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Brasil

Moraes manda soltar Gilson Machado, ex-ministro de Bolsonaro

Ministro do STF considerou que prisão preventiva se tornou desnecessária após diligências; ex-ministro será monitorado e impedido de sair do país ou falar com outros investigados

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Gilson Machado, ministro do Turismo do governo do presidente Jair Bolsonaro Foto: Roberto Castro/MTur

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite desta sexta-feira (13) a liberação do ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL), preso preventivamente horas antes, no Recife, sob a acusação de tentar ajudar o tenente-coronel Mauro Cid a deixar o Brasil. Para Moraes, as diligências realizadas pela Polícia Federal tornaram a prisão “desnecessária”, podendo ser substituída por medidas cautelares.

A decisão impõe ao ex-ministro proibição de deixar o país, cancelamento de passaporte e vedação de contato com outros investigados, inclusive por meios digitais. O inquérito segue sob sigilo no STF e está sob a relatoria do próprio Moraes.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Gilson Machado teria tentado, em maio, intermediar junto ao consulado de Portugal, no Recife, a emissão de um passaporte português para Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. O objetivo, segundo a investigação, seria viabilizar a fuga de Cid do território nacional, diante da reta final do processo da tentativa de golpe de Estado de 2022.

Machado nega acusações e diz que agiu para o pai

Em depoimento à PF, Gilson Machado negou qualquer envolvimento com Mauro Cid desde 2022 e afirmou que o contato com o consulado português foi feito apenas para renovar o passaporte de seu pai, Carlos Eduardo Machado Guimarães.

A defesa do ex-ministro reiterou que ele não esteve fisicamente no consulado, apenas entrou em contato por telefone, e que nenhum documento foi emitido em nome de Cid.

Já Mauro Cid, ouvido pela PF no mesmo dia, também negou qualquer plano de fuga, apesar de possuir cidadania portuguesa. Segundo seus advogados, a viagem de seus pais e esposa para os Estados Unidos, no fim de maio, foi para uma comemoração familiar e com passagens de ida e volta já definidas.

PGR aponta tentativa de obstrução e favorecimento pessoal

Apesar das negativas, a PGR alegou que há indícios de favorecimento pessoal e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa, com base em movimentações recentes de Machado. Em manifestação sigilosa ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet destacou que o plano teria sido articulado “diante da iminência da conclusão da fase de instrução do processo penal”.

A PGR também havia solicitado a prisão de Mauro Cid, mas Moraes determinou buscas e apreensão, além de novo depoimento do militar. Cid firmou acordo de delação premiada, com cláusulas que exigem colaboração total e verdadeira. Se houver indícios de que ele tentou obstruir a Justiça, poderá perder os benefícios do acordo, incluindo eventual redução de pena.

Gilson Machado: da sanfona à cela

Gilson Machado ficou conhecido por ser um dos rostos mais próximos de Bolsonaro, com participações frequentes em lives e eventos do ex-presidente. Veterinário de formação, foi presidente da Embratur, ministro do Turismo e candidato a senador por Pernambuco em 2022. Em 2024, tentou a prefeitura do Recife, mas não se elegeu.

Nas redes sociais, Machado se apresenta como “cristão conservador e patriota”, mantendo forte ligação com o bolsonarismo. A investigação sobre seu suposto envolvimento no episódio Mauro Cid marca um dos momentos mais delicados de sua trajetória política.

Redação Saiba+

Brasil

Estudo alerta para influência das redes sociais na saúde

Pesquisa revela que mais de 20% dos usuários ainda tomam decisões sobre cuidados médicos com base em conteúdos vistos nas plataformas digitais

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Um estudo publicado nesta semana no Journal of the American Medical Association (JAMA) acendeu um alerta sobre o impacto das redes sociais na forma como as pessoas buscam informações relacionadas à saúde. A pesquisa mostrou que mais de um em cada cinco usuários ainda toma decisões sobre cuidados médicos com base em conteúdos encontrados nas plataformas digitais, mesmo diante da ampla desconfiança em relação à veracidade dessas informações.

Intitulado “Uso das redes sociais para obtenção de informações sobre saúde entre adultos nos EUA”, o levantamento ouviu mais de 7 mil adultos nos Estados Unidos para compreender como a população utiliza as redes sociais na busca por orientações e conteúdos ligados à saúde.

Os resultados indicam que quase 80% dos participantes acreditam que as informações sobre saúde divulgadas nas redes sociais são falsas ou enganosas. Apesar disso, uma parcela significativa dos entrevistados continua utilizando esse tipo de conteúdo como referência para decisões relacionadas ao bem-estar e aos cuidados médicos.

