Polícia
Ex-condenado por ataque em cinema é visto com frequência em shopping de Salvador
Mateus da Costa Meira, solto há dois anos, passou a frequentar regularmente espaços de lazer e convivência na capital baiana

O ex-estudante de Medicina Mateus da Costa Meira, de 51 anos, condenado pelo ataque a tiros que deixou três mortos e nove feridos em um cinema de São Paulo, em 1999, voltou a chamar atenção após ser visto frequentando regularmente o Shopping Barra, em Salvador. Em liberdade há dois anos, após decisão da Justiça da Bahia, ele tem circulado por diferentes ambientes do centro comercial, incluindo cafés, livrarias e salas de cinema.
A presença do ex-condenado em um espaço que abriga um complexo de cinemas despertou repercussão por remeter ao episódio que marcou a história criminal do país no fim da década de 1990. O caso permanece entre os crimes de maior impacto registrados em salas de exibição no Brasil.
Após cumprir parte da pena imposta pela Justiça, Mateus da Costa Meira passou a responder em liberdade desde 2024, seguindo as determinações estabelecidas pelo Poder Judiciário. A legislação brasileira assegura que pessoas que cumprem os requisitos legais possam retornar ao convívio social após o cumprimento das condições previstas na execução penal.
Nos últimos meses, relatos apontam que o ex-estudante tem sido visto com frequência em áreas comuns do Shopping Barra, utilizando os serviços do empreendimento de forma discreta. Até o momento, não há registro de ocorrências envolvendo sua presença no local.
O ataque ocorrido em 1999 deixou marcas profundas nas vítimas, familiares e na sociedade brasileira, tornando-se um dos episódios mais lembrados da violência em ambientes de entretenimento. Desde então, o caso continua sendo citado em debates sobre segurança pública, saúde mental e políticas de prevenção à violência.
A circulação de Mateus da Costa Meira em Salvador reacende discussões sobre reintegração social, cumprimento de pena e os limites entre o direito à liberdade garantido pela legislação e a memória de crimes de grande repercussão nacional.
Polícia
MPSP investiga delegado por suspeita de recusar ocorrências
Apuração começou após relatos de forças policiais de cinco cidades do interior de São Paulo sobre supostas dificuldades para formalizar registros

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu uma investigação contra um delegado da Polícia Civil suspeito de se recusar a formalizar ocorrências envolvendo pessoas detidas por crimes.
O caso veio à tona após forças policiais de cinco municípios do interior paulista relatarem dificuldades relacionadas ao atendimento das ocorrências. O delegado investigado é titular do Distrito Policial de Jaguariúna.
Segundo os relatos, em algumas situações, o policial demoraria para comparecer à unidade e, com isso, acabaria fazendo com que as ocorrências fossem encaminhadas e registradas em outras delegacias.
Caso mais recente ocorreu em Itapira
Um dos episódios mais recentes teria ocorrido neste sábado (22), quando um homem foi preso pela Polícia Militar (PM) sob suspeita de furtar uma instituição de ensino no município de Itapira.
A situação passou a integrar o conjunto de informações analisadas pelas autoridades durante a apuração sobre a conduta do delegado.
A investigação do MPSP deverá avaliar os relatos apresentados pelas forças policiais e verificar se houve irregularidades no atendimento ou eventual descumprimento das atribuições funcionais.
A apuração ainda está em andamento, e a investigação, por si só, não significa que o delegado tenha cometido irregularidades. Eventuais responsabilidades deverão ser definidas após a análise dos fatos e das provas reunidas pelo Ministério Público.
Polícia
Justiça nega prisão de padre investigado
Sacerdote é investigado por crimes sexuais contra coroinhas em Ribeirão Preto; inquérito retorna à delegacia para novas diligências

A Justiça de São Paulo negou o pedido de prisão preventiva do padre Mário Reis da Silveira, investigado por suspeitas de estupro de vulnerável e importunação sexual contra coroinhas da Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Ribeirão Preto, no interior paulista.
O pedido de prisão havia sido apresentado pela Polícia Civil em 13 de agosto, após a conclusão do inquérito policial na semana passada. Com a decisão judicial, o sacerdote não será submetido à prisão preventiva neste momento.
Investigação terá novas diligências
Diante da decisão, os autos do inquérito retornaram à Delegacia de Polícia responsável pelo caso para o cumprimento de diligências que ainda estão pendentes.
A investigação envolve denúncias relacionadas a supostos crimes sexuais contra coroinhas que frequentavam a Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim. As autoridades ainda devem realizar as medidas consideradas necessárias para a conclusão da apuração.
A defesa do padre nega as acusações e afirma que ele é inocente. Em manifestação sobre o caso, os advogados declararam confiança na condução da investigação pelas instituições responsáveis.
A negativa da prisão preventiva não encerra o procedimento. O caso continua sob investigação, e novas diligências poderão ser realizadas antes de uma eventual definição sobre os próximos passos judiciais.
Polícia
Justiça mantém prisão de seguranças suspeitos
Investigados pela morte de ciclista em Copacabana foram submetidos à audiência de custódia neste sábado

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão temporária dos dois seguranças investigados pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, em um caso que ganhou repercussão após a vítima ser confundida com um suposto ladrão de bicicletas.
O crime aconteceu no último dia 11, no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, os seguranças teriam agredido Cláudio, que não resistiu aos ferimentos.
Os investigados Davi Santos Machado e Jorge Luiz Machado Dias passaram por audiência de custódia neste sábado (22). Durante a análise, o juiz Rafael de Almeida Rezende avaliou a situação das prisões e concluiu que os mandados foram expedidos regularmente.
Prisão temporária é mantida
De acordo com a decisão, os mandados de prisão permanecem válidos e dentro do prazo estabelecido pela Justiça, não havendo, neste momento, determinação para a soltura dos investigados.
O caso segue em investigação para esclarecer as circunstâncias da abordagem e da agressão que terminou com a morte do ciclista. A apuração também deverá buscar esclarecer como ocorreu a confusão que levou os seguranças a suspeitarem que Cláudio estaria envolvido em um possível furto.
A manutenção das prisões permite que as autoridades avancem na coleta de depoimentos, imagens e demais elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e a eventual responsabilidade dos investigados.
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