Política
Moraes e Dino votam por manter prisão de Bolsonaro em julgamento da Primeira Turma do STF
Relator aponta descumprimento reiterado de medidas cautelares, enquanto ministros destacam riscos à ordem pública e citam episódios que reforçam a necessidade da prisão preventiva.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal abriu, nesta segunda-feira (24), uma sessão extraordinária para referendar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O relator reafirmou a medida e defendeu sua manutenção pelos demais ministros da Turma. Logo em seguida, Flávio Dino acompanhou integralmente o voto de Moraes.
De acordo com Moraes, há “necessidade da garantia da ordem pública” e elementos suficientes que demonstram o descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas ao ex-presidente desde 2023. Segundo o ministro, Bolsonaro violou regras sobre uso de redes sociais em julho e agosto, além de ter sido alertado de que qualquer desobediência poderia resultar na prisão preventiva.
O relator lembrou que, em 4 de agosto de 2025, decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro após novas infrações. Ainda assim, segundo o STF, o ex-presidente voltou a descumprir determinações judiciais ao aparecer em vídeos durante manifestações e, mais recentemente, ao violar dolosamente a tornozeleira eletrônica. Moraes afirmou que Bolsonaro admitiu o episódio tanto ao ser abordado por equipes do Distrito Federal quanto na audiência de custódia realizada no domingo (23).
Ao acompanhar o relator, Dino reforçou que o contexto político e as movimentações de aliados próximos do ex-presidente — como viagens ao exterior de parlamentares bolsonaristas — apontam para um ambiente de “deslealdade com as instituições” e preocupações reais com a ordem pública. Segundo o ministro, tais ações compõem o que classificou como um “ecossistema criminoso”.
Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal na manhã de sábado (22) e levado à Superintendência Regional em Brasília. O colegiado da Primeira Turma — composto por Moraes, Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin — deve votar até as 20h no plenário virtual, sem debates orais entre os ministros.
A decisão de Moraes no sábado levou em conta a suposta tentativa do ex-presidente de danificar o equipamento de monitoramento eletrônico, o risco de fuga para a embaixada dos Estados Unidos e a convocação de uma vigília em frente ao seu condomínio, iniciada por aliados. Em depoimento, Bolsonaro afirmou ter usado um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira, atribuindo o comportamento a uma “paranoia” causada por medicamentos.
A defesa do ex-presidente alegou inexistência de risco de fuga e pediu a revogação da prisão preventiva, baseando-se em laudos médicos que apontam um episódio de confusão mental e alucinações relacionado à interação medicamentosa. Os advogados também solicitaram que Moraes reavalie o pedido de prisão domiciliar humanitária, que teria aplicação no início da execução penal referente ao processo da trama golpista após o trânsito em julgado. O relator, porém, considerou o pedido prejudicado diante da ordem de prisão preventiva.
A sessão desta segunda-feira deve esclarecer a posição final da Primeira Turma sobre a manutenção da prisão, que se tornou um dos episódios mais tensos da conjuntura política do país.
Política
Capitão Alden acerta previsão sobre Flávio Bolsonaro e fortalece seu alinhamento com a família

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) voltou a ganhar destaque ao demonstrar que antecipou com precisão o cenário baiano e os próximos movimentos da direita no estado. Antes mesmo de qualquer anúncio oficial, Alden publicou um vídeo em suas redes sociais alertando que o discurso de “união para tirar o PT do poder”, repetido por representantes da política baiana, era retórica vazia, sem compromisso real com o campo conservador.
Pouco tempo depois, sua análise se confirmou. Com a divulgação do nome de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República, os principais nomes do centrão na Bahia — especialmente os ligados ao União Brasil — correram para defender o candidato do próprio partido, demonstrando rapidamente de que lado pretendem estar. O movimento evidenciou exatamente o que Alden havia antecipado: a suposta união nunca passou de conveniência política.
O fato de o deputado ter exposto essa leitura antes dos acontecimentos se confirmarem reforça sua imagem de figura estratégica, atenta e capaz de interpretar com precisão o comportamento dos grupos políticos baianos.
Com a direita se reorganizando para os próximos embates, o recado do deputado fica evidente: discursos podem mudar da noite para o dia — mas a verdade dita antes dos fatos costuma prevalecer. E, desta vez, foi Alden quem enxergou primeiro o que os demais só admitiram depois.
Política
Fantasma de “Lulinha” assombra CPMI do INSS
Convocação de Fábio Luís Lula da Silva é rejeitada, mas acusações reavivam disputas acaloradas na comissão.