O estudo também identificou que essa tendência é mais frequente entre pessoas com mais de 65 anos e entre adultos latinos, grupos que apresentaram maior propensão a utilizar informações obtidas nas redes sociais como base para escolhas envolvendo a própria saúde.

Outro dado relevante da pesquisa mostra que a interação dos usuários vai além da leitura de conteúdos. Cerca de 85% dos entrevistados afirmaram já ter publicado ou compartilhado informações pessoais ou gerais relacionadas à saúde em suas redes sociais, evidenciando o crescente papel dessas plataformas na troca de experiências e informações sobre o tema.

Os pesquisadores destacam que os resultados reforçam a necessidade de ampliar a educação digital e incentivar a busca por informações de saúde em fontes confiáveis, reduzindo os riscos associados à disseminação de conteúdos incorretos ou descontextualizados que podem influenciar decisões importantes sobre tratamentos, prevenção de doenças e qualidade de vida.

Redação Saiba+

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Brasil

Grupo Dolly enfrenta pedido de falência por dívida bilionária

PGFN e PGE de São Paulo acionam a Justiça após débitos que ultrapassam R$ 15 bilhões com União, Estado e FGTS

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A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP) protocolaram nesta semana um pedido de falência contra empresas do Grupo Dolly, em razão de uma dívida que supera R$ 15 bilhões. O valor engloba débitos com a União, o Estado de São Paulo e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), tornando o caso um dos mais expressivos envolvendo cobranças fiscais no país.

A iniciativa das procuradorias ocorre após uma mudança no entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que passou a equiparar a atuação das fazendas públicas à dos credores privados em processos de recuperação e falência. A nova interpretação permite que órgãos públicos solicitem judicialmente a falência de empresas inadimplentes, especialmente quando se trata de débitos elevados e de difícil recuperação.

Até então, prevalecia o entendimento de que a Fazenda Pública não possuía legitimidade para requerer a falência de contribuintes devedores. Com a decisão do STJ, abre-se um novo cenário jurídico para a cobrança de créditos tributários e outras obrigações fiscais consideradas de alta complexidade.

No caso do Grupo Dolly, o pedido de falência reúne cobranças acumuladas ao longo de anos, envolvendo tributos federais, estaduais e valores relacionados ao FGTS. O montante superior a R$ 15 bilhões evidencia a dimensão do passivo financeiro, fator que reforçou a decisão das procuradorias de recorrer ao instrumento da falência.

Especialistas avaliam que o novo entendimento poderá influenciar outros processos semelhantes em todo o país, ampliando as possibilidades de atuação das fazendas públicas na recuperação de créditos e aumentando a pressão sobre empresas com grandes passivos fiscais.

Caso a Justiça acolha o pedido, o processo seguirá os trâmites previstos na legislação falimentar, permitindo a análise da situação financeira das empresas envolvidas e a eventual liquidação de seus ativos para pagamento dos credores.

Redação Saiba+

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Brasil

EUA bloqueiam bens de investigados por elo com o PCC

Sanções do Departamento do Tesouro atingem brasileiros e empresas suspeitos de integrar rede de lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa.

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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos detalhou, nesta quarta-feira (1º), as sanções aplicadas contra dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa investigados por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas ampliam o cerco financeiro contra pessoas e organizações apontadas pelas autoridades norte-americanas como integrantes de uma rede de lavagem de dinheiro.

Com a decisão, todos os bens e ativos dos alvos localizados sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados, impedindo qualquer movimentação financeira envolvendo esses patrimônios. Além disso, cidadãos e empresas norte-americanas passam a estar proibidos de realizar negócios ou manter relações comerciais com os sancionados.

Outro ponto relevante das medidas é a possibilidade de aplicação de sanções secundárias. Isso significa que instituições financeiras estrangeiras que continuarem realizando transações com os investigados poderão ser alvo de restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos, aumentando a pressão internacional sobre pessoas físicas e jurídicas incluídas na lista de sanções.

As restrições fazem parte da estratégia norte-americana de combate ao crime organizado transnacional e ao financiamento de organizações criminosas. O objetivo é dificultar o acesso dos investigados ao sistema financeiro internacional, reduzindo sua capacidade de movimentar recursos e manter operações econômicas.

As sanções possuem caráter administrativo e financeiro, não representando, por si só, uma condenação criminal. A medida integra os mecanismos utilizados pelos Estados Unidos para interromper fluxos financeiros considerados estratégicos para organizações investigadas por atividades ilícitas, reforçando a cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado.

Com o endurecimento das restrições, o governo norte-americano amplia as consequências econômicas para pessoas e empresas incluídas na lista de sanções, fortalecendo sua política de combate às estruturas financeiras atribuídas ao PCC e a outras organizações investigadas por crimes transnacionais.

Redação Saiba+

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