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Política

Fraude no INSS liga associação a empresário da saúde

Investigação da PF aponta que a Ambec, responsável por R$ 231 milhões em descontos irregulares, seria controlada por aliados de Mauricio Camisotti; ministro promete ir “às últimas consequências”

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Wolney Queiroz (PDT-PE), no plenário da Câmara, onde exerceu cinco mandatos como deputado federal (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec) está no centro de um escândalo bilionário envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A entidade é investigada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) por suposto envolvimento com um esquema de fraude associado ao empresário do setor de saúde Mauricio Camisotti.

Em 2024, a Ambec foi responsável por R$ 231,3 milhões em descontos aplicados a beneficiários do INSS, o que corresponde a 8,8% de todos os valores retidos por associações no país. A associação nega irregularidades e afirma que também foi vítima de fraude, alegando que a captação dos associados foi feita por empresas terceirizadas.

Segundo o inquérito que deu origem à Operação Sem Desconto, a Ambec seria controlada por “laranjas” ligados ao grupo THG (Total Health Group), comandado por Camisotti. A associação, que em dezembro de 2021 tinha apenas três associados, chegou a mais de 600 mil filiados em dezembro de 2023. O crescimento explosivo levantou suspeitas.

Ex-dirigentes da Ambec têm ligações diretas com Camisotti, como Maria Inês Batista de Almeida, ex-auxiliar de dentista de empresas do grupo THG, e Ademir Fratic Bacic, seu sobrinho. A associação também teria movimentado milhões de reais com empresas do grupo, incluindo a Prevident e a Benfix, especializada em gestão de benefícios.

A Prevident, por exemplo, recebeu R$ 16,3 milhões da Ambec entre agosto de 2023 e abril de 2024, e repassou parte dos valores à Brasília Consultoria Empresarial e à Prospect, empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”. Ele é apontado como lobista e articulador do esquema junto a servidores públicos para liberar os descontos.

Segundo a investigação, as movimentações financeiras entre associações e empresas do grupo indicam práticas de lavagem de dinheiro. A PF aponta que a Benfix funcionava como operadora financeira das associações, criando um rastro propositalmente confuso para dificultar a identificação da origem dos recursos.

Além da Ambec, outras duas associações — a Unsbras e o Cebap — também estão na mira da PF. Juntas, as três entidades somaram R$ 456,5 milhões em descontos em 2024, ultrapassando até mesmo a Contag, historicamente a associação com maior volume de descontos.

Diante da repercussão, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou no Senado que irá “às últimas consequências” para responsabilizar os envolvidos. Segundo ele, “as fraudes não começaram neste governo, mas terminaram neste governo”, referindo-se à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Ambec afirma que adota medidas de ressarcimento em dobro nos casos comprovados de descontos indevidos e que suspendeu novas afiliações desde abril de 2024 até concluir a adequação às novas normas do INSS e da Dataprev, que exigem validação biométrica.

O escândalo também trouxe à tona o nome de Camisotti, já citado na CPI da Covid, por envolvimento com a empresa Precisa Medicamentos, suspeita de superfaturar vacinas. Em 2021, ele teria repassado R$ 18 milhões para facilitar a negociação da vacina Covaxin com o governo federal.

A megaoperação da PF e CGU apura um total de R$ 6,3 bilhões em descontos não autorizados entre 2019 e 2024. O governo determinou a suspensão temporária de todos os acordos de desconto em folha, até que o sistema seja reestruturado para garantir a segurança dos aposentados.

Redação Saiba+

Política

Hugo Motta nega disputa por protagonismo com governo Lula

Presidente da Câmara afirma que debate sobre o fim da escala 6×1 não envolve rivalidade política

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Motta enviou PEC para a CCJ e desafiou urgência constitucional proposta pelo Planalto para tratar do fim da escala 6x1 | Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), afirmou nesta quinta-feira (26) que não existe qualquer “briga de ego” entre o Legislativo e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao debate sobre o fim da escala 6×1. A declaração ocorre em meio ao avanço das discussões sobre mudanças na jornada de trabalho, tema que mobiliza parlamentares, centrais sindicais e setores empresariais.

