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Brasil

Morre Luis Fernando Verissimo, um dos maiores cronistas do Brasil, aos 88 anos

Escritor deixa legado de humor refinado, crítica social e personagens imortais da literatura brasileira

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O escritor Luis Fernando Verissimo, em Porto Alegre - Mateus Bruxel

O Brasil perdeu neste sábado (28) um de seus maiores nomes da literatura contemporânea. Luis Fernando Verissimo morreu aos 88 anos, em Porto Alegre, onde estava internado na UTI do hospital Moinhos de Vento desde o dia 11 de agosto. Segundo boletim médico, a causa da morte foram complicações decorrentes de uma pneumonia.

Filho do consagrado escritor Érico Verissimo, Luis Fernando construiu uma carreira própria e sólida, marcada pelo humor fino, pela observação social e pela linguagem acessível, que uniu gerações de leitores. Foram mais de 50 anos de crônicas em jornais e revistas, além de quase quatro décadas de livros publicados, muitos deles entre os mais vendidos do país.

Entre seus personagens mais icônicos estão o Analista de Bagé, o detetive Ed Mort e a inesquecível Velhinha de Taubaté, símbolo da ironia política de sua obra. Verissimo também foi roteirista de programas de televisão, colaborador assíduo de jornais nacionais, músico amador de jazz e um apaixonado torcedor do Internacional de Porto Alegre.

O escritor vinha se mantendo recluso desde 2021, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), que o afastou da produção literária. Ele deixa a esposa, Lúcia Verissimo, três filhos e dois netos. Ainda não há informações oficiais sobre o velório.

Ao longo da carreira, Luis Fernando Verissimo foi considerado um dos maiores cronistas brasileiros, ao lado de nomes como Rubem Braga e Millôr Fernandes, e se tornou leitura obrigatória tanto para estudantes quanto para intelectuais. Sua obra segue sendo referência em literatura, jornalismo e crítica social.

Com sua morte, o país perde um escritor que soube traduzir em palavras as contradições, os afetos e os absurdos do cotidiano brasileiro — um legado eterno que seguirá vivo nas páginas de seus livros e na memória de milhões de leitores.

Redação Saiba+

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Brasil

Mercado reduz projeção da inflação de 2026 pela primeira vez em cinco meses

Boletim Focus aponta leve recuo na estimativa do IPCA, mas índice continua acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.

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A projeção do mercado financeiro para a inflação de 2026 apresentou a primeira redução desde fevereiro. Conforme os dados divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Boletim Focus, do Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,33% para 5,30%, indicando uma leve melhora nas expectativas dos economistas.

Apesar do recuo, a projeção permanece acima do teto da meta de inflação, fixado em 4,5%, o que mantém a atenção de investidores, empresários e autoridades econômicas sobre a evolução dos preços ao longo do próximo ano.

Além da revisão para 2026, o levantamento mostrou mudanças nas expectativas para os anos seguintes. A projeção para a inflação de 2027 subiu para 4,18%, enquanto a estimativa para 2028 foi mantida em 3,70%, sinalizando um cenário de estabilização gradual no médio prazo.

A expectativa do mercado é acompanhada de perto pelo governo federal e pelo Banco Central, já que a inflação exerce influência direta sobre decisões relacionadas à política monetária, juros, consumo, investimentos e crescimento econômico.

Na última semana, a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, informou que o governo pretende revisar sua projeção oficial para a inflação de 2026. Segundo ela, fatores como os impactos do fenômeno El Niño e outros elementos econômicos serão considerados na atualização das estimativas. Ainda assim, a expectativa da equipe econômica é de apresentar um índice inferior ao projetado pelo mercado financeiro.

A divulgação do Boletim Focus reforça a importância do acompanhamento constante das expectativas econômicas, que servem como referência para agentes financeiros, empresas e formuladores de políticas públicas. O comportamento da inflação continuará sendo um dos principais indicadores observados nos próximos meses, especialmente em um cenário de desafios para a economia brasileira.

