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Bahia

Escravidão no trabalho? Prefeitura de Salvador é notificada

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A Ambev e a Prefeitura de Salvador foram responsabilizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego pela exploração de trabalho análogo ao de escravo de 303 vendedores ambulantes de bebidas durante o Carnaval da capital baiana neste ano. Elas foram notificadas nesta quarta (12).

A fiscalização foi realizada por uma equipe de auditores fiscais do trabalho no circuito Barra-Ondina entre os dias 19 de fevereiro e 4 de março, e coletou documentos, tomou depoimentos de vendedores e verificou condições de trabalho. Nas últimas semanas, reportagens na imprensa trouxeram denúncias quanto às péssimas condições desses trabalhadores.

A empresa de bebidas, na avaliação da fiscalização, não foi apenas patrocinadora e fornecedora, mas era de fato empregadora dos vendedores, devendo arcar com salários e direitos. Eles não possuíam autonomia para realizar a atividade econômica por causa da forma desenhada pelo município e pela Ambev para a venda de bebidas, colocando-os “em situação de total subordinação”.

Já administração municipal foi corresponsabilizada pelo trabalho escravo por ter firmado contrato com a empresa de bebidas, cedendo-lhe exclusividade, e assumindo não só a seleção dos trabalhadores, mas também a fiscalização da execução da atividade.

Mas isso teria ocorrido em benefício da empresa, pois esse microgerenciamento não atuou para impedir a submissão a condições degradantes. Segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública, 2.500 vendedores de bebidas foram selecionados para atuar no Carnaval.

O governo federal configurou situação de trabalho escravo entre essas 303 pessoas em pontos de venda fixos. Avalia que o número poderia ser ainda maior, ou seja, o que foi constatado foi apenas um recorte do problema. “Configurou-se o trabalho dos vendedores aqui listados como realizado em condições análogas às de escravizados, tendo como responsáveis por essa conduta as pessoas jurídicas notificadas: Ambev S.A. e Município de Salvador”, afirma o relatório.

A prefeitura é comandada por Bruno Reis (União Brasil). A Ambev afirmou à reportagem que foi patrocinadora do carnaval organizado pela Prefeitura de Salvador e que a comercialização de produtos foi realizada por ambulantes autônomos credenciados pelo município, seguindo as regras de edital de patrocínio e sem qualquer relação de trabalho ou prestação de serviços com a empresa.

“Assim que tomamos conhecimento da notificação, imediatamente prestamos esclarecimentos ao MTE, fornecendo toda a documentação solicitada. Seguimos à disposição para colaborar com qualquer informação necessária. Nosso compromisso com os direitos humanos e fundamentais é inegociável e não aceitamos qualquer prática contrária a isso”, afirma nota encaminhada.

A Prefeitura de Salvador informou que tem adotado nos últimos anos “diversas medidas para melhorar as condições de trabalho dos ambulantes durante as festas populares”. A gestão municipal disse ainda que “não foi autuada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em relação a esse assunto”. Veja a íntegra da nota aqui.

‘Jornadas de 14 a 20 horas por dia’

De acordo com a fiscalização, os vendedores foram submetidos a condições de trabalho que afrontavam os princípios da dignidade da pessoa humana. Para garantir pontos de venda, vendedores passaram a residir ao relento dias ou mesmo semanas antes das festas, sem infraestrutura para descanso, higiene ou segurança, expostos à violência urbana, intempéries e privação de sono e com jornadas exaustivas.

“A maioria dos vendedores entrevistados repousavam sobre pedaços de papelão encharcados pelas chuvas, ou em pedaços de espuma e colchões, sob lonas improvisando barracas ou barracas de camping sempre ao lado dos respectivos pontos de vendas”, diz o relatório de fiscalização.

As jornadas iam de 14 a 20 horas de trabalho por dia, sem intervalos para descanso e alimentação adequados. Não havia condições sanitárias e de higiene mínimas para realização das necessidades fisiológicas, além de ausência de fornecimento de água potável em quantidade suficiente e em condições higiênicas.

“Muitos relataram não conseguir adormecer, mesmo pela manhã, após o encerramento do movimento de foliões, fosse por receio de furtos e violência, fosse pelos barulhos de passantes e testes de sons em trios elétricos ou camarotes, pelo calor do sol pleno do dia ou pelas chuvas constantes no período da festa”, aponta o relatório.

“A gente faz o Carnaval acontecer e somos escravizados”, afirmou um dos ambulantes à fiscalização.

