Política
STF mantém cota para candidaturas de pessoas negras
Supremo valida regra que destina 30% dos recursos dos fundos eleitorais a candidatos pretos e pardos e confirma compensação para partidos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a validade da Emenda Constitucional aprovada em 2024 que tornou obrigatória a destinação de 30% dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para candidaturas de pessoas pretas e pardas. Por maioria, os ministros entenderam que a medida constitui uma política legítima de ação afirmativa, compatível com os princípios estabelecidos pela Constituição Federal.
Com a decisão, o STF reafirma a constitucionalidade da norma e reforça o entendimento de que ações voltadas à promoção da igualdade de oportunidades na representação política podem ser adotadas para ampliar a participação de grupos historicamente sub-representados no processo eleitoral.
Os ministros também mantiveram a possibilidade de os partidos políticos compensarem, nas quatro eleições subsequentes, os valores que deixaram de destinar às candidaturas de pessoas negras em pleitos anteriores, sem aplicação imediata de sanções. A medida busca permitir a regularização gradual da distribuição dos recursos previstos na legislação.
Durante o julgamento, a Corte rejeitou os argumentos de que a regra configuraria uma anistia inconstitucional às legendas. O entendimento predominante foi de que o mecanismo de compensação não elimina obrigações dos partidos, mas estabelece uma forma de adequação ao novo modelo de distribuição dos recursos públicos destinados às campanhas eleitorais.
A decisão do Supremo consolida um importante precedente sobre o financiamento eleitoral e as políticas de inclusão na política brasileira, reforçando o papel das ações afirmativas na busca por maior representatividade nos processos democráticos.
Política
Justiça envia ações penais de Binho Galinha à Procuradoria Regional Eleitoral
Quatro processos criminais serão encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral durante análise do registro de candidatura do deputado

A Justiça Eleitoral determinou o envio de cópias de quatro ações penais envolvendo o deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), à Procuradoria Regional Eleitoral (PRE).
A decisão foi tomada pelo desembargador Moacyr Pitta Lima Filho, relator do processo que analisa o registro de candidatura do parlamentar. A medida atende a um pedido apresentado pela própria Procuradoria, que atua no processo de impugnação da candidatura de Binho Galinha.
Processos serão encaminhados em três dias
Conforme a determinação judicial, os processos deverão ser enviados pela Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e Adolescente de Feira de Santana no prazo de três dias.
O encaminhamento dos documentos ocorre durante a análise do registro de candidatura e deverá permitir à Procuradoria Regional Eleitoral examinar os processos mencionados no pedido apresentado à Justiça Eleitoral.
A medida integra o andamento do processo de registro e não representa, por si só, uma decisão definitiva sobre a candidatura. A análise do caso seguirá na Justiça Eleitoral, que deverá considerar os elementos apresentados pelas partes e os documentos que forem incorporados aos autos.
Binho Galinha, que busca a reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), teve sua candidatura questionada pela Procuradoria. A defesa do deputado contesta a impugnação e sustenta argumentos relacionados à presunção de inocência.
Política
Após polêmica na UFBA, Diego Castro e Capitão Alden realizam ‘exorcismo’ contra esquerda em frente à universidade
Mobilização percorreu ruas de Salvador e contou com a participação do deputado federal Capitão Alden

O deputado estadual Diego Castro (PL) realizou, na manhã deste domingo (23), uma carreata em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A mobilização percorreu ruas de Salvador e contou também com a participação do deputado federal Capitão Alden (PL).
O ato ocorreu dias depois da confusão envolvendo Diego Castro e estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), na Faculdade de Comunicação (Facom), no campus de Ondina. O episódio provocou manifestações de estudantes e repercutiu no meio político ao longo dos últimos dias.
Na quinta-feira (20), Diego foi à universidade após afirmar ter recebido denúncias sobre a presença de material de propaganda política em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas dependências da instituição. O parlamentar iniciou a retirada de adesivos e acabou sendo confrontado por estudantes contrários à sua presença. A situação terminou em tumulto e troca de acusações.
Após o episódio, estudantes realizaram manifestações contra o deputado. Diego sustenta que esteve na UFBA para verificar uma denúncia e nega ter ido à instituição com o objetivo de provocar os alunos.
Neste domingo, ao comentar a carreata, o parlamentar afirmou que continuará participando das mobilizações de campanha e relacionou o ato aos acontecimentos dos últimos dias.
“Depois de tudo o que aconteceu nos últimos dias, a nossa resposta é continuar nas ruas, perto das pessoas e defendendo aquilo em que acreditamos. Não vamos recuar diante de intimidação. Salvador mostrou hoje que existe muita gente disposta a defender um projeto de mudança para o Brasil e a caminhar com Flávio Bolsonaro”, afirmou Diego Castro.
A carreata reuniu veículos e apoiadores com bandeiras e materiais da campanha de Flávio Bolsonaro. Diego é um dos parlamentares do PL baiano que têm atuado na defesa da candidatura do senador e na organização de mobilizações no estado.
O deputado federal Capitão Alden também participou do percurso. Aliado de Diego dentro do PL e apoiador de Flávio Bolsonaro, Alden afirmou que a legenda pretende ampliar as ações de rua durante a campanha na Bahia.
“A Bahia precisa mostrar que existe uma oposição firme e organizada. Estamos nas ruas para defender Flávio Bolsonaro e levar nossa mensagem aos baianos. O que aconteceu com Diego na UFBA também mostra que não podemos aceitar que tentem intimidar quem pensa diferente. Vamos continuar fazendo campanha e defendendo nossas convicções”, disse Alden.
A mobilização ocorre no início oficial da campanha eleitoral, período em que o PL busca ampliar a presença de Flávio Bolsonaro na Bahia. O estado tem sido historicamente favorável ao PT nas últimas disputas presidenciais e aparece como um dos principais desafios da candidatura do senador no Nordeste.
Política
MPE aprova candidatura de Lula com foto de chapéu
Órgão eleitoral não identificou irregularidades no uso do acessório e se manifestou pelo deferimento do registro do candidato

O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou favoravelmente ao deferimento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição e concluiu que não há irregularidades na fotografia utilizada no registro eleitoral, na qual o candidato aparece usando um chapéu.
A análise ocorreu após questionamentos relacionados ao acessório presente na imagem oficial da candidatura. Segundo o órgão, o uso do chapéu não caracteriza propaganda eleitoral e também não impede a identificação do candidato.
O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou que não encontrou elementos que justificassem a rejeição da fotografia. Para ele, a utilização do acessório é compatível com as regras eleitorais e não compromete o reconhecimento do candidato pelos eleitores.
Foto foi usada após recomendação médica
Lula passou a utilizar o chapéu após uma recomendação médica relacionada a um procedimento realizado no couro cabeludo, conforme informado no processo. O candidato passou por cirurgia para retirada de uma lesão de câncer de pele em abril deste ano.
Na avaliação do Ministério Público Eleitoral, a presença do chapéu na fotografia atende às circunstâncias apresentadas e não configura uma tentativa de dificultar a identificação do candidato.
O parecer também destacou o princípio do pluralismo político, considerado relevante na aplicação das normas eleitorais. A manifestação agora integra a análise do registro de candidatura, que será submetido à decisão da Justiça Eleitoral.
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