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Polícia

Megaoperação mira grupo acusado de sonegar R$ 26 bilhões

PF deflagra ação contra 190 suspeitos ligados à empresa investigada por esquema bilionário em combustíveis

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Dinheiro apreendido durante megaoperação da PF tendo como alvo o Grupo Refit Foto: Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (Cira-SP)/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou uma ampla operação que tem como alvo 190 pessoas físicas e jurídicas ligadas a um grande grupo do setor de combustíveis, sob acusação de integrar um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro que teria gerado um prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres públicos.

Batizada como operação de grande alcance, a ação mobiliza centenas de agentes em diversos estados e no Distrito Federal, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em residências, empresas e sedes corporativas. A investigação aponta para um sistema sofisticado que articulava subfaturamentos, empresas-fachada e movimentações contábeis complexas para ocultar débitos tributários e fraudar o ICMS.

Os envolvidos são suspeitos de formar uma organização criminosa voltada para a evasão fiscal, usando estruturas empresariais em cascata, offshores e mecanismos financeiros para driblar a fiscalização. As autoridades acreditam que a manobra prejudicou fortemente a economia regional e afronta o sistema tributário nacional.

Além das buscas, a operação prevê o bloqueio de bens, contas bancárias e ativos de suspeitos, como medida cautelar para garantir a recuperação dos valores sonegados. A expectativa é de que, com o desenrolar das investigações, surjam novas detenções, indiciamentos e ações de reparação aos cofres públicos.

O desfecho desse caso pode representar um marco no combate a crimes tributários e lavagem de dinheiro no país, mostrando que empresas de grande porte no setor de combustíveis estão sujeitas a vigilância intensificada — e que a impunidade não será tolerada.

Redação Saiba+

Polícia

Homem é preso após atacar crianças em frente a escola em Miranda (MS)

Suspeito armado com faca e sob efeito de drogas foi contido após causar pânico entre alunos e professores

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Cleovan Barbosa de Lima, de 45 anos, foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (28/5) após perseguir e atacar crianças em frente à Escola Estadual Dona Rosa Pedrossian, no município de Miranda.

Segundo informações do boletim de ocorrência, o suspeito estava armado com uma faca, portava drogas e apresentava comportamento alterado no momento da ação, o que gerou pânico entre alunos, professores e funcionários da unidade escolar.

O caso ocorreu por volta das 7h49, quando Cleovan passou a perseguir estudantes que chegavam à escola. Em um dos episódios, um menino foi segurado pelo agressor, mas conseguiu ser resgatado com a ajuda de outras crianças que intervieram rapidamente para evitar algo mais grave.

Na sequência, uma segunda aluna foi agarrada, enquanto outra conseguiu reagir e lutar contra o suspeito. Durante a confusão, uma quarta estudante conseguiu fugir e pedir ajuda, acionando adultos próximos ao local.

A rápida intervenção de populares e a chegada das autoridades impediram que a situação se agravasse ainda mais. O homem foi contido e preso em flagrante ainda nas proximidades da escola.

De acordo com as informações iniciais, o suspeito estava sob efeito de substâncias entorpecentes no momento da abordagem. A faca foi apreendida e o caso segue sob investigação das autoridades competentes, que apuram a motivação do ataque.

A ocorrência gerou forte comoção na comunidade escolar e levantou debates sobre segurança no entorno das unidades de ensino, especialmente no período de entrada dos alunos.

As autoridades locais reforçaram que medidas estão sendo adotadas para garantir a proteção dos estudantes e evitar novos episódios de violência nas proximidades de escolas da região.