Redação Saiba+

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Bahia

Desembargador aposentado Carlos Alberto Dultra Cintra morre aos 82 anos

Ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia faleceu nesta terça-feira (24), vítima de câncer de pulmão

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Natural de Ipirá, Dultra Cintra foi um divisor de águas na política da Bahia, entrando em embate político contra o Carlismo | Bnews - Divulgação Foto: Divulgação

O Judiciário baiano amanheceu de luto nesta terça-feira (24) com a morte do desembargador aposentado Carlos Alberto Dultra Cintra, aos 82 anos. O magistrado, que já presidiu o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), faleceu durante a madrugada em decorrência de um câncer de pulmão, doença contra a qual vinha lutando nos últimos meses.

De acordo com informações apuradas, o estado de saúde do desembargador se agravou recentemente, exigindo cuidados intensivos. Sua trajetória no Judiciário baiano é marcada por décadas de dedicação, atuação firme e contribuições relevantes para o fortalecimento das instituições públicas no estado.

Dultra Cintra deixa um legado reconhecido por colegas, servidores e operadores do Direito, sendo lembrado por sua postura ética, comprometimento e profundo conhecimento jurídico. A notícia de sua morte gerou grande comoção entre magistrados, advogados e demais profissionais do setor.

Detalhes sobre velório e sepultamento deverão ser divulgados pela família e pelo Tribunal de Justiça ao longo do dia.

Redação Saiba+

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Bahia

Bahia anuncia maior ação de reciclagem da história do Carnaval

Iniciativa do Governo do Estado reforça inclusão social, geração de renda e sustentabilidade no Carnaval 2026

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Ação é considerada uma das maiores do país e do mundo, voltadas à valorização de catadores e catadoras no Carnaval | Bnews - Divulgação Divulgação

O Governo da Bahia confirmou que realizará, no Carnaval 2026, a maior ação de reciclagem já promovida na história da festa. A iniciativa, considerada uma das mais robustas do país e até mesmo do mundo, tem como foco a valorização de catadores e catadoras, integrando políticas de inclusão social, geração de renda e sustentabilidade ambiental.

Segundo o governo, o projeto foi estruturado para ampliar significativamente o volume de resíduos recicláveis recolhidos durante os dias de folia, garantindo melhores condições de trabalho, remuneração digna e reconhecimento profissional aos trabalhadores envolvidos na coleta. A ação também reforça o compromisso do Estado com práticas sustentáveis e com a redução do impacto ambiental de um dos maiores eventos populares do planeta.

A operação contará com pontos estratégicos de coleta, equipes treinadas, equipamentos adequados e uma logística reforçada para assegurar que o material reciclável seja destinado corretamente. Além disso, o governo destaca que a iniciativa fortalece a economia circular e contribui para a construção de um Carnaval mais responsável e alinhado às demandas ambientais contemporâneas.

Com a expectativa de milhões de foliões nas ruas, a ação se torna um marco na gestão de resíduos e na promoção de políticas públicas que unem sustentabilidade, inclusão e geração de oportunidades.

Redação Saiba+

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Bahia

Obras do trecho Lapa–Campo Grande começam em março

Rui Costa confirma início da expansão do metrô de Salvador e prevê presença de Lula na assinatura da ordem de serviço

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Autorização para construção da nova fase do modal deve contar com a presença de Lula | Bnews - Divulgação Divulgação

O avanço do Sistema Metroviário Salvador–Lauro de Freitas (SMSL) ganhou novo impulso com a definição da data para o início das obras do trecho Lapa–Campo Grande, que integra o tramo 4 da Linha 1. Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, a construção deve começar já em março, marcando uma nova etapa na ampliação da mobilidade urbana da capital baiana.

A confirmação foi feita durante entrevista ao programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM, na manhã desta sexta-feira (6). Rui Costa destacou que o projeto é estratégico para melhorar o fluxo de deslocamento entre regiões centrais da cidade e reforçou o compromisso do governo federal com a expansão do modal.

O ministro também revelou que a assinatura da ordem de serviço deverá contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reforçando a prioridade dada pelo governo à infraestrutura de transporte público. A expectativa é que o novo trecho contribua para reduzir o tempo de viagem, ampliar a integração com outros modais e fortalecer o desenvolvimento urbano da região.

Com a confirmação do cronograma, o projeto volta ao centro das discussões sobre mobilidade em Salvador, movimentando especialistas, gestores e a população que aguarda melhorias no sistema de transporte.

Redação Saiba+

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