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Brasil

Polêmica: Moraes reage a sanções dos EUA e Eduardo

Ministro do STF diz haver provas de crimes, compara bolsonaristas a milicianos e acusa articulação nos EUA de tentar gerar crise institucional no Brasil

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Ministro Alexandre de Moraes, do STF, participa de sessão de abertura do segundo semestre do Poder Judiciário após ser alvo de sanção do governo Trump - Gabriela Biló

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se pronunciou publicamente pela primeira vez nesta sexta-feira (1º) após ser alvo de sanções financeiras impostas pelo governo Donald Trump, nos Estados Unidos. Em discurso contundente na abertura do semestre do Judiciário, o magistrado classificou a medida como “covarde, traiçoeira e atentatória à soberania brasileira”, além de acusar os articuladores da sanção de cometerem “atos de traição à pátria”.

Moraes não citou nomes diretamente, mas dirigiu sua reação a “foragidos que atuam do exterior”, numa clara referência ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), apontado como responsável por mobilizar parlamentares e autoridades americanas para enquadrar o ministro na chamada Lei Magnitsky, dispositivo jurídico usado para punir agentes estrangeiros acusados de corrupção ou abusos de direitos humanos.

“A organização criminosa responsável por essa articulação agiu como milicianos. Tentaram coagir ministros, atacar suas famílias e gerar uma crise entre os Poderes. Mas falharam. O STF e suas instituições são sólidas”, afirmou Moraes.

Ele ainda garantiu que “as sanções serão ignoradas” e que os julgamentos dos núcleos golpistas – incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro – ocorrerão ainda este ano e ao longo de 2025.

O magistrado também acusou os envolvidos de repetir o “modus operandi golpista” de 2022, citando desde os acampamentos em frente aos quartéis até a tentativa de usar pressões internacionais para “gerar instabilidade econômica e política” no Brasil. Moraes denunciou ainda ameaças feitas a autoridades do Legislativo, como os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.

A sessão foi acompanhada por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e terminou com um desagravo de seus pares. O presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, reafirmou a independência da Justiça brasileira e defendeu o devido processo legal nas ações que apuram a tentativa de golpe de 2022.

“A marca do Judiciário brasileiro, do primeiro grau ao STF, é a independência e a imparcialidade. Todos os réus serão julgados com base nas provas”, declarou Barroso.

Também presente, o ministro Gilmar Mendes apontou pressões de big techs como um fator nas sanções, relacionando o episódio com o recente julgamento que responsabiliza plataformas digitais por conteúdos ilícitos. “Este STF não se dobra a lobbies nem a intimidações”, disparou.

Redação Saiba+

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Bombeiro de Sergipe morre durante curso em Minas Gerais

Sargento sofreu uma queda de altura durante treinamento realizado na Academia de Bombeiros Militar, em Belo Horizonte

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Um bombeiro militar de Sergipe morreu na sexta-feira (28) durante a realização de um curso de operações em árvores na Academia de Bombeiros Militar (ABM), localizada na região da Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o sargento sofreu uma queda de altura durante as atividades do treinamento. Ele recebeu atendimento após o acidente, mas não resistiu aos ferimentos.

As circunstâncias da ocorrência ainda serão investigadas. O CBMMG informou que as providências necessárias estão sendo adotadas para esclarecer o acidente e prestar apoio ao Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) e aos familiares do militar.

Em nota, a corporação mineira lamentou profundamente a morte do agente e manifestou solidariedade aos familiares e colegas de farda. “A corporação mineira está consternada com o fato envolvendo nosso irmão de farda”, declarou o CBMMG.

O caso causou comoção entre integrantes das corporações dos dois estados, especialmente por se tratar de um acidente ocorrido durante uma atividade de formação profissional voltada às operações em árvores.

Redação Saiba+

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Brasil

Conta de luz continuará mais cara em setembro

Aneel mantém bandeira tarifária amarela e consumidores terão cobrança adicional na fatura de energia elétrica

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A conta de luz continuará pesando no orçamento dos brasileiros em setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o próximo mês, sinalizando que as condições para geração de energia permanecem menos favoráveis.

Com a manutenção da bandeira, os consumidores terão uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O valor será aplicado às faturas de energia durante o período de vigência da bandeira amarela.

Bandeira amarela está em vigor desde maio

A bandeira tarifária amarela está sendo aplicada desde maio, em razão das condições menos favoráveis para a geração de energia elétrica. O mecanismo criado pela Aneel busca sinalizar aos consumidores os custos relacionados à produção de eletricidade.

Entre janeiro e abril, vigorou a bandeira verde, período em que não houve cobrança adicional na conta de luz.

Com a mudança para a bandeira amarela, os consumidores passaram a ter um custo extra vinculado ao volume de energia utilizado. Por isso, o consumo de eletricidade continua sendo um dos principais fatores para determinar o valor final da fatura.

Consumo consciente pode ajudar a reduzir a conta

Diante da manutenção da bandeira amarela, medidas de economia podem ajudar as famílias a controlar os gastos. Evitar desperdícios de energia e reduzir o uso de equipamentos elétricos quando não forem necessários são algumas das estratégias que podem contribuir para diminuir o consumo mensal.

A bandeira tarifária, entretanto, representa apenas uma parcela da composição da fatura. O valor final pago pelo consumidor também depende do volume de energia utilizado e de outros componentes presentes na conta.

Redação Saiba+

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Planalto articula encontro entre Andrei Rodrigues e André Mendonça

Reunião entre diretor-geral da Polícia Federal e ministro do STF é cogitada para a próxima semana em meio a desgaste entre as instituições

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Interlocutores do Palácio do Planalto trabalham para viabilizar uma reunião presencial entre o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na próxima semana. A possível conversa ocorre em meio a um período de desgaste na relação entre a cúpula da corporação e o magistrado.

Segundo informações atribuídas a fontes do Executivo, os dois já teriam demonstrado disposição para uma aproximação e para tratar diretamente das questões que envolvem a relação institucional. A articulação também teria relação com o desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reduzir as tensões entre os envolvidos.

Tentativa de aproximação

De acordo com pessoas próximas às negociações, Andrei Rodrigues teria tomado a iniciativa de avançar nas tratativas após ser informado por interlocutores de que Lula gostaria que o encontro entre o diretor-geral da PF e André Mendonça acontecesse.

A eventual reunião deverá buscar uma interlocução direta entre o comando da Polícia Federal e o ministro do STF, especialmente diante dos episódios que contribuíram para o aumento da tensão nos últimos meses.

Relação se desgastou nos últimos meses

A relação entre Andrei Rodrigues e André Mendonça teria se deteriorado após vazamentos de informações relacionadas a investigações que estão sob relatoria do ministro no Supremo Tribunal Federal.

O cenário passou a exigir maior articulação institucional entre integrantes da PF e do Judiciário, principalmente em casos que envolvem investigações de grande repercussão.

A realização do encontro, entretanto, ainda depende da conciliação das agendas dos dois. A expectativa no Planalto é que uma conversa presencial possa contribuir para diminuir o desgaste e fortalecer o diálogo institucional entre a Polícia Federal e o Supremo.

Caso seja confirmado, o encontro deverá ocorrer na próxima semana e será acompanhado com atenção diante da importância dos cargos ocupados por Andrei Rodrigues e André Mendonça.

Redação Saiba+

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