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Parentes de ministros do STF atuam em disputa bilionária

Litígio envolvendo mais de R$ 3 bilhões mobiliza familiares de Gilmar Mendes, Moraes, Zanin e Kassio como advogados das partes; caso pode gerar impedimentos no STF

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Ministro do STF / Divulgação

Uma complexa disputa bilionária entre o Grupo Petrópolis e investidores privados tem revelado uma forte presença de parentes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) como advogados de diferentes lados da causa. O imbróglio jurídico, que envolve créditos superiores a R$ 3,3 bilhões e a recuperação judicial da empresa Imcopa, em trâmite desde 2013, pode chegar à cúpula do Judiciário e acionar uma série de impedimentos legais por vínculos familiares.

A batalha judicial teve início em 2019, após a prisão de Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis — fabricante das cervejas Itaipava e Petra — durante a Operação Lava Jato. Ele acusa os sócios Renato Mazzucchelli e Ruy del Gaiso de se apropriarem indevidamente de investimentos em nome da Imcopa enquanto estava detido, alegando “golpe societário”. Já os empresários negam a acusação e sustentam que Faria tinha ciência e aprovou o modelo da operação, renunciando por escrito a qualquer direito de reaver os recursos antes de 2025.

O embate se desdobrou em diferentes esferas do Judiciário: Justiça Federal no DF, Justiça Estadual no Paraná e STJ. Um dos pontos centrais do conflito gira em torno da definição de qual instância tem competência sobre a causa. Em decisões recentes, o STJ tem anulado determinações paranaenses, reafirmando o papel da Justiça Federal.

O caso ganhou notoriedade após revelações de que familiares diretos de ministros do STF estão atuando como advogados das partes, o que pode tornar a análise da matéria no Supremo juridicamente sensível.

Entre os nomes envolvidos, estão:

  • Laura Schertel Ferreira Mendes, filha de Gilmar Mendes, que chegou a integrar a equipe de defesa do Grupo Petrópolis em 2023.
  • Maria da Conceição Sabo Mendes e Pedro Anísio Sabo Mendes, filhos do juiz Italo Mendes, primo de Gilmar, que seguem atuando na mesma defesa.
  • Maria Carolina Feitosa Tarelho, enteada de Gilmar, também já advogou para o grupo.
  • Guiomar Mendes, esposa de Gilmar, e Daniele, sua filha, atuam no polo oposto, representando a empresa Crowned, ligada aos ex-sócios de Faria.
  • Valeska Zanin Martins, esposa de Cristiano Zanin, também compõe a banca de defesa da Crowned.
  • Karine Nunes Marques, irmã de Kassio Nunes Marques, e Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, atuam na defesa do Grupo Petrópolis.
  • Luis Felipe Salomão Filho, filho do ministro do STJ Luis Felipe Salomão, também representa interesses da empresa de Faria.

A potencial ida do caso ao STF levanta dúvidas sobre a imparcialidade e a necessidade de impedimentos de ministros, devido à atuação de seus parentes nos processos. A legislação brasileira prevê que juízes não podem julgar ações nas quais cônjuges ou parentes atuem profissionalmente.

Procurados pela imprensa, os ministros do STF e do STJ não se manifestaram. Já os familiares advogados alegam que suas participações são anteriores à escalada do conflito e que não há interferência institucional em suas atividades.

O Grupo Petrópolis, em nota, afirmou que todas as contratações foram feitas com base em critérios técnicos e anteriores ao litígio em curso. Já a R2C Holdings, dos investidores Mazzucchelli e del Gaiso, destacou o “notável saber jurídico” dos profissionais envolvidos na disputa judicial.

Com o caso ainda pendente de julgamentos definitivos e diante da possibilidade de escalar para o STF, a combinação de interesses empresariais e vínculos familiares com a cúpula do Judiciário promete acirrar ainda mais os debates sobre transparência, ética e limites de atuação profissional no entorno da mais alta Corte do país.

Redação Saiba+

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Justiça libera obra de prédio de luxo em SP

Decisão liminar autoriza retomada da construção e venda de apartamentos após três anos de embargo no Itaim Bibi

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A Justiça de São Paulo concedeu uma decisão liminar que autoriza a retomada das obras e a comercialização de apartamentos do edifício de alto padrão St. Barths, localizado no bairro do Itaim Bibi, na capital paulista. A medida encerra, de forma provisória, um embargo que perdurava há cerca de três anos.

O empreendimento, desenvolvido pela incorporadora São José, havia sido embargado em fevereiro de 2023 após fiscalização identificar a ausência de alvará de construção. Na ocasião, também foi aplicada uma multa administrativa de R$ 2,5 milhões, em razão das irregularidades apontadas durante o processo.

