Brasil
Morre Jorge Babu, autor das leis do feriado de São Jorge no Rio
Ex-vereador e ex-deputado estadual tinha 60 anos e era figura influente na Zona Oeste

O ex-vereador e ex-deputado estadual Jorge Luis Hauat, conhecido como Jorge Babu, morreu no domingo, aos 60 anos. Ele foi o autor das leis que instituíram o feriado do Dia de São Jorge tanto no município quanto no estado do Rio de Janeiro, marco que consolidou a data como uma das mais celebradas pela cultura popular fluminense.
Babu, que também foi policial civil, construiu sua trajetória política com forte base eleitoral na Zona Oeste do Rio, onde mantinha atuação próxima às comunidades e lideranças locais. Sua carreira foi marcada pela defesa de pautas ligadas à cultura, à segurança pública e às tradições religiosas.
A causa da morte não foi divulgada, e familiares ainda não informaram detalhes sobre velório e sepultamento. A notícia gerou manifestações de pesar entre apoiadores, lideranças comunitárias e figuras políticas que destacaram sua influência e seu papel na consolidação do feriado de São Jorge como símbolo da identidade carioca.
A morte de Jorge Babu encerra a trajetória de um personagem que deixou marca na política fluminense e no reconhecimento oficial de uma das datas mais emblemáticas do calendário cultural do Rio.
Brasil
STF marca julgamento sobre responsabilidade das big techs
Recursos apresentados por plataformas digitais serão analisados após decisão da Corte sobre publicações de usuários

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o próximo dia 29 o julgamento de nove recursos apresentados por plataformas digitais contra a decisão da Corte que reconheceu a responsabilidade das empresas por conteúdos publicados por usuários na internet.
A análise acontecerá em sessão virtual e deve reunir discussões sobre os limites da atuação das chamadas big techs no Brasil, além das obrigações relacionadas à remoção de conteúdos considerados ilegais ou ofensivos. As empresas questionam a tese fixada pelo STF, que ampliou a responsabilização das plataformas em determinadas situações.
O julgamento ganha ainda mais relevância por ocorrer no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decretos que estabelecem novas regras para atuação das big techs no país. Um dos textos atualiza a regulamentação do Marco Civil da Internet para adequar a legislação à recente decisão do Supremo.
Segundo integrantes do governo, as mudanças buscam ampliar mecanismos de fiscalização e responsabilização das plataformas digitais, principalmente em casos envolvendo disseminação de conteúdos ilícitos, desinformação e violações de direitos na internet.
A discussão envolve gigantes da tecnologia e pode impactar diretamente redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas de compartilhamento de conteúdo utilizadas diariamente por milhões de brasileiros. Especialistas avaliam que a decisão final poderá redefinir regras sobre liberdade de expressão, moderação de conteúdo e responsabilidade digital no ambiente online.
O julgamento no STF é considerado um dos mais importantes para o futuro da regulamentação das plataformas digitais no Brasil, especialmente diante do crescimento dos debates sobre segurança digital e controle de conteúdos nas redes sociais.
Brasil
INSS reforça segurança no consignado
Biometria facial passa a ser obrigatória para aposentados e pensionistas na contratação de empréstimos com desconto em folha

A partir desta terça-feira (19), aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social passam a contar com novas regras para contratação do crédito consignado do INSS, com foco no aumento da segurança digital e no combate às fraudes financeiras. A principal mudança é a obrigatoriedade da validação por biometria facial para liberar novos empréstimos com desconto direto na folha de pagamento.
O procedimento deverá ser realizado por meio do aplicativo ou do portal Meu INSS, garantindo maior controle por parte dos beneficiários durante a contratação do crédito. A medida busca impedir ações fraudulentas e contratações indevidas feitas sem autorização do segurado.
Com a nova exigência, o beneficiário precisará confirmar sua identidade utilizando o reconhecimento facial integrado à base de dados do governo federal. Segundo especialistas do setor, a iniciativa fortalece a proteção dos dados pessoais e reduz significativamente os riscos de golpes envolvendo empréstimos consignados.
Além da biometria facial, o pacote de mudanças inclui mecanismos adicionais de monitoramento e autenticação digital nas operações financeiras ligadas ao INSS. O objetivo é ampliar a transparência e assegurar que apenas o titular do benefício consiga autorizar contratos e movimentações.
O crédito consignado é uma das modalidades mais procuradas por aposentados e pensionistas devido às taxas de juros mais baixas e ao desconto automático das parcelas diretamente no benefício mensal. No entanto, o crescimento de denúncias relacionadas a fraudes e empréstimos não autorizados levou o governo a adotar medidas mais rígidas de controle.
Especialistas recomendam que os segurados mantenham os dados cadastrais atualizados no sistema Meu INSS e acompanhem regularmente o extrato de empréstimos para identificar qualquer movimentação suspeita. Em caso de irregularidades, o beneficiário deve procurar imediatamente os canais oficiais do INSS para solicitar bloqueio e investigação.
A expectativa é que as novas regras tragam mais segurança aos aposentados e pensionistas, fortalecendo a confiança no sistema de crédito consignado e dificultando a atuação de criminosos que utilizam dados de terceiros para contratar empréstimos indevidos.
Brasil
Regra do Senado dificulta indicação de Jorge Messias ao STF
Ato interno da Casa impede nova análise de nome rejeitado ao Supremo Tribunal Federal dentro da mesma sessão legislativa

Um ato da mesa do Senado Federal pode se tornar um obstáculo para uma eventual indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal ainda em 2026. A norma interna da Casa, editada em 2010, estabelece restrições para a reapreciação de nomes rejeitados pelo plenário durante a mesma sessão legislativa.
O texto prevê que autoridades indicadas e posteriormente rejeitadas pelo Senado não poderão ter seus nomes analisados novamente dentro do mesmo ano legislativo. No Congresso Nacional, a sessão legislativa corresponde ao período anual de funcionamento das atividades parlamentares.
O artigo 5º do ato estabelece de forma direta: “É vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal.” A regra passou a ganhar destaque nos bastidores políticos diante das discussões envolvendo possíveis futuras indicações ao STF.
Jorge Messias, que atualmente ocupa o comando da Advocacia-Geral da União, é frequentemente citado entre os nomes com potencial para futuras vagas na Suprema Corte. No entanto, especialistas avaliam que a regra interna do Senado pode limitar qualquer tentativa de reapresentação do nome caso uma eventual indicação seja rejeitada em plenário.
A discussão ocorre em um cenário de intensa movimentação política em torno das futuras composições do Supremo Tribunal Federal. As indicações ao STF possuem grande peso político e jurídico, exigindo aprovação da maioria absoluta dos senadores após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça.
Nos bastidores, parlamentares e analistas políticos acompanham com atenção os desdobramentos da norma, considerada estratégica para evitar sucessivas reapresentações de indicações rejeitadas pelo Senado. O tema também reacende debates sobre os critérios políticos e institucionais envolvidos nas escolhas para a mais alta Corte do país.
A eventual indicação de Jorge Messias segue cercada de expectativas dentro do meio político e jurídico, principalmente diante da importância das futuras nomeações para o equilíbrio institucional e para os rumos do Judiciário brasileiro.
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