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Principais desafios que moldarão a economia global em 2026

José Roberto Mendonça de Barros destaca inflação, desaceleração e tensões geopolíticas como vetores críticos

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Os mercados vêm mostrando uma evidente incompatibilidade entre o otimismo refletido nas Bolsas e as indicações de crescente pressão no mercado de crédito Foto: Gabriela Biló

Em análise para os próximos anos, o economista José Roberto Mendonça de Barros aponta para vários vetores de risco que devem moldar a economia mundial em 2026. Dentre os mais relevantes, destacam-se: pressão inflacionária persistente, desaceleração do crescimento global, instabilidade fiscal nos países emergentes, e tensões comerciais e geopolíticas que afetam cadeias de produção.

Um dos pontos mais preocupantes é o equilíbrio entre juros e inflação. Mesmo com alguns países reduzindo suas taxas, vertebras inflacionárias — principalmente em alimentos e energia — podem continuar elevadas, corroendo poder de compra e gerando desafios para bancos centrais. A combinação de inflação moderada com crescimento baixo sugere risco de estagflação em várias economias.

Outro vetor crítico é a desaceleração global do crescimento, já visível em projeções reduzidas para diversas regiões. Mercados maduros enfrentam crescimento lento, enquanto economias emergentes lutam com queda nos preços de commodities, instabilidade cambial e dificuldade de financiamento. O Brasil, por exemplo, sente forte impacto das variações externas e da política monetária global.

A instabilidade fiscal, especialmente em nações com dívidas elevadas ou déficits persistentes, é outro alerta. Governos terão de tomar decisões complicadas entre cortar gastos, ajustar tributos ou priorizar políticas sociais. A capacidade de controlar o endividamento público sem sufocar o crescimento será um diferencial decisivo no desempenho econômico de 2026.

Também integram esse cenário as tensões geopolíticas e comerciais. A competição entre grandes blocos econômicos, tarifas, sanções ou restrições de comércio, bem como a necessidade de diversificação de mercados, ganham importância. A dependência de cadeias de suprimento distantes ou concentradas em poucos países poderá causar vulnerabilidade.

Por fim, Mendonça de Barros aposta que investimento em tecnologias limpas e sustentabilidade ganhará centralidade — não apenas por demanda ambiental, mas como diferencial competitivo. Na transição energética, quem investir cedo em infraestrutura verde, inovação e eficiência poderá sair na frente.

Em resumo, 2026 deve ser um ano de exigências altas para países, empresas e mercados, com equilíbrio fiscal, controle da inflação, adaptação geopolítica e aposta em sustentabilidade sendo critérios decisivos para quem busca estabilidade e crescimento.

Redação Saiba+

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Brasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito

Governo prepara manifestação firme em defesa do direito internacional, sem citar diretamente Maduro ou Donald Trump

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No domingo, 4, o Itamaraty divulgou uma nota com o posicionamento conjunto dos governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha sobre a situação da Venezuela Foto: GIORGIO VIERA

O governo brasileiro deve solicitar a palavra na sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda‑feira (5), para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas na madrugada de sábado (3). Embora não ocupe assento permanente no colegiado, o Brasil pretende se manifestar com base nas regras que permitem intervenções de países não membros.

A fala brasileira deve seguir a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que divulgou nota conjunta com Espanha e países latino‑americanos condenando violações ao direito internacional. O discurso, segundo fontes diplomáticas, será forte e crítico, mas sem mencionar nominalmente nem o ditador venezuelano nem o presidente dos EUA, Donald Trump — estratégia já adotada em posicionamentos anteriores.

A orientação do Itamaraty é reforçar a defesa da soberania dos Estados, do multilateralismo e da necessidade de respeito às normas internacionais, independentemente de quem esteja envolvido no conflito. O Brasil pretende destacar que ações militares unilaterais representam riscos para a estabilidade regional e criam precedentes perigosos para a comunidade internacional.