Com a nova decisão judicial, a obra poderá ser retomada enquanto o mérito da ação segue em análise, permitindo também a continuidade da comercialização das unidades residenciais do edifício.

O St. Barths é um empreendimento de alto padrão situado na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, uma das áreas mais valorizadas do Itaim Bibi. O projeto prevê 23 pavimentos e 20 apartamentos, com metragens que variam entre 382 m² e 739 m², além de opções com cinco a oito vagas de garagem, voltadas ao mercado imobiliário de luxo.

A decisão tem caráter provisório e poderá ser reavaliada ao longo da tramitação do processo judicial, conforme o andamento das análises sobre a regularização do empreendimento. O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades competentes e pelas partes envolvidas.

A retomada da obra reacende o debate sobre licenciamento urbano, fiscalização de grandes empreendimentos e segurança jurídica no setor da construção civil. Enquanto o processo segue em curso, o edifício poderá avançar em sua execução e comercialização conforme os termos estabelecidos pela decisão liminar.

Redação Saiba+

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Fabi Diniz faz história no Ministério Público

Professora e advogada se torna a primeira mulher trans a assumir o cargo de promotora de Justiça no Ministério Público brasileiro

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A professora e advogada Fabi Diniz de Queiroz Pilate entrou para a história ao tomar posse, na última sexta-feira (31), como promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). Ela se tornou a primeira mulher trans a assumir o cargo de promotora de Justiça no Ministério Público brasileiro, marco considerado histórico para a representatividade e a diversidade nas instituições públicas.

A cerimônia de posse foi realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, no bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus, reunindo membros da instituição, autoridades e convidados para oficializar a entrada dos novos integrantes da carreira ministerial.

Além de Fabi Diniz, outros quatro candidatos aprovados no concurso público também foram empossados como promotores de Justiça durante a solenidade. A posse marca o início da atuação dos novos membros do Ministério Público do Amazonas, responsáveis por exercer funções ligadas à defesa da ordem jurídica, dos direitos da sociedade e do interesse público.

A chegada de Fabi ao Ministério Público representa um importante avanço em relação à inclusão e à diversidade no serviço público. Sua trajetória simboliza a ampliação da representatividade em espaços de decisão e reforça a importância da igualdade de oportunidades no acesso às carreiras jurídicas.

O momento foi celebrado por diferentes setores da sociedade como um passo significativo para o fortalecimento da diversidade nas instituições brasileiras. A posse de Fabi Diniz evidencia o reconhecimento do mérito por meio do concurso público e reafirma o compromisso com uma administração pública cada vez mais plural e representativa.

Redação Saiba+

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Ações do Santander Brasil disparam após oferta

Banco espanhol anuncia proposta para adquirir participação restante da subsidiária brasileira e impulsiona papéis no mercado

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As ações do Santander Brasil (SANB11) registraram forte valorização nesta sexta-feira, avançando mais de 13% após o grupo espanhol anunciar uma proposta para adquirir a participação de aproximadamente 10% da subsidiária brasileira que ainda permanece em circulação no mercado. O movimento foi recebido de forma positiva pelos investidores e refletiu imediatamente no desempenho dos papéis.

Segundo o comunicado da instituição financeira, o Santander pretende investir até 1,9 bilhão de euros na operação, reforçando sua posição como controlador da unidade brasileira. Apesar da iniciativa, o banco destacou que a oferta não tem como objetivo promover o fechamento de capital do Santander Brasil, mantendo a estrutura operacional da instituição no país.

A operação, no entanto, poderá provocar mudanças na negociação internacional dos ativos. Dependendo da adesão dos acionistas à oferta, os papéis do Santander Brasil poderão deixar de ser negociados na Bolsa de Valores de Nova York, enquanto a instituição continuará avaliando os desdobramentos da proposta.

A reação positiva do mercado também foi impulsionada pelo prêmio oferecido aos investidores. A proposta representa um valor cerca de 15% superior ao preço de referência das ações, tornando a oferta mais atrativa para os acionistas e fortalecendo a confiança do mercado na estratégia do grupo espanhol.

Analistas avaliam que a iniciativa faz parte da estratégia do Santander de ampliar sua participação na operação brasileira, considerada uma das mais relevantes para os resultados globais da instituição. O desempenho das ações nesta sexta-feira reforça a expectativa dos investidores em relação aos próximos passos da operação e ao impacto da proposta sobre o mercado financeiro.

Redação Saiba+

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