Polícia
Operação mira rede de postos por suspeita de lavagem de dinheiro
Sexta fase da Operação Unha e Carne investiga movimentação de R$ 7,6 bilhões e apura supostas ligações entre agentes públicos e grupos criminosos

A 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na manhã desta terça-feira (7), teve como foco uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis que, segundo as apurações, teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões.
A operação faz parte de uma investigação mais ampla que busca esclarecer possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas com atuação no estado do Rio de Janeiro. As diligências incluem o cumprimento de medidas autorizadas pela Justiça para aprofundar a coleta de provas e o avanço das investigações.
Entre os principais alvos da ação está Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil. Também figura entre os investigados o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, além de outros agentes ligados à corporação.
De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de integrar uma estrutura financeira que teria sido utilizada para ocultar e movimentar recursos de origem supostamente ilícita por meio de empresas do setor de combustíveis. As autoridades apuram a extensão da movimentação financeira e a eventual participação de cada um dos investigados.
A nova etapa da Operação Unha e Carne reforça o trabalho das autoridades no combate à lavagem de dinheiro, ao crime organizado e à corrupção. As investigações seguem em andamento, e os fatos ainda serão analisados no decorrer do processo, assegurando aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Polícia
Tiroteio fecha Avenida Brasil e deixa policiais feridos
Confronto ocorreu na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, durante operação policial; área é investigada por atuação de organização criminosa

Um intenso tiroteio registrado na manhã desta quarta-feira (8) provocou o fechamento de trechos da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, e deixou dois policiais civis feridos. O confronto ocorreu na comunidade do Muquiço, localizada no bairro de Guadalupe, durante uma ação das forças de segurança na região.
A comunidade é apontada pelas autoridades como área de atuação do Terceiro Comando Puro (TCP). De acordo com informações da investigação, o grupo é alvo de operações voltadas ao combate ao tráfico de drogas e a outros crimes relacionados ao crime organizado.
Segundo as apurações, a principal liderança investigada na região é Bruno da Silva Loureiro, conhecido como “Coronel do Muquiço”. Ele foi preso no mês passado no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, onde estava internado para tratamento de uma infecção.
As investigações atribuem ao suspeito o comando de atividades criminosas na comunidade localizada entre Guadalupe e Deodoro, incluindo acusações de ordenar execuções e controlar áreas dominadas pela organização criminosa. O nome dele também aparece em inquéritos que apuram crimes de elevada gravidade e violência.
Após o confronto, equipes policiais reforçaram o patrulhamento na região enquanto os agentes feridos receberam atendimento médico. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos na ocorrência e esclarecer as circunstâncias do tiroteio.
Polícia
Estudo aponta baixa elucidação de homicídios no Brasil
Pesquisa revela que apenas quatro em cada dez assassinatos são esclarecidos e destaca fatores que influenciam o desempenho das investigações

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Sou da Paz revelou que apenas quatro em cada dez homicídios dolosos registrados no Brasil são elucidados. O levantamento também aponta que estados com melhores condições socioeconômicas e maior apreensão de armas de fogo apresentam índices mais elevados de esclarecimento desses crimes.
O estudo, intitulado “Diagnóstico sobre investigação de homicídios no Brasil”, analisou informações de quase todos os estados brasileiros referentes ao período entre 2020 e 2024. A pesquisa buscou identificar os principais fatores que influenciam a capacidade de investigação das forças de segurança pública.
De acordo com o levantamento, um homicídio é considerado elucidado quando o crime resulta em denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público até o final do ano seguinte ao ocorrido. Esse critério foi utilizado para medir a eficiência das investigações em todo o país.
Os pesquisadores avaliaram quatro eixos principais: dinâmica criminal, condições sociodemográficas e econômicas, estrutura institucional e desempenho investigativo das Polícias Civis. A análise indica que a combinação desses fatores impacta diretamente a capacidade de identificação e responsabilização dos autores dos crimes.
O diagnóstico reforça a importância de investimentos em estrutura policial, inteligência investigativa e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da segurança. Segundo os pesquisadores, a melhoria das condições institucionais e sociais pode contribuir para elevar os índices de resolução de homicídios e ampliar a efetividade do sistema de Justiça Criminal.
Polícia
Mulher é morta a facadas no Engenho Velho da Federação
Vítima de 28 anos foi encontrada em via pública; Polícia Civil realiza diligências para identificar o autor do crime

Uma mulher de 28 anos foi morta a facadas na manhã desta quarta-feira (8), no bairro Engenho Velho da Federação, em Salvador. A vítima foi identificada como Ariane Silva Fonseca e teve o corpo encontrado em uma via pública, na Rua Vila Vale, com diversas perfurações provocadas por arma branca.
De acordo com informações preliminares, Ariane teria sido atacada quando saía de casa para trabalhar, conforme relataram moradores da região. O crime causou comoção entre populares e mobilizou equipes das forças de segurança.
A Polícia Civil iniciou as investigações e informou que realiza diligências e oitivas para identificar e localizar o responsável pelo homicídio. O objetivo é esclarecer completamente a dinâmica do crime e as circunstâncias que levaram ao assassinato.
O local foi isolado para o trabalho das equipes responsáveis pela perícia e pela remoção do corpo. As evidências coletadas deverão contribuir para o avanço das investigações conduzidas pela autoridade policial.
O caso segue sob investigação, e até o momento não foram divulgadas informações sobre a motivação do crime ou a identidade de possíveis suspeitos. A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa auxiliar nas investigações seja comunicada às autoridades competentes.
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