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Política

PEC que acaba com reeleição avança e aguarda votação no Senado

Proposta extingue mandatos consecutivos e amplia duração dos cargos para cinco anos, criando um novo calendário eleitoral

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PEC 12/2022, que prevê o fim do instituto da reeleição para prefeitos, governadores e presidentes Crédito: Senado Federal

A proposta não apenas proíbe mandatos consecutivos, como também estabelece a ampliação da duração dos cargos para cinco anos, criando o que parlamentares têm chamado de “supercalendário” eleitoral. A mudança impactaria diretamente a dinâmica das campanhas, a formação de alianças e a estratégia dos partidos em todo o território nacional.

Segundo defensores da PEC, o fim da reeleição reduziria o uso da máquina pública em benefício de candidatos à recondução e promoveria maior alternância de poder. Já a ampliação dos mandatos é vista como forma de garantir mais estabilidade administrativa e tempo para execução de políticas públicas.

A proposta, no entanto, também gera debates intensos entre especialistas e lideranças políticas, que apontam possíveis impactos na governabilidade e na adaptação do sistema eleitoral brasileiro.
Com a matéria pronta para ser apreciada pelo Plenário, a expectativa é de que o tema ganhe ainda mais destaque nas próximas semanas.

Redação Saiba+

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Política

Governo da Bahia abre licitações de R$ 80 milhões para comunicação

Editais preveem contratação de empresas para gestão digital, redes sociais e uso de inteligência artificial

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Licitações devem selecionar cinco empresas no primeiro semestre deste ano para comunicação na Bahia | Bnews - Divulgação Mateus Pereira

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia, abriu duas licitações voltadas à contratação de empresas especializadas em comunicação institucional. Os editais, publicados entre fevereiro e março deste ano, somam R$ 80 milhões em investimentos destinados à modernização das estratégias de comunicação do Estado.

Os contratos contemplam planejamento, desenvolvimento e execução de ações digitais, incluindo a gestão de redes sociais, produção de conteúdo multimídia e monitoramento de campanhas institucionais. Um dos destaques é a previsão do uso de tecnologias inovadoras, como inteligência artificial aplicada à comunicação pública, ampliando o alcance e a eficiência das iniciativas governamentais.

A proposta busca fortalecer a presença digital do Estado, garantindo maior interação com a população e transparência na divulgação de políticas públicas. A iniciativa também acompanha uma tendência nacional de investimento em estratégias digitais integradas e uso de dados para tomada de decisão.

De acordo com os editais, as empresas contratadas deverão atuar de forma estratégica, alinhando comunicação institucional com inovação tecnológica, além de promover campanhas informativas e educativas em diferentes plataformas.

O volume de recursos destinado à área reforça a prioridade do governo em ampliar a comunicação digital e modernizar a relação com os cidadãos, em um cenário cada vez mais conectado e dinâmico.

Redação Saiba+

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Política

Racha no PL pressiona pré-candidatura de Flávio

Michelle Bolsonaro cobra retratação pública após críticas e impõe condição para apoiar projeto presidencial

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Relação conturbada: Flávio chamou Michelle de 'autoritária' após críticas à aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará | Bnews - Divulgação Divulgação

As articulações para a disputa presidencial ganham novos contornos dentro do Partido Liberal (PL), em meio a tensões internas envolvendo nomes de peso da legenda. A possível pré-candidatura de Flávio Bolsonaro enfrenta resistência e condicionantes, inclusive dentro do próprio núcleo bolsonarista.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a exigir uma retratação pública de Flávio como condição essencial para declarar apoio à sua eventual candidatura à Presidência da República. O impasse tem origem em declarações feitas pelo senador em dezembro do ano passado, quando classificou Michelle como “autoritária” e “constrangedora”.

O episódio ocorreu após críticas da ex-primeira-dama à articulação do PL com o ex-ministro Ciro Gomes no Ceará — movimento que gerou desconforto em parte da base conservadora. Desde então, o clima de divisão interna tem dificultado a construção de unidade dentro do partido.

Paralelamente, aliados próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente o deputado Eduardo Bolsonaro, intensificam a pressão para que lideranças influentes, como Nikolas Ferreira, engajem diretamente na campanha de Flávio, buscando ampliar o alcance político e eleitoral do projeto.

Nos bastidores, a avaliação é de que a falta de alinhamento interno pode comprometer a estratégia eleitoral do PL, sobretudo em um cenário onde a construção de alianças e a coesão partidária são fundamentais para garantir competitividade no pleito.

O desdobramento do impasse deve influenciar diretamente os próximos passos da legenda, que tenta equilibrar interesses, lideranças e estratégias para consolidar uma candidatura viável ao Planalto.

Redação Saiba+

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Política

Bastidores da eleição já movimentam alianças

Mesmo antes do início oficial da campanha, pré-candidatos intensificam articulações para ampliar tempo de TV e rádio

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Estimativa aponta impacto direto das coligações no tempo de TV e rádio, com reflexos na largada da campanha | Bnews - Divulgação Deivid Santana e Paulo M. Azevedo

Embora a propaganda eleitoral só tenha início oficial em 28 de agosto, os bastidores da disputa presidencial já estão em plena movimentação. Pré-candidatos ao Palácio do Planalto intensificam negociações políticas com foco na formação de alianças estratégicas, principalmente nos estados, onde se consolidam os palanques regionais.

O principal objetivo dessas articulações é garantir vantagem no horário eleitoral gratuito. Pela legislação vigente, 90% do tempo de propaganda é distribuído de forma proporcional ao tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados, o que torna os partidos com maior representação peças-chave nas negociações.

Os 10% restantes são divididos igualmente entre as legendas que superaram a cláusula de barreira, mecanismo que limita o acesso de partidos menores aos recursos públicos e ao tempo de mídia. Esse modelo reforça a importância de alianças amplas, já que cada segundo no rádio e na televisão pode influenciar diretamente o alcance das campanhas.

Nos estados, a disputa por apoios locais também ganha força. Governadores, prefeitos e lideranças regionais passam a ser alvos prioritários, pois ajudam a estruturar palanques robustos e ampliar a capilaridade eleitoral. Em muitos casos, essas alianças estaduais acabam sendo decisivas para consolidar acordos nacionais.

Analistas políticos avaliam que, mesmo antes do período oficial, a pré-campanha já exerce forte influência no cenário eleitoral, moldando estratégias, definindo discursos e antecipando possíveis composições partidárias. O movimento reforça que, na prática, a corrida eleitoral começa muito antes do calendário oficial.

Redação Saiba+

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