Redação Saiba+

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Polícia

Empresária é presa em SP suspeita de maus-tratos e venda de vídeos na internet

Investigação aponta que conteúdos de crueldade contra animais eram comercializados para usuários no exterior

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A empresária mantinha uma produtora de conteúdos de sadismo, vendendo vídeos de maus-tratos a animais para usuários europeus | Bnews - Divulgação

Uma empresária identificada como Daiana Schuinsekel de Almeida foi presa nesta quinta-feira (28) no Centro de São Paulo, suspeita de envolvimento em um esquema de produção e venda de vídeos com cenas de maus-tratos a animais na internet. Apesar da prisão, ela foi liberada poucas horas depois, conforme informações preliminares.

De acordo com as investigações, a suspeita seria responsável por manter uma estrutura voltada à produção de conteúdos de violência contra animais, com o objetivo de comercialização em plataformas digitais. Os materiais eram distribuídos a usuários de diferentes países, principalmente da Europa, com valores que variavam entre 20 e 50 euros por acesso.

As apurações indicam que o conteúdo era produzido de forma recorrente e envolvia a utilização de diferentes espécies de animais, submetidos a situações de crueldade durante as gravações. A polícia investiga a atuação da suspeita em um possível esquema organizado de produção e venda de material ilícito na internet.

Durante o cumprimento de mandados, agentes encontraram itens que podem estar relacionados às gravações, incluindo objetos e vestimentas que teriam sido utilizados na produção dos vídeos. O material foi apreendido e será analisado para compor o conjunto de provas do inquérito.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes, que apuram a extensão da rede de distribuição dos conteúdos e a participação de possíveis envolvidos no esquema. A polícia também trabalha para identificar compradores e intermediários responsáveis pela circulação dos vídeos em plataformas digitais.

A suspeita deverá responder por crimes relacionados a maus-tratos a animais e associação criminosa, conforme o avanço das investigações.

Redação Saiba+

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Polícia

Bope intensifica operação no Tanque após morte de subtenente da PM

Ataque a tiros contra policiais em Jacarepaguá deixou um agente morto e outros feridos na Zona Oeste do Rio

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Agentes do Bope durante ação no Tanque após morte de policial do 18º BPM — Foto: Reprodução

Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram, na manhã desta sexta-feira, uma operação no Morro da Caixa D’Água, no bairro do Tanque, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação ocorre um dia após o subtenente André Luiz Cardoso Eccard, de 49 anos, morrer durante um patrulhamento realizado por policiais do 18º BPM (Jacarepaguá).

De acordo com a Polícia Militar, o grupo de agentes foi surpreendido por criminosos armados enquanto passava pela Rua Virgínia Vidal. Os suspeitos, que estariam em uma motocicleta, efetuaram diversos disparos contra os policiais, provocando uma intensa troca de tiros na região.

O subtenente André Luiz Cardoso Eccard não resistiu aos ferimentos após ser socorrido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O policial integrava a corporação desde o ano 2000 e atuava no combate à criminalidade na Zona Oeste da capital fluminense.

Ainda segundo a PM, outros três agentes ficaram feridos durante o ataque. Um dos policiais sofreu ferimentos provocados por estilhaços nas costas, enquanto os demais foram atingidos na cabeça. Dois deles já receberam alta médica, mas um policial permanece internado sob cuidados médicos.

A operação do Bope tem como objetivo localizar os responsáveis pelo atentado contra os agentes de segurança, além de reforçar o combate ao crime organizado na comunidade. Moradores relataram forte presença policial nas primeiras horas da manhã, com veículos blindados, equipes táticas e bloqueios em pontos estratégicos da região.

A morte do subtenente reacende o alerta sobre a escalada da violência contra policiais militares no Rio de Janeiro, especialmente em áreas dominadas por facções criminosas. O caso também intensificou discussões sobre segurança pública, enfrentamento ao tráfico de drogas e os riscos enfrentados diariamente por agentes das forças de segurança.

Até o momento, não há informações oficiais sobre prisões realizadas durante a operação. O policiamento segue reforçado em Jacarepaguá e bairros vizinhos, enquanto as investigações avançam para identificar os autores do ataque.

Redação Saiba+

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