Política
Governistas recuam: anistia ampla perde força e debate foca em redução de penas
Após derrota na Câmara, aliados de Lula passaram a apostar em penas menores em vez de perdão geral aos condenados de 8 de janeiro

Integrantes do bloco governista admitiram que a proposta de anistia ampla, geral e irrestrita para quem participou dos atos golpistas de 8 de janeiro encontrou forte rejeição no Congresso e na opinião pública. Com isso, a estratégia mudou: passará a prevalecer a redução de penas como alternativa mais viável politicamente.
A Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência para um projeto de anistia nesta quarta-feira (17), pressionada por bolsonaristas e pelo Centrão, com 311 votos favoráveis e 163 contrários. Esse resultado é visto como vitória parcial da oposição, mas também como derrota para o governo, que vinha tentando conter o avanço da pauta.
Alternativa em negociação
Nos bastidores, governistas articulam com lideranças do Centrão e com alas do Supremo Tribunal Federal (STF) para aprovar redução de pena em vez de perdão completo. A ideia é garantir que condenados cumpram regimes mais brandos ou adotem prisões domiciliares, especialmente figuras como Jair Bolsonaro, cujo cumprimento de pena é tema sensível tanto para aliados quanto para críticos.
Há quem proponha que crimes como o de “abolição violenta do Estado Democrático de Direito” ou “golpe de Estado” tenham suas penas reduzidas, de modo a suavizar condenações, mas sem eximir os condenados de responsabilização penal.
Riscos e repercussões políticas
A mudança de rumo reflete preocupação de governistas com possíveis danos eleitorais, principalmente com o eleitorado mais crítico ao perdão amplo. A pressão institucional — imprensa, sociedade civil — aumenta à medida que sinais de impunidade se avolumam, o que pode minar legitimidade do governo.
Também há incerteza sobre até que ponto o Congresso Nacional aceitará um texto de redução de penas, se será aprovado pelo Senado e validado pelo STF — especialmente diante de entendimento de parte da Corte de que crimes graves contra democracia são insuscetíveis de anistia ou perdão.
Governistas veem que manter a proposta de anistia plena pode gerar custo político muito alto; já a redução de penas, embora controversa, surge como uma saída intermediária para preservar aliados e ao mesmo tempo minimizar repercussão negativa.
Política
Congresso adia retomada e reduz agenda antes da campanha
Retorno das votações fica para 10 de agosto e encurta prazo para análise de projetos prioritários no Legislativo

O Congresso Nacional terá um retorno mais enxuto às atividades legislativas após o recesso parlamentar. Inicialmente prevista para esta semana, a retomada das sessões deliberativas foi adiada para 10 de agosto, deixando deputados e senadores com apenas cinco dias de votações antes do início oficial da campanha eleitoral.
A mudança no calendário deve impactar diretamente a tramitação de propostas consideradas prioritárias pelo governo e pelo Parlamento. Com menos tempo para deliberações, projetos que permaneceram pendentes no primeiro semestre poderão enfrentar dificuldades para avançar, em razão da agenda reduzida e da mobilização dos parlamentares em atividades políticas nos estados.
Entre as matérias que aguardam análise estão o projeto que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e a política nacional voltada aos minerais críticos, temas que figuram entre as principais prioridades da pauta legislativa.
Embora o recesso parlamentar tenha terminado oficialmente no sábado (1º de agosto), Câmara dos Deputados e Senado Federal optaram por não realizar sessões deliberativas nesta semana. A decisão considera a reta final das convenções partidárias, responsáveis por oficializar candidaturas e alianças para as eleições.
As convenções se encerram na quarta-feira (5), período em que grande parte dos parlamentares permanece em seus estados participando das definições eleitorais, o que reduz o quórum para votações em Brasília.
Com a retomada prevista para o dia 10 de agosto, a expectativa é de que o Congresso concentre esforços na análise das propostas mais relevantes antes do avanço do calendário eleitoral, que tradicionalmente reduz o ritmo das atividades legislativas.
Política
Jerônimo promove mudanças no primeiro escalão do governo
Nomeações publicadas no Diário Oficial alteram comando da CTB e da Casa Civil; Alan Rodrigues assume presidência da companhia

O governo da Bahia, liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), oficializou uma série de mudanças na estrutura da administração estadual durante o último fim de semana. As alterações foram publicadas na edição de sábado (1º) do Diário Oficial do Estado (DOE) e envolveram secretarias e órgãos da administração pública.
Entre as principais nomeações, Alan Rodrigues de Oliveira foi escolhido para assumir a presidência da Companhia de Transportes da Bahia (CTB). O novo dirigente substitui Eracy Lafuente Pereira Maciel, que passa a ocupar o comando da Casa Civil do Governo do Estado.
Antes de assumir a presidência da CTB, Alan Rodrigues atuava como diretor de Obras da companhia, tendo participado da condução de importantes projetos de mobilidade urbana. Agora, à frente da estatal, terá a missão de dar continuidade às ações estratégicas da empresa, incluindo o avanço das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), considerado um dos principais investimentos em infraestrutura de transporte da Bahia.
Já Eracy Lafuente Pereira Maciel assume a Casa Civil com a responsabilidade de coordenar a articulação entre as secretarias estaduais e acompanhar a execução das políticas públicas e projetos prioritários do governo.
As mudanças fazem parte do processo de reorganização administrativa promovido pelo Executivo estadual, com o objetivo de fortalecer a gestão, aprimorar a execução de projetos estratégicos e garantir maior integração entre os órgãos do governo.
A expectativa é que os novos gestores deem continuidade às ações em andamento, especialmente nas áreas de mobilidade urbana, infraestrutura e coordenação administrativa, consideradas prioritárias para a atual gestão estadual.
Política
Prazo para convenções partidárias termina na quarta-feira
Justiça Eleitoral estabelece calendário para definição dos candidatos às eleições de outubro; registro das candidaturas vai até o dia 15

Os partidos políticos têm até a próxima quarta-feira (5) para concluir as convenções partidárias, etapa obrigatória do calendário eleitoral destinada à definição dos candidatos que disputarão os cargos eletivos nas eleições de outubro. O prazo foi estabelecido pela Justiça Eleitoral e marca uma das fases mais importantes da organização do pleito.
Com o encerramento das convenções, as legendas deverão oficializar os nomes escolhidos para concorrer aos cargos em disputa. Após a definição dos candidatos, o registro das candidaturas deverá ser realizado até o dia 15, conforme o cronograma eleitoral.
Até o momento, seis candidatos já foram escolhidos pelos respectivos partidos para disputar a Presidência da República, consolidando o cenário inicial da corrida eleitoral. A expectativa é que as convenções restantes confirmem os demais nomes que participarão das eleições em todo o país.
As convenções partidárias são responsáveis por formalizar candidaturas e definir estratégias eleitorais das legendas, além de homologar coligações e outras decisões internas previstas na legislação. Com o encerramento dessa etapa, o processo eleitoral entra em uma nova fase, voltada à análise e validação dos registros pela Justiça Eleitoral.
Após a apresentação da documentação pelos partidos, caberá à Justiça Eleitoral verificar se os candidatos atendem aos requisitos legais para disputar as eleições. Somente após essa análise as candidaturas serão consideradas aptas, conforme determina a legislação vigente.
O cumprimento dos prazos do calendário eleitoral é essencial para garantir a organização, a transparência e a regularidade do processo democrático, assegurando que todas as etapas ocorram dentro das normas estabelecidas.
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