Redação Saiba+

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Brasil

Moraes cobra explicações sobre supersalários no Judiciário

Ministro do STF determina que sete Tribunais de Justiça esclareçam pagamentos a magistrados que ultrapassaram o teto constitucional.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (6) que os presidentes de sete Tribunais de Justiça apresentem esclarecimentos sobre pagamentos realizados a juízes e desembargadores com valores superiores ao teto constitucional do funcionalismo público.

A medida foi adotada após a divulgação de informações indicando que alguns magistrados receberam remunerações que chegaram a R$ 495 mil em um único mês, valor significativamente acima do limite constitucional atualmente fixado em R$ 46,4 mil.

Na decisão, o ministro solicitou que os tribunais detalhem os critérios utilizados para autorizar os pagamentos, bem como a natureza das verbas que resultaram nas remunerações elevadas. O objetivo é verificar se os valores foram concedidos em conformidade com a legislação e com as normas que disciplinam a remuneração dos membros do Poder Judiciário.

O tema dos chamados supersalários voltou ao centro do debate público por envolver o cumprimento do teto remuneratório previsto na Constituição Federal. Embora determinadas verbas de caráter indenizatório possam ser pagas fora do limite constitucional, esses pagamentos frequentemente geram questionamentos sobre transparência e controle dos gastos públicos.

A determinação do STF busca ampliar a fiscalização sobre a composição das remunerações dos magistrados, permitindo uma análise detalhada das justificativas apresentadas pelos tribunais. Após o recebimento das informações, o Supremo poderá avaliar a regularidade dos pagamentos e definir eventuais providências.

A iniciativa reforça o debate sobre a necessidade de maior transparência na administração pública e sobre a correta aplicação das regras que disciplinam os vencimentos dos agentes públicos. O caso deverá permanecer em acompanhamento pelo STF até a conclusão da análise das explicações encaminhadas pelos Tribunais de Justiça envolvidos.

Redação Saiba+

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Estudo alerta para influência das redes sociais na saúde

Pesquisa revela que mais de 20% dos usuários ainda tomam decisões sobre cuidados médicos com base em conteúdos vistos nas plataformas digitais

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Um estudo publicado nesta semana no Journal of the American Medical Association (JAMA) acendeu um alerta sobre o impacto das redes sociais na forma como as pessoas buscam informações relacionadas à saúde. A pesquisa mostrou que mais de um em cada cinco usuários ainda toma decisões sobre cuidados médicos com base em conteúdos encontrados nas plataformas digitais, mesmo diante da ampla desconfiança em relação à veracidade dessas informações.

Intitulado “Uso das redes sociais para obtenção de informações sobre saúde entre adultos nos EUA”, o levantamento ouviu mais de 7 mil adultos nos Estados Unidos para compreender como a população utiliza as redes sociais na busca por orientações e conteúdos ligados à saúde.

Os resultados indicam que quase 80% dos participantes acreditam que as informações sobre saúde divulgadas nas redes sociais são falsas ou enganosas. Apesar disso, uma parcela significativa dos entrevistados continua utilizando esse tipo de conteúdo como referência para decisões relacionadas ao bem-estar e aos cuidados médicos.

O estudo também identificou que essa tendência é mais frequente entre pessoas com mais de 65 anos e entre adultos latinos, grupos que apresentaram maior propensão a utilizar informações obtidas nas redes sociais como base para escolhas envolvendo a própria saúde.

Outro dado relevante da pesquisa mostra que a interação dos usuários vai além da leitura de conteúdos. Cerca de 85% dos entrevistados afirmaram já ter publicado ou compartilhado informações pessoais ou gerais relacionadas à saúde em suas redes sociais, evidenciando o crescente papel dessas plataformas na troca de experiências e informações sobre o tema.

Os pesquisadores destacam que os resultados reforçam a necessidade de ampliar a educação digital e incentivar a busca por informações de saúde em fontes confiáveis, reduzindo os riscos associados à disseminação de conteúdos incorretos ou descontextualizados que podem influenciar decisões importantes sobre tratamentos, prevenção de doenças e qualidade de vida.

Redação Saiba+

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