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Hugo Motta defende penas mais brandas no 8/1, mas alerta para risco de crise institucional com anistia

Motta defendeu a revisão de penas para casos considerados excessivos.

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(Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-SP), se manifestou nesta segunda-feira (7) sobre os desdobramentos do ato realizado no domingo (6) na Avenida Paulista, em defesa da anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Sem mencionar diretamente a proposta de anistia, Motta defendeu a revisão de penas para casos considerados excessivos, mas fez um alerta quanto ao risco de agravamento da crise institucional.

“Defendo dois pontos. Primeiro, a sensibilidade para corrigir algum exagero que vem acontecendo com relação a quem não merece receber uma punição. E a responsabilidade de poder, na solução desse problema sensível, não aumentarmos a crise institucional que estamos vivendo”, afirmou o deputado durante evento na Associação Comercial de São Paulo.

“Não contem com este presidente para aumentar uma crise institucional”, acrescentou.

A manifestação ocorre em meio à pressão de parlamentares da base bolsonarista para acelerar a tramitação do projeto de anistia na Câmara. O requerimento de urgência ainda não recebeu assinaturas suficientes de líderes partidários, o que travou o avanço da proposta no Congresso.

Durante o ato de domingo, o pastor Silas Malafaia, um dos organizadores, criticou publicamente Motta, responsabilizando-o pela demora na análise da proposta. Nos bastidores, integrantes do Centrão afirmam que o impasse decorre do comportamento do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que teria garantido apoio de partidos do bloco sem negociação prévia, gerando desconforto entre aliados.

Questionado sobre os ataques que sofreu na manifestação, Motta evitou polemizar: “Já comentei sobre isso”, limitou-se a dizer antes de se retirar do local.

Motta também reforçou que o tema da anistia será tratado com “serenidade e responsabilidade”, mas destacou que o Congresso não deve se limitar a uma única pauta.

“Não podemos ser uma Casa de uma pauta só. Uma música de uma nota só. O Brasil é muito maior que isso. O Senado Federal faz parte dessa solução também.”

A declaração foi feita em resposta ao ex-deputado Vilmar Rocha (PSD-GO), que o provocou a comentar o tema durante o encontro em São Paulo. O líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (PSD-BA), também esteve presente.

Obstrução legislativa

Diante da resistência ao projeto de anistia, deputados do PL — partido com a maior bancada na Câmara — têm ameaçado obstruir a pauta legislativa como forma de pressão. Motta reconheceu o movimento como parte do processo democrático.

“Eu sou um amante da democracia, e toda manifestação é válida para defender qualquer pauta no Congresso. A própria obstrução é um instrumento do Legislativo.”

Na semana passada, o presidente da Câmara enviou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) um projeto que pode encerrar a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), denunciado por tentativa de golpe. O gesto é visto por analistas como uma tentativa de apaziguar a base bolsonarista e, ao mesmo tempo, ganhar fôlego para postergar a votação da anistia.

Redação Saiba+

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Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário

Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

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Mensagens indicam tentativa de negociação de imóvel de alto padrão em meio ao avanço das investigações | Bnews - Divulgação Ana Paula Paiva e Paulo H. Carvalho

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.

Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.

Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.

O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.

A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Redação Saiba+

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Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado

Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

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Devolução dos itens foi solicitada pela defesa do jornalista | Bnews - Divulgação Victor Piemonte

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.

O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.

A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.

Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.

O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.

A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.

Redação Saiba+

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Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas

Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

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A reunião de Boulos com o setor é para discutir os impactos da guerra no Oriente Médio na alta do preço dos combustíveis

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.

A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.

Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.

O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.

Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.

Redação Saiba+

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