Mundo
ONU alerta para agravamento da crise na Venezuela
Uma semana após terremotos, país enfrenta risco de fome, doenças e prejuízos bilionários enquanto buscas por sobreviventes continuam

A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias de sua história recente. Uma semana após os terremotos mais letais já registrados no país, equipes de resgate seguem mobilizadas na busca por sobreviventes sob os escombros, embora as chances de localizar pessoas com vida diminuam a cada hora.
Paralelamente às operações de salvamento, agências da Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram novos alertas sobre o agravamento da crise humanitária provocada pela catástrofe. Segundo os organismos internacionais, o país enfrenta riscos crescentes de escassez de alimentos, dificuldades no acesso à água potável e aumento da transmissão de doenças, cenário que pode se agravar diante dos danos causados pela destruição de infraestrutura essencial.
Além do impacto humano, os prejuízos econômicos também são expressivos. As estimativas iniciais apontam perdas materiais de aproximadamente US$ 6,7 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 34,75 bilhões, refletindo a devastação provocada pelos tremores em diversas regiões venezuelanas.
Outro fator que preocupa autoridades e organizações humanitárias é a dificuldade para contabilizar o número real de vítimas. Há receio de que o total de mortos e desaparecidos jamais seja conhecido com precisão, devido à extensão dos danos, ao colapso de edificações e às dificuldades enfrentadas pelas equipes de resgate para acessar determinadas áreas.
Enquanto os trabalhos de busca continuam, cresce a mobilização internacional para ampliar o envio de ajuda humanitária ao país. A prioridade das autoridades e dos organismos internacionais é atender os desabrigados, restabelecer serviços essenciais e evitar uma crise sanitária de grandes proporções, diante do cenário de destruição deixado pelos terremotos.
Mundo
Suprema Corte mantém cidadania por nascimento nos EUA
Decisão derruba medida defendida por Donald Trump e preserva o direito constitucional de cidadania automática para nascidos em território americano

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira (30), manter o entendimento constitucional que garante a cidadania automática às pessoas nascidas em território americano, rejeitando uma medida defendida pelo presidente Donald Trump que buscava restringir esse direito.
A decisão foi tomada por 6 votos a 3, consolidando a interpretação da Constituição dos Estados Unidos sobre a chamada cidadania por nascimento. Com o julgamento, os magistrados derrubaram os efeitos da ordem executiva assinada por Trump, que pretendia impedir o reconhecimento da cidadania americana para filhos de imigrantes em situação irregular e de turistas estrangeiros nascidos no país.
O entendimento da Suprema Corte preserva um dos princípios mais tradicionais da legislação constitucional norte-americana, assegurando que o local de nascimento continue sendo o principal critério para a concessão da cidadania, independentemente da condição migratória dos pais.
A decisão representa um importante marco jurídico e reafirma o papel da Suprema Corte na interpretação da Constituição dos Estados Unidos. O julgamento também mantém a segurança jurídica para milhares de famílias que vivem no país e reforça o alcance do princípio conhecido como direito à cidadania por nascimento.
O tema da imigração segue entre os mais debatidos no cenário político americano, especialmente em períodos de disputa eleitoral. A tentativa de restringir esse direito gerou amplo debate jurídico e político, mas a decisão da Suprema Corte encerra, por ora, a discussão sobre a validade da medida proposta.
Mundo
Incêndio atinge cruzeiro na França
Passageiros e tripulantes são evacuados após fogo atingir embarcação atracada no porto de Honfleur

Um incêndio atingiu um navio de cruzeiro atracado no porto de Honfleur, na região da Normandia, na França, durante a madrugada desta segunda-feira. O incidente mobilizou uma ampla operação de emergência e levou à evacuação de todos os ocupantes da embarcação, sem registro de feridos.
Ao todo, 163 pessoas deixaram o navio em segurança, sendo 132 passageiros e 31 integrantes da tripulação. A retirada foi realizada de forma preventiva pelas equipes de resgate, que atuaram rapidamente para evitar vítimas.
O fogo teve início por volta das 3h30 (horário local) na cozinha do MS Botticelli, embarcação fluvial operada pela empresa CroisiEurope. As chamas se espalharam rapidamente pelo compartimento, acompanhadas por uma intensa fumaça, exigindo uma resposta imediata das autoridades locais.
Mais de 70 bombeiros participaram da operação de combate ao incêndio, que permaneceu ativo durante várias horas. As equipes trabalharam para controlar as chamas, impedir que o fogo atingisse outras áreas do navio e garantir a segurança de todos os ocupantes.
Apesar da gravidade da ocorrência, não houve registro de mortos ou feridos, resultado atribuído à rápida evacuação e à atuação eficiente dos serviços de emergência.
As autoridades francesas deverão investigar as causas do incêndio para identificar a origem do fogo e verificar se houve falhas técnicas ou operacionais na embarcação. Enquanto isso, o MS Botticelli permanecerá sob avaliação até que sejam concluídas as inspeções de segurança.
O episódio chamou a atenção para a importância dos protocolos de emergência em embarcações de turismo, que permitiram a retirada ordenada dos passageiros e evitaram consequências mais graves.
Mundo
Mãe resgatada com bebê emociona após terremotos
Dayana Patino sobreviveu por mais de 30 horas sob os escombros e revelou que o filho recém-nascido foi sua força para continuar lutando

A história de Dayana Patino e do pequeno Juan David, de apenas 18 dias de vida, tornou-se um dos maiores símbolos de esperança após os terremotos que devastaram a Venezuela na última quarta-feira. Resgatada depois de permanecer mais de 30 horas sob os escombros de um prédio, a mãe contou que encontrou forças para resistir por causa do filho recém-nascido.
Em entrevista à BBC, Dayana revelou que, durante todo o período em que esteve presa entre os destroços, verificava constantemente se o bebê ainda respirava.
“Enquanto ele estivesse vivo, eu estaria viva. De vez em quando eu tocava o nariz dele para ter certeza de que ele ainda estava respirando”, relatou a venezuelana, emocionando pessoas em diversos países.
As imagens do resgate da mãe e do bebê rapidamente ganharam repercussão internacional e passaram a representar a esperança em meio à tragédia provocada pelos fortes tremores de terra.
Juan David foi retirado com vida ao lado da mãe, em uma operação que mobilizou equipes de resgate e comoveu moradores que acompanhavam os trabalhos de busca.
Os terremotos atingiram diversas regiões da Venezuela, causando destruição em áreas residenciais e deixando um elevado número de vítimas. Segundo os dados mais recentes divulgados pelas autoridades, ao menos 1.450 pessoas morreram em decorrência da tragédia.
Enquanto os trabalhos de resgate continuam em várias localidades, histórias como a de Dayana e Juan David oferecem um raro momento de esperança em meio ao cenário de devastação.
O episódio reforça a força das equipes de salvamento e a resistência das vítimas que continuam sendo localizadas após dias de buscas, tornando mãe e filho um dos principais símbolos da superação diante da maior tragédia natural recente vivida pelo país.
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