Brasil
Polêmica: Moraes reage a sanções dos EUA e Eduardo
Ministro do STF diz haver provas de crimes, compara bolsonaristas a milicianos e acusa articulação nos EUA de tentar gerar crise institucional no Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se pronunciou publicamente pela primeira vez nesta sexta-feira (1º) após ser alvo de sanções financeiras impostas pelo governo Donald Trump, nos Estados Unidos. Em discurso contundente na abertura do semestre do Judiciário, o magistrado classificou a medida como “covarde, traiçoeira e atentatória à soberania brasileira”, além de acusar os articuladores da sanção de cometerem “atos de traição à pátria”.
Moraes não citou nomes diretamente, mas dirigiu sua reação a “foragidos que atuam do exterior”, numa clara referência ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), apontado como responsável por mobilizar parlamentares e autoridades americanas para enquadrar o ministro na chamada Lei Magnitsky, dispositivo jurídico usado para punir agentes estrangeiros acusados de corrupção ou abusos de direitos humanos.
“A organização criminosa responsável por essa articulação agiu como milicianos. Tentaram coagir ministros, atacar suas famílias e gerar uma crise entre os Poderes. Mas falharam. O STF e suas instituições são sólidas”, afirmou Moraes.
Ele ainda garantiu que “as sanções serão ignoradas” e que os julgamentos dos núcleos golpistas – incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro – ocorrerão ainda este ano e ao longo de 2025.
O magistrado também acusou os envolvidos de repetir o “modus operandi golpista” de 2022, citando desde os acampamentos em frente aos quartéis até a tentativa de usar pressões internacionais para “gerar instabilidade econômica e política” no Brasil. Moraes denunciou ainda ameaças feitas a autoridades do Legislativo, como os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.
A sessão foi acompanhada por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e terminou com um desagravo de seus pares. O presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, reafirmou a independência da Justiça brasileira e defendeu o devido processo legal nas ações que apuram a tentativa de golpe de 2022.
“A marca do Judiciário brasileiro, do primeiro grau ao STF, é a independência e a imparcialidade. Todos os réus serão julgados com base nas provas”, declarou Barroso.
Também presente, o ministro Gilmar Mendes apontou pressões de big techs como um fator nas sanções, relacionando o episódio com o recente julgamento que responsabiliza plataformas digitais por conteúdos ilícitos. “Este STF não se dobra a lobbies nem a intimidações”, disparou.
Brasil
Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado
Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.
O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.
A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.
Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.
O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.
A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.
Brasil
Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas
Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.
A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.
Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.
O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.
Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.
Brasil
TJBA terá nova inspeção da Corregedoria Nacional em abril
Procedimento vai avaliar setores administrativos, judiciais e cartórios entre os dias 6 e 10

O Tribunal de Justiça da Bahia já tem data definida para passar por uma nova inspeção conduzida pela Corregedoria Nacional de Justiça. A ação ocorrerá entre os dias 6 e 10 de abril, conforme estabelece a Portaria nº 12, assinada pelo ministro Mauro Campbell Marques.
A inspeção abrangerá setores administrativos e judiciais da Corte baiana, além das serventias extrajudiciais, como os cartórios. O objetivo é verificar o funcionamento das atividades, identificar possíveis falhas e promover melhorias na prestação de serviços à população.
Esse tipo de procedimento faz parte das atribuições da Corregedoria, ligada ao Conselho Nacional de Justiça, e tem como foco garantir mais transparência, eficiência e regularidade no Judiciário brasileiro. Durante o período, equipes técnicas irão analisar rotinas internas, produtividade e cumprimento de normas.
A expectativa é que a inspeção contribua para o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo TJBA, fortalecendo a confiança da sociedade no sistema de Justiça. Relatórios com recomendações e eventuais determinações poderão ser emitidos após a conclusão dos trabalhos, orientando ajustes necessários.
A iniciativa reforça o papel fiscalizador do CNJ e evidencia a importância de monitoramento contínuo nos tribunais estaduais, especialmente em um cenário de crescente demanda por celeridade e qualidade nos processos judiciais.
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