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Brasil

Bancos brasileiros caem na Bolsa com incertezas sobre Lei Magnitsky

Decisão de Flávio Dino pressiona mercado e amplia temores entre investidores sobre impactos das sanções dos EUA

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Painel mostra variação das cotações na B3 — Foto: Edilson Dantas

As ações dos principais bancos brasileiros registraram forte queda no pregão desta terça-feira (18), em meio ao aumento das tensões políticas e econômicas envolvendo a Lei Magnitsky. A decisão do ministro da Justiça, Flávio Dino, de que sanções estrangeiras não produzem efeitos automáticos no Brasil provocou receio no mercado financeiro e trouxe volatilidade à Bolsa.

Pouco depois das 14h, os papéis de grandes instituições despencavam: Itaú (ITUB4) -2,91%, Bradesco (BBDC4) -3,18%, BTG Pactual (BPAC11) -3,51% e Banco do Brasil (BBAS3) -4,37%. A B3 (B3SA3), gestora da própria Bolsa, também recuava 4,1%.

A interpretação do mercado é que a decisão pode gerar risco institucional e atingir bancos com operações nos Estados Unidos, incluindo captações externas e ações listadas em Nova York.

“Desde que tivemos a Lei Magnitsky, poderíamos ter esse contágio em prêmio de risco institucional em estatais e bancos. Hoje essa pressão mais baixa é reflexo da escalada entre STF e Estados Unidos”, afirmou Rafael Passos, analista da Ajax Investimentos.

Para Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, a medida aumenta a percepção de risco e compromete a confiança de investidores:

“Esse jogo de retórica é extremamente prejudicial, pois eleva o risco-país, mitiga investimentos e traz efeitos prolongados.”

Além dos bancos, o Ibovespa caía 2%, atingindo 134.601 pontos, enquanto o dólar subia 0,88%, a R$ 5,48, refletindo o aumento da aversão ao risco. A curva de juros futuros também avançava, especialmente nos contratos entre 2026 e 2031.

A decisão de Dino ocorre após os Estados Unidos sancionarem o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, que prevê bloqueio de bens e restrições financeiras em solo americano. A medida trouxe preocupação tanto para investidores quanto para a cúpula dos bancos brasileiros, que avaliam possíveis impactos na atuação internacional das instituições.

Redação Saiba+

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Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado

Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

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Devolução dos itens foi solicitada pela defesa do jornalista | Bnews - Divulgação Victor Piemonte

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.

O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.

A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.

Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.

O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.

A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.

Redação Saiba+

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Brasil

Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas

Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

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A reunião de Boulos com o setor é para discutir os impactos da guerra no Oriente Médio na alta do preço dos combustíveis

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.

A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.

Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.

O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.

Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.

Redação Saiba+

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TJBA terá nova inspeção da Corregedoria Nacional em abril

Procedimento vai avaliar setores administrativos, judiciais e cartórios entre os dias 6 e 10

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Advogados e cidadãos poderão se reunir com a equipe de inspeção em horários específicos para discutir questões relevantes | Bnews - Divulgação Foto: Rodrigo Oliveira Braga

O Tribunal de Justiça da Bahia já tem data definida para passar por uma nova inspeção conduzida pela Corregedoria Nacional de Justiça. A ação ocorrerá entre os dias 6 e 10 de abril, conforme estabelece a Portaria nº 12, assinada pelo ministro Mauro Campbell Marques.

A inspeção abrangerá setores administrativos e judiciais da Corte baiana, além das serventias extrajudiciais, como os cartórios. O objetivo é verificar o funcionamento das atividades, identificar possíveis falhas e promover melhorias na prestação de serviços à população.

Esse tipo de procedimento faz parte das atribuições da Corregedoria, ligada ao Conselho Nacional de Justiça, e tem como foco garantir mais transparência, eficiência e regularidade no Judiciário brasileiro. Durante o período, equipes técnicas irão analisar rotinas internas, produtividade e cumprimento de normas.

A expectativa é que a inspeção contribua para o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo TJBA, fortalecendo a confiança da sociedade no sistema de Justiça. Relatórios com recomendações e eventuais determinações poderão ser emitidos após a conclusão dos trabalhos, orientando ajustes necessários.

A iniciativa reforça o papel fiscalizador do CNJ e evidencia a importância de monitoramento contínuo nos tribunais estaduais, especialmente em um cenário de crescente demanda por celeridade e qualidade nos processos judiciais.

Redação Saiba+

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