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Política

Contratos dos Correios ampliados reforçam vínculo com ex-assessor do presidente da CPI do INSS

Estatal federal firma aditivos de R$ 225 milhões com empresa de transporte aéreo ligada a empresário que atuou como assessor em gabinete de senador da CPI do INSS

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O presidente da CPI Mista do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG) Foto: Wilton Junior

A estatal dos Correios ampliou os contratos com a empresa Total Linhas Aéreas — comandada pelo empresário Paulo Almada, ex-assessor do gabinete de senador Carlos Viana — que preside a CPI do INSS. Entre 2023 e hoje, foram firmados contratos e aditivos totalizando aproximadamente R$ 225 milhões. O crescimento dos valores coincide com a ascensão da empresa no mercado de transporte aéreo de cargas e a mudança da diretoria da estadual atacada em 2024.

O senador Carlos Viana, por sua vez, indicou o nome de Sérgio Kennedy Soares Freitas para ocupar o posto de diretor de Operações da estatal. O direcionamento da liderança da estatal para relações com a empresa sob gestão de Almada foi criticado por especialistas em governança corporativa, que apontam riscos de conflito de interesses, favorecimento indevido e fragilidade nos processos de contratação pública.

Por sua parte, a Total Linhas Aéreas trilhou um crescimento expressivo: os negócios com a estatal saltaram de R$ 148 milhões no período do governo anterior para R$ 225 milhões em período mais recente, indicando expansão da carteira de contratos, sobretudo nas rotas entre São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Florianópolis. A evolução ocorre logo após Almada assumir a presidência da empresa em dezembro de 2023, depois de chefiar a consultoria do grupo por mais de dez anos.

Em entrevista, Almada negou ter sido favorecido pela proximidade com o senador e afirmou não ter ligações na estatal. Já os Correios declararam que os contratos foram obtidos via pregão eletrônico e que não houve promoção externa em favor da empresa. Mesmo assim, a conexão entre nomeações de dirigentes públicos e a ampliação dos contratos suscita uma discussão relevante sobre transparência, governança e integridade nas contratações públicas federais.

Redação Saiba+

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Política

STF coloca sob sigilo investigação sobre filme Dark Horse

Pedido apresentado por Lindbergh Farias envolve Jair Bolsonaro e os deputados Flávio e Eduardo Bolsonaro

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O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou sob sigilo nível 3 o pedido de investigação relacionado ao suposto financiamento do filme Dark Horse pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A medida restringe o acesso às informações do processo enquanto a análise da Corte estiver em andamento.

O caso tem origem em uma notícia-crime apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que solicita a apuração de fatos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os deputados federais Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Segundo o pedido encaminhado ao STF, o parlamentar requer a investigação sobre a suposta participação dos citados em questões relacionadas ao financiamento da produção cinematográfica. O processo, no entanto, segue protegido por sigilo judicial, o que limita a divulgação de detalhes sobre os elementos apresentados à Suprema Corte.

A classificação em sigilo nível 3 impede o acesso público ao conteúdo integral dos autos, permitindo consulta apenas às partes envolvidas e aos órgãos autorizados. Esse tipo de restrição é utilizado em procedimentos que exigem preservação das informações durante a fase inicial de análise.

Até o momento, não há decisão sobre o mérito da notícia-crime, cabendo ao Supremo avaliar os elementos apresentados e definir os próximos passos processuais. O registro do pedido sob sigilo não representa conclusão sobre eventual responsabilidade dos citados, mas integra o procedimento previsto para análise de pedidos dessa natureza.

A tramitação do caso ocorre no âmbito do STF, que deverá decidir se há fundamentos suficientes para determinar a abertura de investigação formal ou adotar outras medidas previstas na legislação.

Redação Saiba+

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Política

Ministros do STF defendem flexibilização de penduricalhos

Proposta prevê exceções para pagamentos de férias e licenças-prêmio adquiridos antes da decisão da Corte

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Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defenderam nesta sexta-feira (26) ajustes na tese que limitou os chamados penduricalhos no Judiciário. A proposta apresentada pelos magistrados prevê flexibilização das regras para determinados pagamentos considerados excepcionais.

Entre as sugestões está a possibilidade de autorizar o pagamento em dinheiro de férias e licenças-prêmio adquiridas por magistrados e membros do Ministério Público antes de maio, período anterior à decisão do STF que estabeleceu novas restrições sobre benefícios remuneratórios.

Segundo os ministros, a alteração busca preservar direitos já incorporados antes da fixação da tese pelo Supremo, evitando impactos sobre situações consolidadas anteriormente. A flexibilização, no entanto, seria restrita a casos específicos e não representaria uma revogação da decisão que limitou os benefícios.

A análise ocorre no âmbito do plenário virtual do STF, onde os ministros avaliam eventuais ajustes na tese aprovada pela Corte. A decisão definitiva deverá ser concluída até a próxima terça-feira (30), data prevista para o encerramento do julgamento virtual.

O debate envolve a regulamentação dos chamados penduricalhos, expressão utilizada para designar verbas adicionais pagas a integrantes do Judiciário e do Ministério Público. A decisão original do Supremo estabeleceu critérios mais rígidos para esses pagamentos, buscando uniformizar o entendimento sobre a legalidade dos benefícios.

Caso a proposta seja aprovada pela maioria dos ministros, algumas verbas anteriores à decisão poderão ser preservadas, mantendo o pagamento de direitos considerados adquiridos antes da mudança de entendimento da Corte.

Redação Saiba+

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Política

PF apreende R$ 240 mil com deputada de Roraima

Operação Testa de Ferro investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio da compra e venda de veículos

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A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de R$ 240 mil em dinheiro vivo na residência da deputada estadual de Roraima Tayla Peres (Republicanos) durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão nesta sexta-feira (26). Parte do montante estava em dólares, segundo informações divulgadas pela investigação.

A ação faz parte da Operação Testa de Ferro, que apura a atuação de um grupo suspeito de praticar lavagem de dinheiro por meio da compra e venda de veículos em Boa Vista, capital de Roraima.

De acordo com a investigação, os policiais federais realizaram diligências para reunir provas relacionadas ao suposto esquema financeiro. Durante as buscas, os agentes localizaram o dinheiro em espécie, que foi apreendido e passará por perícia no decorrer das investigações.

A operação busca identificar a origem dos recursos movimentados pelo grupo investigado, bem como verificar a existência de empresas ou pessoas utilizadas para ocultar ou dissimular valores obtidos de forma ilícita. As autoridades também analisam documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais recolhidos durante as diligências.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre a participação individual dos investigados, ressaltando que o inquérito permanece em andamento. A deputada estadual ainda poderá apresentar sua defesa ao longo da investigação, conforme garantem os princípios do contraditório e da ampla defesa.

A Operação Testa de Ferro integra as ações de combate aos crimes financeiros e à lavagem de dinheiro, buscando desarticular organizações suspeitas de utilizar negócios aparentemente legais para movimentar recursos de origem ilícita.

Redação Saiba+

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