A crise desencadeada pela captura de Maduro reacendeu tensões diplomáticas e mobilizou governos latino‑americanos, que buscam evitar uma escalada de confrontos e defender soluções pacíficas. A participação brasileira no Conselho de Segurança reforça o esforço do país em se posicionar como voz ativa na defesa do diálogo e da legalidade internacional.

Redação Saiba+

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China ordena que os EUA libertem Maduro imediatamente

Governo chinês pede diálogo para crise na Venezuela e afirma que remoção forçada do líder viola normas internacionais

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o ministério pediu que os EUA também cuidem da segurança de Maduro e da esposa | Bnews - Divulgação Reprodução

O Ministério das Relações Exteriores da China se pronunciou neste domingo (4) sobre a operação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Ciria Flores. Em comunicado oficial, o governo chinês afirmou que os EUA devem libertar imediatamente o casal e buscar uma solução para a crise venezuelana por meio de diálogo e negociação, e não por ações unilaterais.

No texto divulgado em seu site, o ministério destacou que Washington deve garantir a segurança de Maduro e de sua esposa, ressaltando que a retirada forçada de ambos do território venezuelano fere leis e normas internacionais. A manifestação reforça a posição histórica da China em defesa da soberania dos Estados e da resolução pacífica de conflitos.

A declaração ocorre em meio à crescente tensão diplomática global após a operação americana, ampliando o debate sobre os limites da intervenção externa e o impacto geopolítico da crise na América do Sul. Analistas apontam que o posicionamento chinês pode influenciar novos desdobramentos no cenário internacional.

Redação Saiba+

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Trump perdoa condenados por ataque ao Capitólio

Ex-presidente concede clemência a réus envolvidos no motim de 6 de janeiro e a uma mulher condenada por ameaçar o FBI, reacendendo críticas sobre impunidade.

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O presidente Donald Trump durante entrevista à imprensa na Casa Branca em 23 de outubro de 2025. Foto: Evan Vucci/AP Photo (File)

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a protagonizar uma polêmica ao conceder perdão presidencial a pessoas condenadas por envolvimento no ataque ao Capitólio, ocorrido em 6 de janeiro de 2021. A medida gerou reação intensa de opositores, que veem no ato uma tentativa de encobrir a responsabilidade pelos atos antidemocráticos.

Dentre os beneficiados está uma mulher que havia sido condenada por ameaçar agentes do FBI, constituindo uma das concessões mais controversas. A ação reforça a imagem de Trump como líder disposto a usar sua autoridade para favorecer aliados ou simpatizantes, mesmo após deixar o cargo.

A decisão de perdoar os envolvidos no motim reacende questões sobre a accountability nos Estados Unidos e o limite do poder presidencial em casos ligados à insurreição. Para críticos, os perdões podem minar a confiança nas instituições democráticas e sugerem uma normalização de condutas que atentam contra a ordem constitucional.

Partidários de Trump, por outro lado, justificam a medida como parte de uma agenda de reabilitação de figuras que sofreram punições consideradas excessivas ou motivadas politicamente. Eles argumentam que alguns réus foram julgados de forma severa por sua associação ao ex-presidente e que o perdão representa um ajuste de justiça.

Analistas apontam que o gesto pode ter impacto eleitoral: ao demonstrar fidelidade a seus apoiadores mais radicais, Trump reforça laços com uma base disposta a considerar sua postura como resistência institucional. Ao mesmo tempo, a medida arrisca consolidar um precedente perigoso, em que o uso de perdões presidenciais se torna ferramenta para proteger aliados de investigações e condenações graves.

Com esse movimento, Trump reacende debates sobre a responsabilidade presidencial, os limites do perdão executivo e os mecanismos de freio e contrapeso no sistema americano. A concessão de clemência a condenados por atos antidemocráticos levanta dúvidas sobre onde está o limite entre perdão e impunidade.

Redação Saiba+

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