; Rui Costa, chefe da Casa Civil; e Alexandre Padilha, então ministro das Relações Institucionais. Hoje, o círculo foi ampliado para incluir também o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho.
Além dos membros do Executivo, Lula também consulta ministros do Supremo Tribunal Federal antes das nomeações, especialmente os indicados por ele, Flávio Dino e Cristiano Zanin, além de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.
Esse novo arranjo informal cria uma rede paralela de influência que os próprios candidatos às vagas buscam acessar para fortalecer suas campanhas. A movimentação ocorre enquanto Lula tenta equilibrar interesses internos do Judiciário com os da base aliada e partidos políticos.
A tensão aumentou após a nomeação de Carlos Brandão, desembargador do TRF-1, para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Brandão teria o apoio de Kassio Nunes Marques, indicado ao STF por Jair Bolsonaro, e não gozava da simpatia de Dino, Moraes ou Mendes.
Como forma de compensar aliados descontentes, Lula indicou nomes ligados a eles para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um exemplo é a escolha do advogado Floriano Marques Neto, próximo a Alexandre de Moraes. Já Estela Aranha, ex-secretária de Direitos Digitais na gestão de Flávio Dino no Ministério da Justiça, foi a outra indicada.
Na mesma leva de nomeações, o presidente indicou a procuradora Maria Marluce, que é tia do prefeito de Maceió, JHC (João Henrique Caldas). A articulação incluiu um acordo político para que o gestor deixasse o PL, partido de Bolsonaro, e se aproximasse da base lulista.
Além das indicações de alto escalão, Lula também nomeou cinco juízes e desembargadores estaduais, consolidando sua estratégia de influência nas instâncias superiores da Justiça.
Política
Jerônimo sanciona reforma no TJBA
Nova lei cria cargos e unidades para reforçar estrutura administrativa do Judiciário baiano

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, sancionou a Lei nº 15.128/2026, que promove uma ampla reforma na estrutura administrativa do Tribunal de Justiça da Bahia. A medida tem como objetivo modernizar o funcionamento da Corte e ampliar o suporte técnico às atividades judiciais.
O novo texto altera legislações anteriores e prevê a criação de novas unidades administrativas e cargos comissionados, voltados especialmente ao fortalecimento das áreas de apoio técnico. A iniciativa busca aumentar a eficiência e a capacidade operacional do Judiciário baiano.
A proposta foi analisada pelos desembargadores durante o período de transição da gestão da então presidente Cynthia Resende para José Rotondano, atual chefe da Corte. O momento de mudança na liderança foi considerado estratégico para a implementação das alterações estruturais.
Segundo o governo estadual, a reforma administrativa visa atender demandas internas do tribunal, garantindo melhores condições de trabalho e maior agilidade nos processos. A criação de novos cargos também deve impactar diretamente na organização e no desempenho das atividades judiciais.
A sanção da lei reforça o movimento de modernização institucional e pode gerar reflexos no atendimento à população. A expectativa é que as mudanças contribuam para um sistema judiciário mais eficiente e alinhado às necessidades atuais.
Política
Rui Costa descarta risco em possível delação
Ministro minimiza cenário envolvendo empresário e nega impacto político ao governo

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou não ver riscos diante das especulações sobre uma possível delação premiada do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A declaração ocorre em meio a um cenário de expectativa e apreensão nos bastidores políticos de Brasília.
De acordo com informações da jornalista Vera Rosa, do O Estado de S. Paulo, há um clima de tensão na capital federal, impulsionado pela possibilidade de revelações que poderiam gerar forte impacto político.
Apesar disso, Rui Costa foi enfático ao minimizar o tema, destacando que não há, até o momento, elementos concretos que indiquem riscos ao governo. A fala do ministro busca conter especulações e reduzir a pressão sobre o Palácio do Planalto.
Nos bastidores, entretanto, analistas avaliam que uma eventual colaboração premiada poderia atingir setores do Partido dos Trabalhadores e até mesmo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A possibilidade de desdobramentos políticos mantém o tema no radar de lideranças e aliados, especialmente diante do histórico recente de investigações envolvendo figuras públicas.
O episódio reforça o ambiente de cautela no cenário político nacional, onde qualquer nova informação pode gerar repercussões imediatas. Ainda assim, a posição oficial do governo, por meio de Rui Costa, é de tranquilidade e confiança na estabilidade institucional.
Política
Moraes deve decidir sobre prisão domiciliar de Bolsonaro
Novo pedido da defesa do ex-presidente será analisado nos próximos dias pelo STF

O novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ser analisado nos próximos dias pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A solicitação foi protocolada na última quarta-feira (19) e já movimenta os bastidores jurídicos e políticos em Brasília.
De acordo com a defesa, o pedido se baseia em questões de saúde do ex-presidente, que exigiriam cuidados específicos fora do ambiente prisional. Os advogados argumentam que a medida é respaldada pela legislação brasileira, que prevê a possibilidade de cumprimento de pena em regime domiciliar em situações excepcionais, especialmente em casos de enfermidades graves.
A análise ficará sob responsabilidade de Alexandre de Moraes, relator de processos envolvendo Bolsonaro no STF. A decisão poderá ter impacto direto no cenário político nacional, além de influenciar debates sobre direitos de detentos em condições de saúde delicadas.
Nos bastidores, a expectativa é de que o Supremo avalie não apenas os argumentos jurídicos, mas também laudos médicos e circunstâncias que envolvem o estado clínico do ex-presidente. O caso é acompanhado de perto por aliados e opositores, diante das possíveis repercussões políticas e institucionais.
A eventual concessão da prisão domiciliar pode reacender discussões sobre equilíbrio entre justiça, saúde e direitos humanos, enquanto uma negativa tende a intensificar o embate político em torno do tema.
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