Brasil
Lula empurra rombo fiscal para depois e o Brasil paga a conta
O que realmente impressiona na confissão batizada de LDO é o grau de distanciamento da realidade política.

O governo Lula acabou de entregar ao Congresso a nova Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aquele documento técnico que serve de guia para os gastos do ano seguinte. Mas o que veio dessa vez foi muito mais do que número e planilha: foi praticamente uma confissão escancarada de que a prioridade é mesmo ganhar a eleição de 2026 e o resto que espere.
Desde o ano passado, Lula já vinha dando sinais claros: não se importa tanto com a chamada responsabilidade fiscal, aquela ideia básica de que o governo deve gastar dentro do que arrecada. O argumento dele? Que isso atrapalha o povo. A real? A conta vai sobrar para o próximo presidente, seja ele mesmo ou outro.
Na prática, o governo admite que está gastando mais do que pode e que as receitas não vão acompanhar o ritmo. É a velha fórmula: aumenta gasto, estimula consumo, joga dinheiro na praça… e torce pra dar certo até a eleição. Depois, Deus (ou o sucessor) que cuide da bomba.
O mais curioso é que, na tal LDO, o Planalto ainda acredita que vai conseguir mais dinheiro do Congresso, via aumento de arrecadação. Só esqueceram de combinar com os parlamentares – e com o próprio povo, que está cada vez mais desconfiado de promessas e pacotes de bondades.
Mesmo com programas sociais, aumento de renda e crédito fácil, a popularidade de Lula não decola. O cansaço com a política é geral, e a rejeição às velhas fórmulas também. Ou seja, a “nova era” do PT no poder parece cada vez mais uma repetição do passado: gasto sem controle, promessa demais e resultado de menos.
Resumo da ópera? A tal LDO não é só um documento técnico. É um recado claro: o governo está jogando todas as fichas em 2026. E quem vier depois que resolva o rombo.
Brasil
Brasileiro é extraditado da Itália após condenação por tentativa de homicídio
Marlon Gerolin foi condenado a mais de 10 anos de prisão por espancar um comerciante durante uma discussão motivada por som alto; crime ocorreu em 2005, no interior de São Paulo

O brasileiro Marlon Gerolin, condenado a 10 anos, 10 meses e 20 dias de prisão em regime fechado, foi extraditado da Itália e retornou ao Brasil para cumprir a pena por tentativa de homicídio qualificado. O caso teve origem em uma agressão ocorrida há mais de duas décadas, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.
Gerolin havia sido preso em Turim, na Itália, em 21 de outubro de 2025. Após o processo de extradição, ele desembarcou em território brasileiro na segunda-feira (24) e deverá cumprir a sentença determinada pela Justiça.
Segundo informações do Ministério Público de São Paulo, a condenação ocorreu pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Discussão por som alto terminou em agressão
O episódio aconteceu em dezembro de 2005, quando o comerciante Ricardo Alexandre da Silva teria pedido que o volume do som de um carro fosse reduzido. De acordo com a acusação, a vítima morava nas proximidades de um bar e fez o pedido porque sua filha estava chorando.
Após a solicitação, os acusados teriam aumentado o volume do som e iniciado as agressões. Ricardo foi espancado com socos e chutes por dois homens, sofrendo ferimentos graves.
A violência provocou consequências severas para a vítima. Ricardo permaneceu 16 dias em coma e, posteriormente, apresentou sequelas, incluindo perda do olfato, do paladar e da audição do lado esquerdo.
Julgamento ocorreu anos depois
Apesar de o crime ter acontecido em 2005, o julgamento só foi realizado 17 anos depois, em dezembro de 2022. Com a condenação definitiva e a localização de Marlon Gerolin no exterior, as autoridades brasileiras deram início aos procedimentos necessários para seu retorno ao país.
A prisão na Itália ocorreu anos após o crime, e a extradição permitiu que o condenado fosse encaminhado ao Brasil para o cumprimento da pena estabelecida pela Justiça.
O caso chama atenção pelo longo intervalo entre a agressão e a efetivação da prisão no Brasil. Após quase duas décadas do crime, o condenado retornou ao país para cumprir a sentença em regime fechado.
Brasil
Justiça suspende imposto de 12% sobre exportação de petróleo
Decisão liminar da Justiça Federal do Distrito Federal atende pedido de associação do setor e interrompe, por enquanto, a cobrança sobre exportações de óleo bruto

