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Política

TRE-BA mantém multa contra influenciadora por propaganda antecipada

Justiça Eleitoral confirma condenação de R$ 5 mil após publicação de vídeo com acusações contra deputada e familiares nas redes sociais

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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) manteve a condenação e a multa de R$ 5 mil aplicada à influenciadora Yennefer Ferreira Delfino por propaganda eleitoral antecipada negativa. A decisão confirma o entendimento da Justiça Eleitoral sobre a divulgação de conteúdo nas redes sociais envolvendo agentes políticos antes do período permitido pela legislação.

A influenciadora, que se apresentava como porta-voz de um grupo de “hackativistas anônimos”, publicou um vídeo acusando a deputada estadual Ludmilla Fiscina (PSD), o ex-prefeito de Alagoinhas Joaquim Neto e outros familiares de integrarem um suposto esquema criminoso milionário no estado.

A decisão foi assinada pelo desembargador eleitoral Isaías Vinícius de Castro Simões, ao analisar um recurso apresentado pela Procuradoria Regional Eleitoral. O órgão apontou a existência de um erro técnico relacionado à numeração dos arquivos do processo.

Após a análise do recurso, o magistrado corrigiu a inconsistência processual identificada, mas concluiu que não havia fundamento para alterar a decisão anteriormente proferida, mantendo integralmente a condenação e a penalidade financeira aplicada à influenciadora.

Com a decisão, permanece válida a punição por propaganda eleitoral antecipada negativa, reforçando o entendimento da Justiça Eleitoral sobre os limites da divulgação de conteúdos envolvendo possíveis candidatos e agentes públicos fora do período oficial de campanha.

Redação Saiba+

Política

Prisão de Canella reacende disputa ao Senado no Rio

Cenário político é reavaliado após prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, e Felipe Curi surge como nome cotado para a chapa de Flávio Bolsonaro

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A prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), autuado em flagrante pela Polícia Federal por posse ilegal de um fuzil, provocou uma reconfiguração nas articulações para a disputa ao Senado nas eleições de 2026 no Rio de Janeiro. O episódio reacendeu as conversas entre lideranças partidárias sobre a composição da chapa encabeçada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nos bastidores, o nome que ganhou força para ocupar a vaga ao Senado é o do ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi (PP). Integrantes do União Brasil e do PL avaliam que o ex-gestor reúne características consideradas estratégicas para a disputa, especialmente pelo histórico na área de segurança pública e pela boa interlocução entre os partidos que integram a aliança.

Apesar do avanço das articulações, uma eventual candidatura de Felipe Curi enfrenta resistência dentro do Progressistas (PP). Dirigentes da legenda consideram o ex-secretário um dos principais nomes para impulsionar a votação do partido na eleição para a Câmara dos Deputados, fator que poderia ser comprometido caso ele migre para a disputa ao Senado.

A possível mudança obrigaria o PP a revisar sua estratégia eleitoral para 2026, especialmente no planejamento voltado à ampliação da bancada federal. Enquanto isso, as negociações seguem em andamento e devem evoluir conforme o cenário político se desenha nos próximos meses.

O caso evidencia como decisões judiciais e mudanças no quadro político podem influenciar diretamente as articulações eleitorais, alterando estratégias partidárias e abrindo espaço para novos nomes nas principais disputas do próximo pleito.

Redação Saiba+

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Mundo

Escalada no Oriente Médio acende alerta para economia

Especialista avalia que tensão geopolítica amplia riscos para combustíveis, inflação e juros, mas cenário ainda depende da evolução do conflito

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A recente escalada das tensões no Oriente Médio voltou a chamar a atenção dos mercados internacionais e acendeu um sinal de alerta para os impactos sobre a economia global. Apesar da preocupação, especialistas avaliam que o novo cenário não altera imediatamente as perspectivas para combustíveis, inflação e juros no Brasil, embora aumente os riscos que precisam ser acompanhados.

Antes da retomada das tensões, a combinação de queda nos preços do petróleo, redução das incertezas geopolíticas e possibilidade de retirada gradual de subsídios vinha contribuindo para diminuir a pressão sobre os preços dos combustíveis, refletindo positivamente nas expectativas para a inflação e na curva de juros brasileira.

Segundo Sérgio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia e ex-chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto do Banco Central, o anúncio do fim do cessar-fogo com o Irã, feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a consequente intensificação do conflito na região não significam, por si só, uma reversão do cenário econômico observado nas últimas semanas.

O especialista ressalta, no entanto, que o agravamento da situação geopolítica pode provocar volatilidade no mercado internacional, especialmente no setor de energia, caso haja impactos relevantes sobre a oferta de petróleo ou sobre as rotas comerciais estratégicas.

A expectativa dos agentes econômicos permanece voltada para os próximos desdobramentos da crise no Oriente Médio, que poderão influenciar o comportamento das commodities, da inflação e das decisões de política monetária nos principais mercados, incluindo o Brasil.

Redação Saiba+

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Política

Governo adia debate sobre tributação de investimentos

Cenário de juros elevados e proximidade das eleições levam equipe econômica a postergar discussão sobre mudanças nos impostos do mercado financeiro

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O cenário de juros elevados nos títulos públicos de longo prazo, especialmente nos papéis atrelados à inflação (NTN-Bs), reforçou dentro do governo a necessidade de discutir uma revisão na tributação dos instrumentos financeiros. No entanto, diante da proximidade das eleições, do ambiente político mais acirrado e da instabilidade provocada pelo cenário internacional, a avaliação predominante é de que o tema deverá ser debatido apenas após o período eleitoral.

Entre as propostas em análise está a revisão da tributação de produtos atualmente isentos de impostos, como as debêntures incentivadas, além das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). A intenção é avaliar possíveis mudanças que promovam maior equilíbrio entre os diferentes tipos de investimentos disponíveis no mercado.

Outro ponto discutido por integrantes da equipe econômica envolve um possível realinhamento da carga tributária sobre o mercado financeiro e de capitais. Entre as alternativas está a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre operações de crédito para empresas, medida que, segundo parte dos técnicos, poderia reduzir distorções na busca por fontes alternativas de financiamento.

Também está em estudo a possibilidade de incidência do IOF sobre instrumentos financeiros incentivados, proposta que vem sendo analisada pela área econômica desde o fim do ano passado. A medida busca ampliar o debate sobre a estrutura tributária aplicada aos investimentos e seus impactos sobre o financiamento da economia.

Apesar das discussões internas, o entendimento predominante é que qualquer alteração deverá ocorrer em um momento de maior estabilidade econômica e política, permitindo uma avaliação mais ampla dos efeitos sobre investidores, empresas e o mercado de capitais.

Redação Saiba+

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