Polícia
Empresário de postos de combustível é alvo de operação por agiotagem e fraudes em licitações na Bahia
Suspeito de 55 anos responde a mandados em Vitória da Conquista por esquema que envolve agiotagem, lavagem de dinheiro e contratos público-privados manipulados

A Polícia Civil da Bahia deflagrou uma operação de combate à corrupção e à agiotagem que teve como alvo um empresário de 55 anos, dono de postos de combustível em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. O investigado é apontado como líder de um esquema que envolvia fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e empréstimos com juros abusivos, movimentando valores milionários por meio de empresas de fachada.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais ligados ao empresário. As equipes recolheram documentos, celulares, computadores e dispositivos eletrônicos que podem comprovar o uso de empresas do setor de combustíveis para ocultar patrimônio e desviar recursos públicos.
Segundo as investigações, o suspeito utilizava laranjas e CPFs falsos para participar de concorrências públicas, garantindo contratos superfaturados com prefeituras da região. Parte do dinheiro obtido era reciclada em operações de agiotagem e movimentações ilícitas em contas bancárias pessoais e empresariais.
As autoridades acreditam que o esquema funcionava há anos, sustentado por relações políticas e financeiras em diferentes municípios. O empresário também é acusado de ameaçar vítimas e de utilizar a estrutura comercial para legitimar empréstimos ilegais com juros altíssimos.
A operação representa um avanço no combate à corrupção local e reforça a necessidade de maior fiscalização sobre contratos públicos e o setor de combustíveis, frequentemente usado para mascarar práticas de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. A investigação segue em andamento e novas prisões não estão descartadas.
Polícia
Operação desmonta esquema com máquinas de cartão
Sete suspeitos foram presos em ação policial que investigava o desvio de equipamentos usados em golpes financeiros em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Uma operação policial realizada nesta terça-feira (23) resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada no desvio de máquinas de cartão para aplicação de golpes financeiros. As ações ocorreram simultaneamente em cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Além das prisões, os agentes apreenderam uma grande quantidade de materiais utilizados pelo grupo. Entre os itens recolhidos estão 117 máquinas de cartão, mais de 1,3 mil chips de telefonia móvel, cerca de R$ 14 mil em dinheiro, dezenas de celulares, computadores, além de um carro e uma motocicleta.
As investigações tiveram início em fevereiro deste ano, após a descoberta de um esquema envolvendo funcionários de uma empresa responsável pelo fornecimento de máquinas de pagamento eletrônico. Segundo as apurações, os equipamentos eram desviados e repassados para integrantes da organização criminosa, que os utilizavam em fraudes e golpes financeiros.
O grupo é suspeito de estruturar uma rede de atuação que permitia o uso irregular das máquinas para movimentações fraudulentas, dificultando o rastreamento das operações e ampliando o alcance dos crimes.
A operação foi considerada um importante avanço no combate a crimes financeiros e fraudes eletrônicas, modalidade que tem registrado crescimento nos últimos anos em diversas regiões do país.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e verificar a extensão dos prejuízos causados pelas ações do grupo. A polícia também busca esclarecer como funcionava toda a cadeia de desvio, distribuição e utilização dos equipamentos apreendidos.
Com a ação, as autoridades esperam enfraquecer a estrutura criminosa e impedir novas fraudes praticadas por meio de sistemas de pagamento eletrônico.
Polícia
PRF apreende mais de 1,6 tonelada de drogas na BR-116, na Bahia
Carga de maconha e cocaína estava escondida em caminhão que simulava transporte de hortifrúti durante fiscalização em Rafael Jambeiro.

Uma operação realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de mais de 1,6 tonelada de drogas na madrugada desta terça-feira (23), na BR-116, no município de Rafael Jambeiro, no interior da Bahia.
Durante uma fiscalização de rotina, os agentes identificaram irregularidades em um caminhão que aparentava transportar frutas e verduras. Ao aprofundarem a inspeção, encontraram uma grande quantidade de entorpecentes escondida em caixas vazias utilizadas para simular uma carga de hortifrúti.
Segundo a PRF, foram apreendidos 1.527,5 quilos de maconha e 170 quilos de cocaína, totalizando aproximadamente 1,7 tonelada de drogas retiradas de circulação. A descoberta representa uma das maiores apreensões registradas na região neste ano.
A estratégia utilizada pelos criminosos tinha como objetivo dificultar a identificação da carga ilícita durante fiscalizações nas rodovias federais. No entanto, a experiência dos agentes e a análise detalhada do veículo permitiram a localização dos entorpecentes.
A apreensão reforça o papel das operações de combate ao tráfico de drogas nas rodovias brasileiras, especialmente em corredores estratégicos utilizados por organizações criminosas para o transporte de substâncias ilícitas entre estados.
O material apreendido foi encaminhado às autoridades competentes para os procedimentos legais e continuidade das investigações, que deverão identificar a origem e o destino da carga.
Polícia
PF deflagra Operação Miragem e investiga Banco Digimais em esquema financeiro
Ação mira fraudes no Sistema Financeiro Nacional; Edir Macedo é citado em investigação envolvendo gestão da instituição.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo o Sistema Financeiro Nacional e a gestão do Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
A operação mobiliza mais de 50 agentes federais, que cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. As investigações apontam possíveis irregularidades na condução das operações financeiras do banco e no uso de estruturas empresariais associadas ao grupo controlador.
De acordo com a Polícia Federal, Edir Macedo figura entre os investigados na condição de proprietário da instituição financeira, embora não tenha sido alvo de mandados de busca e apreensão, já que reside no exterior. Apesar disso, seu nome consta nos pedidos de bloqueio e sequestro de bens e valores, além de medidas como a quebra de sigilos bancário e fiscal.
A Operação Miragem busca aprofundar a análise de possíveis irregularidades e identificar o fluxo de recursos suspeitos dentro da estrutura investigada. As diligências seguem sob sigilo judicial, e novas etapas da investigação não estão descartadas.
A PF reforça que o objetivo da ação é apurar eventuais crimes financeiros e garantir a integridade do sistema bancário nacional, sem descartar o envolvimento de outros agentes ou empresas ligadas ao caso.
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