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou a suspensão liminar da cobrança do Imposto de Exportação (IE) de 12% sobre as exportações de óleo bruto de petróleo e minerais betuminosos. A decisão foi assinada nesta quinta-feira (27/8) pelo juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal Cível.
A medida atende a um pedido apresentado pela Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (Abep), que questionou judicialmente a cobrança estabelecida pelo governo federal.
A alíquota de 12% havia sido instituída por meio da Resolução nº 938/2026 do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), publicada em julho. A entidade argumentou que a medida teria finalidade exclusivamente arrecadatória e contestou a legalidade da tributação sobre as exportações de petróleo bruto.
Segundo a associação, a criação do imposto representaria uma nova tentativa do Poder Executivo de estabelecer a cobrança sobre o setor, apesar de uma medida semelhante já ter enfrentado resistência no Congresso Nacional.
Com a decisão judicial, a exigibilidade do imposto fica suspensa em caráter liminar, enquanto o processo continua em tramitação. A medida, portanto, não representa necessariamente uma decisão definitiva sobre a validade da cobrança.
A discussão ocorre em um momento de atenção sobre os efeitos da tributação das exportações de petróleo para empresas produtoras, investimentos e competitividade do setor brasileiro no mercado internacional.
A decisão também poderá provocar novos desdobramentos jurídicos, já que a União ainda poderá apresentar recursos contra a liminar. Até que haja uma nova determinação judicial, permanece suspensa a exigibilidade da alíquota de 12% para as empresas abrangidas pela decisão.
Brasil
Empresária morre durante cirurgia plástica na Bahia
Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, morava nos Estados Unidos e voltou ao Brasil para realizar quatro procedimentos estéticos em Ilhéus

Uma empresária de 31 anos morreu durante uma cirurgia plástica realizada em Ilhéus, no sul da Bahia, na madrugada desta quarta-feira (26). A vítima foi identificada como Adriele da Silva Pinto, que morava nos Estados Unidos e havia retornado ao Brasil para realizar procedimentos estéticos.
A causa da morte ainda não foi esclarecida e deverá ser investigada pelas autoridades responsáveis.
De acordo com informações de familiares, Adriele havia programado a realização de quatro procedimentos estéticos: mastopexia com colocação de prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.
Cirurgia aconteceu em hospital de Ilhéus
Os procedimentos foram realizados no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus. A cirurgia foi conduzida pelo médico Rossini Tebaldi Ruback.
A morte da empresária ocorreu durante o procedimento, mas, até o momento, não foram divulgadas informações conclusivas sobre o que teria provocado a complicação.
Familiares aguardam esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte e sobre os procedimentos adotados pela equipe médica durante a cirurgia.
Médico já havia sido alvo de denúncias
Segundo relatos apresentados por familiares, o profissional responsável pela cirurgia já havia sido alvo de denúncias em 2023.
Na ocasião, pacientes teriam relatado supostos problemas relacionados a procedimentos realizados pelo médico. As informações sobre essas denúncias deverão ser consideradas no contexto das investigações, caso sejam formalmente relacionadas ao episódio ocorrido nesta quarta-feira.
A morte de Adriele deve ser apurada para esclarecer as circunstâncias da cirurgia, as condições clínicas da paciente e a possível causa do óbito. Novas informações poderão surgir à medida que os procedimentos de investigação avancem.
O caso chama atenção para os cuidados e critérios de segurança envolvidos em cirurgias plásticas e procedimentos estéticos, especialmente aqueles que combinam diferentes intervenções em uma mesma operação.
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