Política
Piso de até R$ 3.650: PL 2531/2021 avança e muda salário de profissionais da educação básica
Proposta aprovada na Comissão de Finanças e Tributação fixa piso em 75% do magistério e segue agora para análise da CCJ.

O Projeto de Lei 2531/2021 deu mais um passo decisivo no Congresso Nacional. A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara aprovou, em outubro de 2025, a proposta que institui o piso salarial nacional para profissionais técnico-administrativos da educação básica pública, assegurando valorização a merendeiras, motoristas, secretários, porteiros, auxiliares e demais trabalhadores que garantem o funcionamento diário das escolas no Brasil.
O projeto define que o piso salarial desses profissionais será equivalente a 75% do piso nacional do magistério, o que representa valores próximos de R$ 3.650 para diversas funções e cerca de R$ 2,1 mil para jornadas de 40 horas. O texto também prevê reajuste anual com base na inflação, garantindo atualização permanente da remuneração.
Além do piso, o PL estabelece jornada de 30 horas semanais, recesso escolar em julho, e assegura que nenhuma mudança poderá implicar redução salarial ou prejuízo na evolução funcional desses trabalhadores.
Entre os beneficiados estão merendeiras, vigilantes, auxiliares operacionais, motoristas, secretários escolares e equipes de apoio técnico e administrativo, totalizando mais de 1,6 milhão de profissionais em todo o país.
Para movimentos e entidades que defendem a valorização da educação, o PL representa “o fim da invisibilidade de trabalhadores essenciais”, abrindo caminho para condições dignas, reconhecimento e carreira estruturada.
Com a aprovação na CFT, o projeto segue agora para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se avançar, poderá ser votado no plenário da Câmara dos Deputados ainda este ano.
Política
Aliados veem chance de manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro
Avaliações nos bastidores do governo apontam expectativa sobre possível decisão do STF envolvendo o ex-presidente e seu quadro de saúde.

Nos bastidores de Brasília, integrantes do governo federal avaliam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pode manter a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por mais tempo. A percepção circula entre ministros do Palácio do Planalto e assessores próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com interlocutores que acompanham o cenário político e jurídico, a análise leva em consideração principalmente o atual estado de saúde do ex-presidente. A avaliação compartilhada nos bastidores é que uma eventual decisão relacionada à situação de Bolsonaro precisaria observar fatores médicos e institucionais para evitar novos desgastes políticos.
A possibilidade de prorrogação da medida tem sido tema recorrente entre integrantes do governo e observadores da cena política nacional, especialmente diante da repercussão que qualquer decisão envolvendo o ex-presidente costuma gerar entre apoiadores e adversários.
Nos círculos políticos, há o entendimento de que decisões judiciais envolvendo figuras de grande relevância nacional tendem a produzir impactos que ultrapassam o campo jurídico, influenciando debates públicos e estratégias eleitorais.
Embora não haja confirmação oficial sobre os próximos passos do processo, a expectativa em torno da posição do STF segue elevada. O tema permanece acompanhado de perto por lideranças políticas, juristas e aliados dos dois principais campos políticos do país.
Enquanto isso, o cenário continua cercado de especulações sobre os desdobramentos das decisões judiciais envolvendo Bolsonaro, em um contexto que mistura questões legais, políticas e eleitorais às vésperas de um novo ciclo de disputas nacionais.
Política
Lula incentiva jovens a entrarem na política durante cerimônia da OBMEP
Presidente participou de evento no Rio de Janeiro e fez discurso defendendo maior participação da juventude na política brasileira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta segunda-feira (22), da cerimônia de entrega de medalhas da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), realizada no Rio de Janeiro, e fez um discurso direcionado a estudantes da rede pública.
Durante sua fala, Lula incentivou os jovens a não se afastarem da vida política mesmo diante de uma visão negativa sobre o cenário nacional. O presidente afirmou: “Quando vocês virem na televisão e chegarem à conclusão de que todo político é ladrão, ainda assim não desanimem, entrem vocês na política”.
A declaração foi feita em um contexto de valorização da educação e da participação cidadã, com foco no papel das novas gerações na transformação social do país. Segundo o presidente, a mudança no ambiente político depende diretamente do engajamento de jovens que desejam uma realidade diferente.
Lula também destacou que a honestidade e os valores esperados da política brasileira podem ser construídos a partir das próprias novas gerações, reforçando a importância da educação como ferramenta de formação cidadã.
Ao longo do evento, o presidente parabenizou os estudantes premiados e ressaltou a relevância de iniciativas como a OBMEP para estimular o desempenho acadêmico e ampliar oportunidades para jovens da rede pública em todo o país.
O discurso reforçou o apelo do governo por maior participação juvenil na política e na construção de novas lideranças no cenário nacional.
Política
Lula lidera disputa presidencial de 2026, aponta pesquisa Indexa
Levantamento indica vantagem do presidente em cenários de primeiro e segundo turno contra Flávio Bolsonaro e outros nomes da direita.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da corrida presidencial de 2026, segundo pesquisa divulgada pelo instituto Indexa nesta terça-feira (23). O levantamento apresenta cenários de primeiro e segundo turno com diferentes possíveis adversários.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 42% das intenções de voto, mantendo vantagem sobre os demais concorrentes. Em segundo lugar aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 31%, seguido por Ronaldo Caiado (5%), Romeu Zema (3%) e Renan Santos (3%).
A pesquisa também simulou disputas de segundo turno. Nesse cenário, o presidente Lula aparece com 47% das intenções de voto contra 40% de Flávio Bolsonaro. Em outros confrontos testados, Lula registra 48% contra 28% de Renan Santos, além de 47% a 36% frente a Romeu Zema e 47% contra 39% de Ronaldo Caiado.
Os números reforçam a posição de liderança do atual presidente nos cenários analisados, ainda que dentro de um contexto de disputa aberta e variações entre os adversários avaliados.
O levantamento do instituto Indexa integra o conjunto de pesquisas que vêm acompanhando a movimentação política para a eleição presidencial de 2026, em meio à consolidação de pré-candidaturas e articulações partidárias.
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