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Brasil

Ricardo Pessoa voltou aos holofotes após Operação Lava Jato

Empresário baiano ganhou destaque no setor da construção civil antes de se tornar um dos principais investigados nas apurações sobre contratos da Petrobras

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O engenheiro civil e empresário baiano Ricardo Pessoa consolidou sua posição entre os maiores empreiteiros do país após adquirir, em agosto de 2010, a construtora Constran, empresa que anteriormente pertencia ao empresário Olacyr de Moraes, conhecido no setor do agronegócio como o “rei da soja”. A negociação fortaleceu a atuação do grupo no mercado nacional de infraestrutura e grandes obras.

Quatro anos depois, no entanto, o nome de Ricardo Pessoa passou a ocupar espaço de destaque nas investigações da Operação Lava Jato, tornando-se um dos personagens centrais das apurações envolvendo contratos da Petrobras. O empresário foi apontado pelos investigadores como suposto líder do chamado “clube das empreiteiras”, grupo acusado de fraudar licitações e contratos bilionários da estatal.

As investigações também apontaram a existência de um esquema de pagamento de propinas a agentes públicos, políticos e executivos ligados à Petrobras, em troca de favorecimento em contratos de obras e serviços. As denúncias deram origem a uma série de processos judiciais que tiveram ampla repercussão no cenário político e empresarial brasileiro.

O caso marcou um dos capítulos mais emblemáticos da Lava Jato, provocando mudanças no setor da construção pesada e ampliando o debate sobre mecanismos de fiscalização, governança corporativa e combate à corrupção em contratos públicos.

A trajetória de Ricardo Pessoa passou a simbolizar a transformação de um dos principais nomes da engenharia nacional em figura recorrente nas investigações que impactaram empresas, agentes públicos e o ambiente político do país, tornando-se um dos casos mais conhecidos da história recente da justiça brasileira.

Redação Saiba+

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Brasil

Justiça manda soltar investigados da Operação Exchange

Decisão revoga prisão de sete pessoas, enquanto três investigados passam a responder com prisão preventiva em investigação sobre lavagem de dinheiro

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A Justiça Federal determinou a soltura de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa na semana passada durante a Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro. A investigada também havia sido incluída na lista de sanções do governo dos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além de Stella, a decisão judicial também revogou a prisão das outras seis pessoas detidas no âmbito da operação. A medida representa uma mudança no andamento das investigações, que seguem em curso para apurar a atuação dos suspeitos e o funcionamento do suposto esquema financeiro investigado pelas autoridades.

Ao mesmo tempo, a Justiça decretou a prisão preventiva de três investigados que foram localizados: Victor Henrique de Oliveira Shimada, Amauri Henrique de Oliveira e Ygor Fokin Saviolli. As novas medidas cautelares foram determinadas no decorrer do processo conduzido pela Justiça Federal.

No caso de Ygor Fokin Saviolli, a decisão chama atenção pelo fato de ele constar como não localizado pela Justiça brasileira, embora tenha sido preso nos Estados Unidos em janeiro, conforme informações constantes nos autos da investigação.

A Operação Exchange continua em andamento e busca esclarecer a suposta atuação de um grupo investigado por movimentações financeiras ilícitas. As autoridades seguem reunindo elementos para definir a responsabilidade individual dos envolvidos, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência durante o andamento das investigações.

Redação Saiba+

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PF apreende relógios de luxo e dinheiro com policial civil

Inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro é investigado por suspeita de integrar esquema de lavagem de dinheiro ligado a postos de combustíveis

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Um inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na última terça-feira (7), durante o cumprimento de mandados relacionados a uma investigação sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro. Na ação, foram apreendidos relógios de luxo, joias, dinheiro em reais e dólares, além de veículos encontrados na residência do servidor.

O policial, identificado como Pablo Jukiá Felix Ferreira, recebe aproximadamente R$ 9,6 mil líquidos por mês, conforme informações divulgadas sobre o caso. O patrimônio localizado durante a operação chamou a atenção dos investigadores e passará por perícia e análise no decorrer das investigações.

Segundo a apuração, o inspetor é investigado por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro que teria sido estruturado por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A investigação busca identificar a origem dos recursos e o possível envolvimento de outros participantes.

Durante a operação, agentes da Polícia Federal recolheram bens considerados relevantes para a investigação, incluindo itens de alto valor e quantias em moeda nacional e estrangeira. O material apreendido poderá subsidiar as próximas etapas do inquérito.

As investigações seguem em andamento e têm como objetivo esclarecer a extensão do suposto esquema financeiro, além de apurar a eventual responsabilidade dos investigados. Até a conclusão do processo, os fatos permanecem sob análise das autoridades competentes, respeitando-se o devido processo legal.

Redação Saiba+

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Gigantes globais pedem que EUA retirem tarifa contra o Brasil

Empresas como Coca-Cola, Nestlé, Tesla, Siemens, Faber-Castell e eBay defendem a manutenção do comércio sem nova taxação sobre produtos brasileiros

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Grandes multinacionais se manifestaram junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) contra a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Empresas como Coca-Cola, Nestlé, Tesla, Faber-Castell, eBay e Siemens enviaram comentários ao órgão norte-americano solicitando que a medida não seja implementada.

As manifestações foram apresentadas durante o período de consulta pública aberto no âmbito da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, mecanismo utilizado para analisar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos.

Segundo a apuração conduzida pelo USTR, o Brasil teria adotado práticas classificadas como discriminatórias em relação ao comércio com empresas dos Estados Unidos. Com base nessa conclusão, o órgão recomendou a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, medida que ainda depende das etapas previstas no processo administrativo.

As empresas que se posicionaram contra a proposta argumentam que a elevação das tarifas pode aumentar custos, comprometer cadeias globais de suprimentos e afetar relações comerciais consolidadas entre os dois países. Para as multinacionais, a manutenção de um ambiente de comércio estável é fundamental para preservar investimentos e garantir competitividade.

Caso a tarifa seja implementada, diversos setores da economia brasileira poderão ser impactados, especialmente aqueles com forte presença nas exportações para o mercado norte-americano. A discussão ocorre em um momento de grande atenção às relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, com reflexos potenciais para empresas, consumidores e investidores.

O processo segue em análise pelas autoridades norte-americanas, que deverão avaliar as contribuições apresentadas antes de uma decisão definitiva sobre a adoção ou não da nova tarifa.

Redação Saiba+

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