conecte-se conosco

Política

Defesa de Mauro Cid nega coação em delação e rebate críticas no STF

Advogados afirmam que colaboração premiada é legítima e pedem respeito ao acordo firmado com a Justiça

Postado

em

Reprodução/Youtube

A defesa do tenente-coronel Mauro Cid abriu sua participação no julgamento da ação penal sobre a suposta trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus negando que o militar tenha sido coagido pela Polícia Federal ou pelo ministro Alexandre de Moraes durante sua delação premiada.

O advogado Jair Alves Pereira leu mensagens vazadas de Cid, reveladas pela revista Veja, nas quais o ex-ajudante de ordens criticava a Polícia Federal. “Isso aqui não é coação. O Mauro Cid está reclamando da posição do delegado, isso é direito”, destacou o defensor.

Segundo o advogado, descredibilizar a delação significaria enfraquecer o instituto da colaboração premiada no Brasil. “Se a colaboração dele é sólida, por que não teria os benefícios ajustados? Se o Estado rompe esse compromisso, destrói o instrumento da delação”, argumentou.

O julgamento, conduzido pela Primeira Turma do STF, avalia a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa Bolsonaro e militares de alto escalão de tentarem anular o resultado das eleições de 2022. Pela manhã, o procurador-geral Paulo Gonet pediu a condenação dos oito réus, afirmando que, ao consultar comandantes militares sobre a fase final do plano, “o golpe já estava em curso de realização”.

Após a defesa de Mauro Cid, apresentam-se os advogados de Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos, Anderson Torres, Augusto Heleno, Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Cada defesa terá até uma hora para sustentar seus argumentos perante os ministros.

O julgamento segue sendo considerado um dos mais relevantes do Supremo Tribunal Federal após os atos de 8 de janeiro de 2023, marcando o embate entre acusações de conspiração e a legitimidade das colaborações premiadas que sustentam parte das investigações.

Redação Saiba+

Continue lendo
envie seu comentário

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governo reduz jornada de terceirizados federais

Decreto assinado por Lula diminui carga horária para 40 horas semanais sem corte de salários

Postado

em

A assinatura da medida para redução da jornada de trabalho aconteceu nesta segunda-feira (13) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Bnews - Divulgação Valter Campanato (Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (13), um decreto que reduz a jornada de trabalho de profissionais terceirizados da administração pública federal. A medida estabelece a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem qualquer redução salarial, beneficiando milhares de trabalhadores em todo o país.

A iniciativa amplia uma política que já vinha sendo implementada desde 2024 e agora passa a abranger todas as categorias de serviços com dedicação exclusiva ao setor público. Com a nova etapa, cerca de 40 mil trabalhadores serão contemplados, somando-se a outros quase 20 mil já beneficiados anteriormente.

O decreto tem como objetivo promover melhores condições de trabalho, equilibrando a carga horária com a qualidade de vida dos profissionais. A manutenção dos salários mesmo com a redução da jornada é um dos pontos mais relevantes da medida, garantindo estabilidade financeira aos trabalhadores.

Além disso, a decisão reforça uma tendência global de revisão das jornadas tradicionais, com foco em produtividade e bem-estar. No contexto da administração pública, a mudança também busca padronizar contratos e adequar práticas às novas diretrizes trabalhistas adotadas pelo governo federal.

Especialistas avaliam que a ampliação da política pode gerar impactos positivos tanto no ambiente de trabalho quanto na eficiência dos serviços prestados. A expectativa é de que a medida contribua para maior satisfação dos trabalhadores e melhor desempenho das atividades no setor público.

Com a assinatura do decreto, o governo federal dá mais um passo na reformulação das condições de trabalho de terceirizados, consolidando uma política que deve continuar em expansão nos próximos anos.

Redação Saiba+

Continue lendo

Política

Guimarães assume articulação política de Lula

Deputado do PT toma posse na Secretaria de Relações Institucionais e substitui Gleisi Hoffmann

Postado

em

Lula ao lado do novo ministro José Guimarães - Foto: Ricardo Stuckert

O deputado federal José Guimarães (PT-CE) assume, nesta terça-feira (14), o comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta estratégica responsável pela articulação política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso Nacional.

Guimarães, que atuava como líder do governo na Câmara dos Deputados, chega ao cargo com a missão de fortalecer o diálogo entre o Executivo e o Legislativo. A função é considerada uma das mais importantes da Esplanada, por ser responsável pela construção de alianças e viabilização de projetos prioritários do governo.

O novo ministro substitui Gleisi Hoffmann, que deixou a função para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. A mudança ocorre em um momento estratégico, em que o governo busca consolidar sua base de apoio no Congresso e avançar com pautas consideradas essenciais.

Com experiência política e forte atuação nos bastidores, Guimarães é visto como um articulador habilidoso dentro do Partido dos Trabalhadores. Sua nomeação reforça a aposta do governo em uma articulação mais intensa e direta com parlamentares, especialmente diante de desafios na aprovação de propostas.

A Secretaria de Relações Institucionais desempenha papel central na governabilidade, sendo responsável por coordenar negociações, alinhar interesses e garantir o andamento da agenda legislativa. O sucesso da nova gestão à frente da pasta será determinante para o ritmo das votações no Congresso Nacional.

A posse de Guimarães marca mais um movimento de reorganização política no governo federal, com foco na ampliação do diálogo institucional e na estabilidade das relações entre os poderes.

Redação Saiba+

Continue lendo

Política

Bahia impõe regras rígidas para servidores em 2026

Decreto do governo estadual reforça limites legais em ano eleitoral e controle de gastos públicos

Postado

em

O governador Jerônimo Rodrigues em agenda instituicional - Foto: Raphael Muller

Os servidores públicos da Bahia deverão seguir regras mais rígidas ao longo de 2026, ano marcado pelas eleições. Um decreto publicado pelo governo estadual, sob a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), estabelece diretrizes para garantir o cumprimento da legislação eleitoral e fiscal em toda a administração pública.

A medida determina que órgãos e entidades estaduais respeitem integralmente os limites previstos na Lei nº 9.504/1997 e na Lei de Responsabilidade Fiscal. O objetivo principal é evitar o uso indevido da máquina pública em benefício de candidatos durante o período eleitoral, prática proibida pela legislação brasileira.

Além disso, o decreto funciona como um instrumento de orientação para gestores e servidores, reforçando a necessidade de responsabilidade na condução dos recursos públicos. O controle de gastos ganha ainda mais relevância no último ano de mandato, período em que há restrições específicas para despesas e investimentos.

Entre os pontos destacados estão a proibição de ações promocionais que possam favorecer agentes públicos, limitações na publicidade institucional e maior rigor na execução orçamentária. Essas medidas visam assegurar a transparência e a equidade no processo eleitoral.

Especialistas apontam que iniciativas como essa são fundamentais para garantir a lisura das eleições e o equilíbrio entre os candidatos. O cumprimento das normas evita sanções legais e contribui para a credibilidade da gestão pública, especialmente em um cenário político sensível.

Com a publicação do decreto, o governo da Bahia busca alinhar sua atuação às exigências legais, prevenindo irregularidades e reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal e a integridade do processo eleitoral.

Redação Saiba+

Continue lendo
Ads Imagem
Ads PMI VISITE ILHÉUS

    Mais Lidas da Semana