Saúde
Estudo alerta para avanço da dengue no Sudeste
Levantamento projeta que casos da doença podem mais que dobrar no segundo semestre caso se confirme um El Niño extremamente forte

Um levantamento do sistema InfoDengue, desenvolvido em parceria entre a Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Fiocruz, aponta para um possível aumento expressivo dos casos de dengue na região Sudeste durante o segundo semestre deste ano. A projeção está relacionada à elevada probabilidade da ocorrência de um El Niño de intensidade extremamente forte entre 2026 e 2027, cenário que pode favorecer a proliferação do mosquito transmissor da doença.
De acordo com a análise, em um cenário sem a influência do fenômeno climático, a expectativa é de que o número de casos permaneça abaixo de 100 mil. No entanto, caso o El Niño extremo se confirme, a estimativa ultrapassa os 200 mil registros, representando mais que o dobro da projeção inicial.
Os pesquisadores destacam que alterações climáticas provocadas pelo El Niño podem influenciar fatores como temperatura e regime de chuvas, criando condições mais favoráveis para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, além de outras arboviroses.
Diante das projeções, especialistas reforçam a importância de intensificar as ações de prevenção, eliminar possíveis criadouros do mosquito e fortalecer as estratégias de vigilância epidemiológica. A adoção de medidas preventivas pela população e pelo poder público é considerada essencial para reduzir os impactos de um eventual aumento da circulação da doença.
Embora o estudo apresente projeções baseadas em cenários climáticos, os pesquisadores ressaltam que o comportamento da dengue dependerá da evolução das condições meteorológicas e da efetividade das ações de controle adotadas ao longo dos próximos meses.
Saúde
Menina de 11 anos morre após picada de escorpião no DF
Valentina Nobre Lima ficou internada por 23 dias na UTI após ser picada ao calçar um tênis dentro de casa, no Riacho Fundo I.

A morte de Valentina Nobre Lima, de apenas 11 anos, comoveu familiares e moradores do Riacho Fundo I, no Distrito Federal. A menina faleceu neste domingo (5), após permanecer 23 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em decorrência de uma picada de escorpião sofrida dentro de casa.
Segundo as informações confirmadas pela família, o acidente aconteceu quando Valentina se preparava para ir à escola. Ao calçar um tênis, ela foi picada pelo animal que estava escondido no interior do calçado, situação que provocou uma grave reação e exigiu atendimento médico de emergência.
Durante o período de internação, a criança enfrentou um quadro clínico delicado. Ela sofreu três paradas cardíacas, sendo uma delas com duração aproximada de 40 minutos, mobilizando equipes médicas em uma intensa tentativa de estabilizar seu estado de saúde. Apesar dos esforços realizados ao longo das últimas semanas, Valentina não resistiu às complicações.
O caso voltou a chamar atenção para os riscos provocados por acidentes com escorpiões, especialmente em áreas urbanas. Especialistas orientam que a população adote medidas preventivas, como verificar calçados, roupas, toalhas e outros objetos antes do uso, além de manter ambientes limpos e livres de entulhos que possam servir de abrigo para esses animais.
Em casos de picada de escorpião, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente, principalmente quando a vítima é uma criança, já que o organismo infantil pode apresentar reações mais graves ao veneno. O atendimento rápido é considerado fundamental para aumentar as chances de recuperação.
A morte de Valentina gerou grande comoção e reforçou o alerta sobre a importância da prevenção e da conscientização da população em relação aos acidentes com animais peçonhentos. O episódio também evidencia a necessidade de atenção redobrada dentro das residências, principalmente em locais com registros frequentes da presença de escorpiões.
Saúde
Ebola avança no Congo e já deixa mais de 450 mortos
Crise humanitária, violência de grupos armados e desinformação dificultam o combate à doença, que já ultrapassa 1.460 casos confirmados e preocupa autoridades de saúde.

A República Democrática do Congo (RDC) enfrenta uma das mais graves crises sanitárias dos últimos anos com o avanço do Ebola, doença que já provocou mais de 450 mortes em 2026. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país contabiliza pelo menos 1.460 casos confirmados, número que pode ser ainda maior devido à subnotificação registrada em regiões afetadas pelo conflito.
O cenário é agravado pela atuação de grupos armados, pela circulação de informações falsas e por uma crise humanitária que dificulta o acesso das equipes de saúde às comunidades mais vulneráveis. Esses fatores comprometem as ações de vigilância epidemiológica, vacinação e atendimento aos pacientes, tornando o controle da doença um desafio ainda maior.
O epicentro do surto permanece na República Democrática do Congo, onde a transmissão segue em ritmo preocupante. Entretanto, a doença também ultrapassou as fronteiras do país. Uganda confirmou 20 casos da infecção, enquanto a França registrou um caso relacionado ao atual surto, todos com ligação direta à situação epidemiológica congolesa.
Especialistas alertam que a mobilidade entre países e as dificuldades para interromper a cadeia de transmissão aumentam o risco de novos registros em outras regiões. Apesar dos esforços internacionais, o combate ao Ebola enfrenta obstáculos logísticos e de segurança que limitam a atuação das autoridades sanitárias.
A Organização Mundial da Saúde reforça que o controle da doença depende da identificação rápida dos casos, do rastreamento de contatos, da vacinação das populações expostas e da conscientização da população. A desinformação e a insegurança nas áreas afetadas continuam sendo os principais entraves para conter o avanço da epidemia.
Com a permanência do surto e a elevada taxa de mortalidade da doença, organismos internacionais seguem monitorando a situação e ampliando o apoio às autoridades locais. O objetivo é reduzir a transmissão, fortalecer os serviços de saúde e evitar que o Ebola alcance novas áreas dentro e fora do continente africano.
Saúde
Planserv garante atendimentos após impasse com Cardiotórax
Plano de assistência afirma que parceria foi alinhada com cooperativa e assegura continuidade dos serviços aos beneficiários

O Planserv informou nesta sexta-feira (3) que os atendimentos aos beneficiários serão mantidos, após a repercussão do anúncio feito pela Cardiotórax, cooperativa que reúne cirurgiões cardiovasculares e torácicos da Bahia, sobre a suspensão do contrato de prestação de serviços.
A manifestação do plano ocorreu por meio de uma nota oficial, na qual a instituição esclareceu que realizou uma reunião com representantes da cooperativa para discutir as demandas apresentadas e buscar uma solução que preservasse a assistência aos usuários.
Segundo o Planserv, as necessidades médicas e operacionais foram alinhadas durante o encontro, permitindo o fortalecimento da parceria entre as instituições e garantindo a continuidade dos procedimentos especializados oferecidos aos beneficiários.
O posicionamento foi divulgado após o anúncio da Cardiotórax gerar preocupação entre pacientes que dependem dos serviços de cirurgia cardiovascular e torácica por meio do plano. Com a nova manifestação, o Planserv reforçou que não haverá interrupção na assistência, assegurando que os atendimentos seguirão normalmente.
A instituição destacou ainda que mantém diálogo permanente com seus prestadores de serviços para garantir a qualidade da rede credenciada e preservar o acesso dos usuários aos procedimentos médicos de alta complexidade.
O caso ganhou repercussão no estado devido à importância da Cardiotórax na realização de cirurgias cardiovasculares e torácicas na Bahia. Com o entendimento firmado entre as partes, a expectativa é de continuidade da cooperação, garantindo segurança e tranquilidade aos beneficiários do Planserv.
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