O mais recente desdobramento da investigação sobre o esquema de fraudes no INSS reacende o clima de tensão política: embora o pedido para convocar Fábio Luís Lula da Silva — apelidado de “Lulinha” — tenha sido rejeitado pela maioria da comissão, a menção ao seu nome continua sendo um fantasma presente no debate, reacendendo suspeitas e acirramento de vozes na CPI.
A Partido Novo, que protocolou o requerimento, alegou haver indícios financeiros que ligariam Lulinha ao suposto esquema de desvios. Segundo depoimentos que chegaram à comissão, ele teria recebido valores expressivos vindos de pessoas investigadas, o que motivou o pedido para que ele preste depoimento — pedido este que acabou sendo derrubado por 19 votos contra 12.
Para a base governista, a recusa teria sido motivada pela falta de provas concretas até o momento. Porém, críticos da decisão afirmam que a rejeição representa uma clara tentativa de blindagem política, o que poderia comprometer a transparência e a credibilidade da investigação.
Enquanto isso, a CPI segue concentrando seus esforços em outras frentes do inquérito, com destaque para denúncias de descontos indevidos em benefícios, suspeitas de corrupção sistêmica e movimentações suspeitas ligadas a associações e sindicatos que atuavam junto ao INSS. A sensação de impasse, no entanto, persiste: o nome de Lulinha permanece como um símbolo da disputa — o “fantasma” que poucos querem nomear formalmente, mas que muitos temem que volte a assombrar.
O desfecho ainda é incerto. A rejeição à convocação não encerra as suspeitas, e o debate sobre a extensão e a profundidade da investigação continua em curso — com impacto significativo na opinião pública e no foco sobre fragilidades nas instituições de previdência e controle do Brasil.
Política
Com indicação de Jorge Messias, Supremo Tribunal Federal reforça perfil de ministros oriundos do Executivo
Troca de magistrados por ex-ministros e advogados públicos consolida tendência de alinhamento político-institucional na Corte

A escolha de Jorge Messias para a vaga aberta no STF sinaliza a consolidação de um perfil que privilegia ex-ministros, advogados públicos e figuras com trânsito direto no Executivo — em detrimento de magistrados de carreira ou juristas acadêmicos. Com a possível aprovação, a Corte passará a ter maioria de integrantes com histórico de cargos governamentais, o que marca uma mudança clara na formação da composição do tribunal.
Entre os ministros atuais, um número expressivo deixou de vir da magistratura ou do Judiciário tradicional: boa parte ocupou cargos como chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) ou ministérios — o que reforça o vínculo institucional entre o Judiciário e o Poder Executivo. A nomeação de Messias, se confirmada, será mais um exemplo dessa lógica.
Críticos apontam que a predominância de indicados com passado governamental pode comprometer a imparcialidade e a independência institucional do STF. A proximidade política e administrativa com o Executivo levanta dúvidas sobre o equilíbrio entre neutralidade jurídica e influência do governo nas decisões da Corte.
Já defensores da mudança argumentam que ex-advogados públicos ou ministros trazem ao tribunal um perfil técnico-pragmático, com experiência no trato com a lei e na articulação institucional, o que facilitaria a condução de casos complexos envolvendo Estado, políticas públicas e administração.
De qualquer forma, a nova configuração da Corte reafirma um padrão que se repete nas últimas décadas: a preferência por nomes com trânsito político-institucional, ao invés de perfis tradicionais do Judiciário. Isso redefine a face do Supremo e pode influenciar de forma duradoura os rumos de decisões sobre temas sensíveis à governabilidade do país.
Política6 dias atrásIR zero: alívio de “quase um 14º salário” para quem ganha até R$ 5 mil
Brasil4 dias atrásGoverno contrata empreiteira investigada para reforçar segurança em presídio federal
Política6 dias atrásBahia pode criar Dia do Orgulho Heterossexual em 17 de junho
Política5 dias atrásCom indicação de Jorge Messias, Supremo Tribunal Federal reforça perfil de ministros oriundos do Executivo
Política2 dias atrásFantasma de “Lulinha” assombra CPMI do INSS
Política11 horas atrásCapitão Alden acerta previsão sobre Flávio Bolsonaro e fortalece seu alinhamento com a família