Segundo Motta, a Câmara tem atuado de forma institucional e responsável, buscando construir um texto equilibrado e que considere os impactos econômicos e sociais da proposta. Ele destacou que o diálogo com o Executivo permanece aberto e que não há disputa por protagonismo, mas sim a intenção de garantir segurança jurídica e previsibilidade para trabalhadores e empregadores.

O presidente da Câmara também reforçou que o tema exige maturidade política e análise técnica, já que envolve mudanças estruturais nas relações de trabalho. Motta afirmou que o Parlamento seguirá conduzindo o debate com transparência e ouvindo todos os setores envolvidos.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 deve continuar nas próximas semanas, com expectativa de novas audiências e articulações entre líderes partidários.

Redação Saiba+

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Política

Margareth Menezes defende Lei Rouanet e lança programa para interiorizar recursos

Ministra rebate críticas e anuncia iniciativa que amplia acesso de produtores culturais do interior à principal lei de incentivo do país

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Durante o lançamento do programa 'Rouanet no Interior', Margareth Menezes se defendeu das acusações sobre o uso da lei | Bnews - Divulgação Devid Santana

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, se posicionou nesta quinta-feira (26) sobre as críticas envolvendo o uso da Lei Rouanet em apresentações artísticas. A manifestação ocorreu durante o lançamento do programa “Rouanet no Interior”, em Salvador, iniciativa que busca ampliar o acesso de produtores culturais de cidades do interior aos recursos de incentivo federal.

Durante o evento, Margareth destacou que a Lei Rouanet é um dos principais instrumentos de fomento à cultura no Brasil e que tem sido alvo de interpretações equivocadas. Segundo ela, o mecanismo é fundamental para garantir a circulação de espetáculos, a formação de público e a sustentabilidade econômica de artistas e grupos culturais.

A ministra ressaltou que o novo programa tem como objetivo descentralizar investimentos, permitindo que municípios fora dos grandes centros também tenham condições de desenvolver projetos culturais. A proposta inclui ações de capacitação, orientação técnica e apoio à elaboração de projetos, fortalecendo a cadeia produtiva da cultura no interior do país.

Margareth também enfatizou que o Ministério da Cultura vem adotando medidas para aperfeiçoar a transparência e a fiscalização dos projetos aprovados, assegurando que os recursos sejam aplicados de forma responsável e com impacto social.

O lançamento do “Rouanet no Interior” marca mais um passo na estratégia do governo federal de democratizar o acesso às políticas culturais e reduzir desigualdades regionais no setor.

Redação Saiba+

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Política

Jerônimo diz que chapa governista ainda não está definida

Governador afirma que composição eleitoral será fechada até março e que conversas continuam em andamento

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Jerônimo afirmou que o time ainda está sendo montado e que tudo deve ficar pronto até março | Bnews - Divulgação BNEWS

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quinta-feira (26) que a chapa governista para as eleições deste ano ainda não está definida. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio A TARDE FM, onde o chefe do Executivo destacou que o grupo político segue em fase de construção e alinhamento interno.

Segundo Jerônimo, as articulações envolvem partidos aliados, lideranças regionais e representantes de diferentes setores da base. Ele reforçou que o processo está sendo conduzido com cautela e diálogo, e que a expectativa é de que tudo esteja concluído até março, prazo considerado estratégico para o planejamento eleitoral.

O governador também ressaltou que a definição da chapa deve refletir equilíbrio político, representatividade e compromisso com o projeto de continuidade da gestão estadual. Nos bastidores, nomes cotados seguem sendo avaliados, mas Jerônimo evitou antecipar decisões ou confirmar indicações.

A indefinição mantém o cenário aberto dentro da base governista, que trabalha para consolidar alianças e fortalecer a estratégia para o pleito deste ano.

Redação Saiba+

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