Polícia
Capitão Alden apresenta pacote de leis contra facções e segue como referência no combate ao crime organizado
Deputado federal baiano lança propostas duras para enfraquecer facções criminosas que atuam como Estados paralelos no Brasil

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) apresentou na Câmara dos Deputados um pacote de cinco projetos de lei voltados ao enfraquecimento das facções criminosas que dominam comunidades, presídios e territórios em diferentes estados do Brasil.
A iniciativa, apelidada de “Pacote Anti-facções”, surge em meio à escalada da violência no país e tem como foco oferecer instrumentos legais mais duros contra organizações criminosas que já atuam como verdadeiros Estados paralelos.
Segundo Alden, “as facções já atuam como verdadeiros Estados paralelos. Se o poder público não reagir com dureza, a população seguirá refém”.
O pacote inclui cinco medidas legislativas estratégicas:
- PL 2428/2025 – classifica como terrorismo as ações de facções que dominem territórios e intimidem comunidades.
- PL 1491/2025 – proíbe a segregação de presos por facções nos presídios.
- PL 2033/2023 – impede que bens apreendidos voltem aos criminosos, salvo se comprovada origem lícita.
- PL 2500/2025 – endurece progressão de regime e livramento para reincidentes violentos.
- PL 4025/2025 – aumenta a pena para associações criminosas com vínculos internacionais.
Alden destacou que, enquanto o governo da Bahia insiste em politizar o debate sobre segurança e o governo federal se mostra sem estratégia clara no combate às facções, sua atuação busca dar respostas concretas à sociedade.
Além do pacote, outro projeto do parlamentar ganhou repercussão nacional: a proposta de incluir as facções criminosas na Lei Antiterrorismo. Pela medida, ações de organizações armadas como PCC, Comando Vermelho, Família do Norte e milícias urbanas passam a ser consideradas atos terroristas, diante do poder de intimidação e controle territorial que exercem.
A proposta se inspira em exemplos internacionais, como El Salvador, Estados Unidos, Canadá e Filipinas, países que já tratam facções como grupos terroristas, permitindo maior rigor nas penas e novas ferramentas para o Estado combater essas organizações.
O texto também deixa claro que não tem o objetivo de criminalizar movimentos sociais legítimos, mas sim de endurecer o enfrentamento ao crime organizado, em defesa da segurança de milhões de brasileiros.
Polícia
PRF apreende mais de 1,6 tonelada de drogas na BR-116, na Bahia
Carga de maconha e cocaína estava escondida em caminhão que simulava transporte de hortifrúti durante fiscalização em Rafael Jambeiro.

Uma operação realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de mais de 1,6 tonelada de drogas na madrugada desta terça-feira (23), na BR-116, no município de Rafael Jambeiro, no interior da Bahia.
Durante uma fiscalização de rotina, os agentes identificaram irregularidades em um caminhão que aparentava transportar frutas e verduras. Ao aprofundarem a inspeção, encontraram uma grande quantidade de entorpecentes escondida em caixas vazias utilizadas para simular uma carga de hortifrúti.
Segundo a PRF, foram apreendidos 1.527,5 quilos de maconha e 170 quilos de cocaína, totalizando aproximadamente 1,7 tonelada de drogas retiradas de circulação. A descoberta representa uma das maiores apreensões registradas na região neste ano.
A estratégia utilizada pelos criminosos tinha como objetivo dificultar a identificação da carga ilícita durante fiscalizações nas rodovias federais. No entanto, a experiência dos agentes e a análise detalhada do veículo permitiram a localização dos entorpecentes.
A apreensão reforça o papel das operações de combate ao tráfico de drogas nas rodovias brasileiras, especialmente em corredores estratégicos utilizados por organizações criminosas para o transporte de substâncias ilícitas entre estados.
O material apreendido foi encaminhado às autoridades competentes para os procedimentos legais e continuidade das investigações, que deverão identificar a origem e o destino da carga.
Polícia
PF deflagra Operação Miragem e investiga Banco Digimais em esquema financeiro
Ação mira fraudes no Sistema Financeiro Nacional; Edir Macedo é citado em investigação envolvendo gestão da instituição.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo o Sistema Financeiro Nacional e a gestão do Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
A operação mobiliza mais de 50 agentes federais, que cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. As investigações apontam possíveis irregularidades na condução das operações financeiras do banco e no uso de estruturas empresariais associadas ao grupo controlador.
De acordo com a Polícia Federal, Edir Macedo figura entre os investigados na condição de proprietário da instituição financeira, embora não tenha sido alvo de mandados de busca e apreensão, já que reside no exterior. Apesar disso, seu nome consta nos pedidos de bloqueio e sequestro de bens e valores, além de medidas como a quebra de sigilos bancário e fiscal.
A Operação Miragem busca aprofundar a análise de possíveis irregularidades e identificar o fluxo de recursos suspeitos dentro da estrutura investigada. As diligências seguem sob sigilo judicial, e novas etapas da investigação não estão descartadas.
A PF reforça que o objetivo da ação é apurar eventuais crimes financeiros e garantir a integridade do sistema bancário nacional, sem descartar o envolvimento de outros agentes ou empresas ligadas ao caso.
Polícia
STJ articula reversão de decisão que retirou delegados da PF do tribunal
Ministros negociam com o Ministério da Justiça após devolução de policiais federais cedidos ao Superior Tribunal de Justiça pelo governo federal.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) está conduzindo uma articulação interna para tentar reverter a decisão do governo federal que determinou a devolução à Polícia Federal (PF) dos delegados que estavam cedidos ao tribunal. A medida provocou reação entre integrantes da Corte, que passaram a negociar alternativas junto ao Ministério da Justiça.
Segundo apuração a movimentação é liderada por ministros da cúpula do STJ, que buscaram diálogo direto com representantes do Ministério da Justiça, responsável pelo ofício que formalizou o retorno dos policiais federais às suas funções de origem.
Nas tratativas, os magistrados defendem que os tribunais superiores deveriam receber tratamento diferenciado em relação a outros órgãos da administração pública afetados pela medida. O argumento central apresentado é a necessidade de garantir estrutura adequada para o funcionamento das atividades judiciais.
Os ministros também ressaltam que 10 dos 33 integrantes do STJ atuam diretamente em processos criminais, o que reforçaria a importância da presença de delegados e servidores da área de segurança para o suporte às atividades jurisdicionais. As questões penais, segundo o regimento interno, são analisadas pela Corte Especial, órgão responsável por julgamentos de maior complexidade dentro do tribunal.
A discussão ocorre em meio a um cenário de reorganização administrativa envolvendo órgãos federais e o uso de servidores cedidos, o que tem gerado debates sobre critérios de alocação e prioridades institucionais.
Até o momento, não há decisão final sobre a possível reversão da medida, e as conversas seguem em andamento entre o STJ e o Ministério da Justiça.
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