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Política

Lula diz que não ligará para negociar com Trump porque americano “não quer falar”

Presidente ironiza situação diplomática com os EUA, mas afirma que convidará Trump para a COP30 no Brasil

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Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão) nesta terça-feira (5/8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, com tom irônico, sobre as tensões diplomáticas com os Estados Unidos, afirmando que não fará contato com o ex-presidente americano Donald Trump para tratar do recente tarifaço de 50% imposto sobre produtos brasileiros.

“Não vou ligar para o Trump para negociar nada, não, porque ele não quer falar”, declarou Lula, ao lado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no Palácio do Itamaraty. Apesar da recusa em negociar, Lula disse que fará um convite formal ao republicano para participar da COP30, conferência climática da ONU que acontecerá no Brasil em 2025:

“Eu vou ligar para o Trump para convidá-lo para a COP, que eu quero saber o que ele pensa da questão climática. Vou ter a gentileza de ligar.”

Trump havia sinalizado na semana passada que estaria aberto ao diálogo e que Lula poderia procurá-lo “quando quisesse” para discutir as tarifas. A declaração do petista evidencia o desconforto entre os dois governos após o endurecimento das sanções comerciais americanas.

Além da taxação de 50%, o ex-presidente dos EUA também impôs sanções financeiras ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, e, segundo fontes diplomáticas, a Casa Branca estaria pressionando por uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como parte da negociação.

Vou ligar para o Xi Jinping, para o Modi… Só não vou ligar para o Putin porque ele não pode viajar. Se o Trump não vier [à COP30], é porque não quer. Mas não será por falta de delicadeza, charme e democracia”, provocou Lula.

O Palácio do Planalto reiterou que o governo brasileiro está trabalhando para proteger sua economia e os interesses nacionais. Lula afirmou que o Brasil “sempre esteve aberto ao diálogo” e que “quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições”.

Na última semana, Trump oficializou as medidas tarifárias por meio de uma ordem executiva, excluindo cerca de 700 produtos – como derivados de petróleo e suco de laranja –, mas mantendo barreiras pesadas a itens do agronegócio brasileiro.

A movimentação internacional ocorre no mesmo momento em que o STF decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro, medida que, segundo analistas, intensificou a resposta de Trump. O próprio líder americano publicou nas redes críticas à Justiça brasileira, acusando o sistema de perseguição política contra o ex-presidente brasileiro.

O governo brasileiro e o STF consideram essa postura americana uma interferência inaceitável em assuntos internos do país.

O discurso de Lula foi feito na 5ª reunião do Conselhão, colegiado que assessora a presidência com representantes da sociedade civil e do setor empresarial. O encontro também contou com falas dos ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), ambos críticos à retaliação comercial dos EUA.

Redação Saiba+

Política

Rui Costa prega união e comenta rompimento de Angelo Coronel

Ex-governador da Bahia evita confronto direto e destaca importância da coesão política para as eleições

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Rui destaca unidade do grupo político e destaca movimento feito por Lídice em 2018 | Bnews - Divulgação Divulgação

O ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), comentou publicamente sua relação com o senador Angelo Coronel (Republicanos), que recentemente rompeu com a base governista ao deixar o PSD para se alinhar politicamente ao grupo liderado por ACM Neto nas eleições deste ano.

Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (13), no programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM 89.3, com transmissão pela BNewsTV, Rui Costa adotou um tom conciliador e destacou que a manutenção da unidade do grupo político é fundamental para garantir competitividade no cenário eleitoral.

Mesmo diante do afastamento político, o ex-governador evitou críticas diretas ao agora adversário e reforçou a necessidade de preservar relações institucionais. A postura sinaliza uma estratégia de diálogo e equilíbrio em meio ao acirramento do ambiente pré-eleitoral na Bahia.

Rui também fez menção positiva ao deputado federal Diego Coronel (Republicanos), filho de Angelo Coronel, destacando sua atuação política. O gesto foi interpretado como uma tentativa de manter pontes abertas, mesmo diante das divergências recentes.

O rompimento de Angelo Coronel com a base governista representa uma movimentação relevante no tabuleiro político baiano, especialmente em um ano decisivo para as articulações eleitorais. A reorganização de alianças e o reposicionamento de lideranças devem influenciar diretamente o equilíbrio de forças no estado.

