Política
Flávio Bolsonaro apaga vídeo de fala de Jair em ato no Rio
Publicação mostrava o ex-presidente saudando manifestantes em Copacabana por telefone; gesto pode configurar descumprimento de medida do STF

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apagou de suas redes sociais um vídeo publicado no último domingo (3), em que o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece falando por telefone a manifestantes reunidos na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. A publicação foi removida na manhã desta segunda-feira (4), após repercussão nas redes e na imprensa nacional.
O conteúdo mostrava o áudio da ligação telefônica conectada ao sistema de som do evento. Do outro lado da linha, Bolsonaro saudava os apoiadores: “Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos, é pela nossa liberdade. Estamos juntos”. O ex-presidente apareceu com um celular na mão e a tornozeleira eletrônica visível, imposta por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na legenda do vídeo, Flávio escreveu: “Palavras de Bolsonaro em Copacabana. A legenda é com vocês”. A gravação, no entanto, levantou dúvidas sobre possível descumprimento de medida cautelar imposta a Bolsonaro pelo STF, que o proíbe de usar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros.
Segundo avaliação de interlocutores do Supremo, a postagem poderia configurar infração à decisão judicial proferida no último dia 18 de julho, que estabelece cinco restrições cautelares ao ex-presidente. Uma delas é o bloqueio do uso de redes sociais durante o andamento das investigações.
O episódio reacende o debate sobre os limites da medida. Três dias após a proibição, Bolsonaro discursou na Câmara dos Deputados, com trechos amplamente compartilhados por apoiadores. À época, Moraes cobrou explicações da defesa, que alegou não ter sido informada sobre eventuais vedações ao direito de fala em ambientes institucionais. O ministro classificou a situação como uma “irregularidade isolada”.
A participação do ex-presidente, mesmo que indireta, em eventos públicos e sua visibilidade nas redes por meio de aliados próximos seguem sendo acompanhadas de perto pelo STF e pela Polícia Federal, que investiga possíveis violações às medidas judiciais.
Política
Mourão vê pré-campanha de Flávio Bolsonaro sob pressão
Senador afirma que candidatura enfrenta desafios internos e cobra esclarecimentos sobre financiamento de filme ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que a eventual pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atravessa um momento de forte turbulência política e precisa enfrentar questionamentos para reduzir o desgaste junto ao eleitorado.
Entre as declarações, Mourão defendeu que sejam prestados esclarecimentos sobre o financiamento realizado pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse”, produção relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o senador, o tema deve ser esclarecido para evitar impactos negativos na imagem do grupo político.
Vice-presidente da República entre 2019 e 2022, Mourão também comentou as divergências internas no campo bolsonarista. Em tom crítico, afirmou que parte dos integrantes do grupo “não passa em exame psicotécnico do Detran”, evidenciando o ambiente de tensão e disputas entre diferentes lideranças da direita.
As declarações ocorreram após Jair Bolsonaro divulgar uma carta defendendo a união do grupo político em torno da possível candidatura de Flávio Bolsonaro. O documento foi interpretado como uma tentativa de reforçar a coesão entre aliados diante das discussões sobre o cenário eleitoral e da necessidade de alinhamento interno.
O movimento ocorre em um momento de articulações para as próximas eleições, com lideranças buscando consolidar estratégias e fortalecer alianças. As manifestações públicas de Mourão e Bolsonaro evidenciam que o debate sobre a sucessão presidencial já movimenta os bastidores da política nacional, enquanto diferentes grupos discutem os rumos da direita brasileira.
Política
TRE-BA suspende posse de suplente em Vitória da Conquista
Decisão liminar garante retorno imediato de Diogo Gomes à Câmara Municipal e adia posse de Alisson Seles

A desembargadora eleitoral Patrícia Didier de Morais Pereira, do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), concedeu uma decisão liminar que suspendeu a posse do suplente Alisson Roberto Seles Sá (União Brasil), prevista para esta terça-feira (14), na Câmara Municipal de Vitória da Conquista.
Com a medida, o vereador Diogo Gomes de Azevedo Feitosa (PSDB) reassume imediatamente o mandato, permanecendo na cadeira até nova deliberação da Justiça Eleitoral sobre o caso.
Diogo Gomes, o vereador mais votado nas eleições municipais de 2024, com 6.017 votos, havia sido afastado do cargo após uma decisão monocrática que entendeu haver possível infidelidade partidária em razão de sua desfiliação do União Brasil e posterior filiação ao PSDB, ocorrida em abril deste ano.
A nova decisão interrompe temporariamente os efeitos do afastamento e impede, por ora, a posse do suplente Alisson Roberto Seles Sá. O mérito da ação ainda será analisado pelas instâncias competentes da Justiça Eleitoral, que decidirão de forma definitiva sobre a permanência do mandato.
A liminar mantém o cenário político em Vitória da Conquista em aberto, enquanto o processo segue em tramitação no TRE-BA. Até o julgamento definitivo, Diogo Gomes permanece no exercício do mandato de vereador, garantindo a continuidade de sua atuação no Legislativo municipal.
O caso acompanha o rito previsto pela legislação eleitoral para disputas envolvendo perda de mandato por alegada infidelidade partidária, tema que depende da análise das circunstâncias específicas de cada processo.
Política
Lula ainda não define aval para novo embaixador dos EUA no Brasil
Indicado pelo presidente Donald Trump, deputado Daniel Perez aguarda aprovação do governo brasileiro para assumir o posto em Brasília

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não concluiu a análise sobre a nomeação do novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O indicado pelo presidente norte-americano Donald Trump, o deputado Daniel Perez, segue aguardando o aval oficial do governo brasileiro para assumir o cargo em Brasília.
A indicação foi anunciada no dia 1º de junho e faz parte do processo diplomático necessário para a substituição do representante dos Estados Unidos no país. Antes de tomar posse, o nome indicado precisa receber o chamado agrément, procedimento pelo qual o governo anfitrião manifesta formalmente sua concordância com a nomeação.
Até o momento, o Palácio do Planalto não divulgou uma decisão definitiva sobre o pedido, mantendo o processo em análise pelos canais diplomáticos competentes. Enquanto isso, Daniel Perez permanece à espera da autorização para iniciar oficialmente sua missão no Brasil.
A definição é acompanhada com atenção por setores diplomáticos e políticos, já que a representação dos Estados Unidos desempenha papel estratégico nas relações bilaterais entre os dois países. Temas como comércio, investimentos, segurança, cooperação tecnológica e meio ambiente costumam integrar a agenda entre Brasília e Washington.
A expectativa é de que a decisão do governo brasileiro seja anunciada após a conclusão das avaliações diplomáticas de praxe, respeitando os protocolos adotados nas relações internacionais para a nomeação de embaixadores.
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