Mundo
Irã ataca Israel com mísseis e atinge hospital; Netanyahu promete resposta dura
Explosões são registradas em Tel Aviv e Jerusalém após ofensiva iraniana; hospital é atingido e dezenas ficam feridos

Uma nova escalada no conflito entre Irã e Israel provocou alarme internacional na madrugada desta quinta-feira (19). Sirenes de ataque aéreo soaram em diversas regiões de Israel após o lançamento de mísseis iranianos contra o território israelense. Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), os projéteis foram detectados por meio do sistema de alerta antecipado e provocaram explosões em Tel Aviv e Jerusalém.
De acordo com jornalistas da AFP, os estrondos ouvidos na capital e em outras cidades israelenses foram os mais fortes desde o início da ofensiva entre os países. A nova investida do Irã ocorre em resposta direta aos ataques realizados por Israel contra Teerã, divulgados pouco antes pela imprensa local.
Entre os alvos atingidos está o hospital Soroka, na cidade de Beersheba, no sul de Israel. O Ministério das Relações Exteriores israelense confirmou que a unidade de saúde sofreu impactos significativos, com ao menos 47 feridos até o momento. Autoridades ainda estão avaliando a extensão dos danos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Irã “vai pagar um preço alto” pelos ataques. A declaração foi feita em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), na qual o premiê também anunciou reforço nas ofensivas israelenses em território iraniano.
Israel conta com o avançado sistema de defesa antimísseis Domo de Ferro, capaz de interceptar projéteis em pleno voo. No entanto, o Irã tem adotado uma nova tática, baseada em disparos simultâneos em grande escala, na tentativa de sobrecarregar o sistema e aumentar a eficácia dos ataques.
O cenário já provoca reações internacionais, com autoridades de países ocidentais e organismos multilaterais expressando preocupação com o risco de ampliação do conflito e instabilidade na região do Oriente Médio.
Mundo
Governo Trump cancela contrato milionário com entidade que apoia menores imigrantes
Decisão impacta organização sediada em Miami responsável por acolher crianças desacompanhadas nos Estados Unidos

O governo do ex-presidente Donald Trump cancelou um contrato avaliado em US$ 11 milhões (cerca de R$ 54 milhões) com a organização Catholic Charities, que atua no acolhimento e assistência de menores imigrantes desacompanhados nos Estados Unidos.
A entidade, sediada em Miami, desempenha papel fundamental no suporte a crianças e adolescentes que entram no país sem a companhia de responsáveis legais. O contrato previa financiamento para serviços essenciais, como abrigo, alimentação, acompanhamento psicológico e orientação jurídica para os jovens migrantes.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Miami Herald, a decisão faz parte de uma série de medidas adotadas no contexto das políticas migratórias mais rígidas implementadas durante a gestão Trump. A interrupção do repasse levanta preocupações sobre o futuro do atendimento a menores em situação de vulnerabilidade, especialmente em regiões de alta entrada de imigrantes.
Especialistas e organizações de direitos humanos alertam que o corte pode gerar impactos diretos na capacidade de acolhimento e assistência, aumentando os desafios enfrentados por instituições que atuam na linha de frente da crise migratória. A medida reforça o debate sobre políticas públicas voltadas à imigração e proteção de crianças desacompanhadas nos Estados Unidos.
Nos bastidores, a decisão também reacende discussões políticas sobre financiamento federal para organizações sociais e o papel do governo no suporte a populações vulneráveis em território norte-americano.
Mundo
Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos
Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.
Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.
A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.
O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.
Mundo
EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”
Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.
Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).
A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.
A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.
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