Analistas políticos apontam que a capacidade de articulação e manutenção de alianças será determinante para o desempenho dos grupos nas urnas. Nesse contexto, o discurso de união adotado por Rui Costa reforça a importância da coesão interna como estratégia eleitoral.

Redação Saiba+

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Política

Rui Costa critica Bruno Reis por impasse em obra do Minha Casa Minha Vida

Entrega de residencial em Salvador é suspensa após Prefeitura barrar Habite-se, gerando troca de acusações políticas

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Ex-ministro criticou a não liberação de alvará para entrega de conjunto residencial | Bnews - Divulgação Devid Santana

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), fez duras críticas ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), em meio à polêmica envolvendo a liberação do alvará do Residencial Zulmira Barros, empreendimento vinculado ao programa habitacional federal.

A controvérsia ganhou repercussão após a suspensão da entrega do conjunto habitacional, que estava prevista para a última quinta-feira (2) e contaria com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento foi inviabilizado após a Prefeitura de Salvador não autorizar a emissão do Habite-se, documento essencial para a ocupação legal do imóvel.

Rui Costa atribuiu responsabilidade direta à gestão municipal, afirmando que a decisão prejudicou centenas de famílias que aguardavam a entrega das moradias, além de comprometer a agenda institucional previamente organizada. O ex-governador da Bahia também destacou a importância do programa Minha Casa Minha Vida como política pública de inclusão social e acesso à moradia.

Por outro lado, a Prefeitura de Salvador sustenta que a liberação do Habite-se depende do cumprimento de exigências técnicas e legais, reforçando que os trâmites seguem critérios administrativos que visam garantir segurança e regularidade das obras. O impasse evidenciou divergências políticas e administrativas entre diferentes esferas de governo.

O episódio intensificou o debate político na capital baiana, especialmente diante do cenário pré-eleitoral. A troca de críticas entre lideranças reforça o clima de disputa e amplia a visibilidade do caso no cenário estadual, com impacto direto na opinião pública e nos desdobramentos políticos locais.

Enquanto isso, as famílias beneficiárias seguem na expectativa de uma solução para o impasse, aguardando a regularização do empreendimento e a definição de uma nova data para entrega das unidades habitacionais.

Redação Saiba+

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Política

Moraes interroga Eduardo Bolsonaro em ação sobre trama golpista

Depoimento por videoconferência marca avanço em processo que apura suposta coação à Justiça envolvendo o ex-deputado federal

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PGR denunciou Eduardo Bolsonaro por sua influência em sanções financeiras contra o Brasil | Bnews - Divulgação Marcelo Camargo

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, realiza nesta terça-feira (14) o interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no âmbito do processo que investiga uma suposta tentativa de coação à Justiça relacionada à chamada trama golpista. O depoimento será conduzido por videoconferência, reforçando o andamento das investigações em curso na Corte.

A oitiva integra uma fase considerada crucial do processo, em que o magistrado busca esclarecer eventuais responsabilidades e a participação direta do investigado nos fatos apurados. Eduardo Bolsonaro é acusado de ter atuado de forma a pressionar ou interferir em decisões judiciais, o que pode configurar crime de coação no curso do processo.

Segundo informações do andamento processual, o interrogatório permitirá que o ex-parlamentar apresente sua versão dos acontecimentos, além de responder a questionamentos formulados pelo relator. A medida ocorre após a coleta de outros depoimentos e análise de documentos que compõem o inquérito.

O caso está inserido em um conjunto mais amplo de investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal, que apuram ações articuladas para desacreditar instituições democráticas e influenciar o funcionamento do Judiciário brasileiro. O avanço das apurações tem sido acompanhado de perto por autoridades e pela opinião pública, dada a relevância institucional do tema.

Especialistas avaliam que esta etapa pode ser determinante para os próximos desdobramentos do processo, incluindo possíveis denúncias formais ou arquivamentos, a depender dos elementos reunidos. A condução do interrogatório por Alexandre de Moraes reforça o protagonismo do STF na condução de casos ligados à defesa da ordem democrática.

O resultado do depoimento deve impactar diretamente o ritmo das investigações e poderá abrir espaço para novas diligências ou encaminhamentos jurídicos nos próximos dias.

Redação Saiba+

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