Política
PT paga R$ 2 milhões de dívida com marqueteiro preso na Lava Jato
Partido pagou a João Santana, preso por lavagem de dinheiro em campanhas petistas; valor é referente à campanha de Dilma em 2014

O Partido dos Trabalhadores (PT) encerrou, após 11 anos, uma disputa judicial envolvendo o marqueteiro João Santana e sua sócia e esposa, Mônica Moura, ambos presos e condenados na Operação Lava Jato por crimes de lavagem de dinheiro e caixa dois. O pagamento de R$ 2,3 milhões foi realizado em maio deste ano e refere-se à campanha de reeleição da então presidente Dilma Rousseff, em 2014.
O valor quitado foi depositado em parcela única para a Polis Propaganda e Marketing, empresa do casal, e está registrado na prestação de contas do diretório nacional do PT. A quitação foi homologada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, colocando fim a um processo que se arrastava desde 2018.
A dívida original, que superava os R$ 9 milhões, foi reduzida por meio de um acordo extrajudicial firmado em abril de 2024. Após negociações, o valor foi reduzido para R$ 4 milhões, dos quais R$ 2,7 milhões ainda estavam pendentes. Com o pagamento inicial de R$ 2,3 milhões, restaram cinco parcelas mensais para liquidar o restante.
João Santana foi um dos principais nomes por trás das campanhas vitoriosas de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014). Preso em 2016 na 23ª fase da Lava Jato, o casal firmou delação premiada, devolveu cerca de R$ 80 milhões aos cofres públicos, e cumpriu pena com tornozeleira eletrônica e prestação de serviços comunitários.
Mesmo com as duas sentenças anuladas posteriormente por instâncias superiores — que entenderam que os processos deveriam ter tramitado na Justiça Eleitoral —, os efeitos políticos e simbólicos do caso continuam impactando o debate público.
Em nota, o PT alegou que “todos os pagamentos foram devidamente declarados” e que “a Justiça do DF arquivou a demanda por restar satisfeita a obrigação”. Já Santana e Moura não comentaram o assunto.
O caso ressurge justamente em um momento em que o partido volta a criticar ações de delação e a Operação Lava Jato, mesmo tendo fechado acordo com personagens centrais da investigação. Curiosamente, há três anos, Santana foi o responsável pela campanha de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República.
Política
TCE-RJ oficializa perda do cargo de Domingos Brazão
Decisão cumpre determinação definitiva do STF e declara vaga a cadeira de conselheiro com efeitos retroativos

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) oficializou, nesta quarta-feira (15), a perda do cargo do conselheiro Domingos Brazão, em cumprimento à decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato foi assinado pelo presidente da Corte de Contas, Marcio Pacheco, e publicado no Diário Oficial.
A medida declara a vacância do cargo com efeitos retroativos ao dia 9 de julho, data em que o TCE-RJ recebeu a comunicação oficial do STF informando o trânsito em julgado da condenação na Ação Penal nº 2434. Com a formalização, o tribunal passa a reconhecer oficialmente a desocupação da cadeira ocupada por Brazão.
A decisão representa o cumprimento de uma determinação judicial definitiva, encerrando a permanência do ex-conselheiro no quadro da Corte de Contas fluminense. A partir da publicação do ato administrativo, o cargo fica oficialmente vago, abrindo caminho para os procedimentos legais que deverão definir a futura ocupação da vaga.
A publicação no Diário Oficial reforça o caráter obrigatório do cumprimento das decisões do Supremo Tribunal Federal, consolidando os efeitos administrativos decorrentes do julgamento. O caso também destaca a atuação integrada entre as instituições responsáveis pelo controle e pela execução das determinações judiciais.
Com a vacância oficializada, os próximos passos relacionados ao preenchimento da cadeira deverão seguir os trâmites previstos na legislação e nas normas que regem o funcionamento do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
Política
Valdemar cita Tiririca ao defender emendas
Presidente do PL afirma que deputado destinou recursos para saúde e municípios com maior necessidade durante período em que integrava o partido

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, utilizou o deputado federal Tiririca como exemplo para defender a destinação de emendas parlamentares em meio às discussões sobre o bloqueio de R$ 119 milhões das contas da legenda.
Ao justificar a distribuição dos recursos, Valdemar afirmou que o parlamentar, antes de deixar o PL para se filiar ao PSD em 2025, buscou orientação sobre a aplicação das verbas parlamentares. Segundo o dirigente, a recomendação foi direcionar os recursos para municípios que enfrentavam dificuldades e necessitavam de investimentos.
“Segura para a gente pôr nas nossas cidades que não têm quem ajude e precisam de recurso”, declarou Valdemar ao relatar a conversa com Tiririca. De acordo com ele, as emendas apresentadas pelo deputado foram destinadas principalmente para a área da saúde, incluindo repasses para Santas Casas e outras iniciativas consideradas prioritárias.
A declaração ocorre em um momento de forte debate sobre a execução das emendas parlamentares e o controle dos recursos públicos. O bloqueio de R$ 119 milhões das contas do PL intensificou as discussões sobre os critérios adotados na distribuição das verbas e a necessidade de maior transparência na aplicação dos recursos destinados aos municípios.
O episódio reforça o cenário de atenção em torno da gestão das emendas parlamentares, tema que segue no centro das discussões políticas e institucionais, especialmente diante das recentes decisões envolvendo a fiscalização da execução orçamentária.
Política
Lula registra alta na aprovação, aponta Quaest
Levantamento mostra que avaliação positiva do governo supera a desaprovação pela primeira vez desde dezembro de 2024

A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), indica uma melhora na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o levantamento, 48% dos brasileiros aprovam a gestão federal, enquanto 47% desaprovam, marcando a primeira vez desde dezembro de 2024 que o índice de aprovação supera o de desaprovação.
Os dados revelam uma evolução gradual da percepção da população nos últimos meses. Em junho, o governo registrava 47% de aprovação, enquanto em maio o percentual era de 46%, diante de 49% de desaprovação. Já em julho do ano passado, a rejeição ao governo atingia 53%, demonstrando uma redução consistente desse indicador ao longo do último ano.
Outro dado apresentado pela pesquisa aponta que 5% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder quando questionados sobre a aprovação da administração federal.
Sul e Sudeste impulsionam melhora na avaliação
Segundo o levantamento, a recuperação da aprovação foi impulsionada principalmente pelas regiões Sul e Sudeste, onde houve queda nos índices de desaprovação.
No Sul, a desaprovação passou de 63% em junho para 58% na pesquisa mais recente. Já no Sudeste, a taxa caiu para 50%, após ter alcançado 58% em levantamento anterior, indicando uma melhora na percepção do governo entre os eleitores dessas regiões.
Os números reforçam uma tendência de recuperação gradual da imagem da administração federal, embora o cenário continue mostrando um país dividido, com aprovação e desaprovação em níveis bastante próximos.
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