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Brasil

Consignado CLT alcança a marca de R$ 1,28 bilhão em empréstimos em uma semana

Novo modelo já firmou mais de 193 mil contratos, com valor médio de R$6.623,48 por trabalhador.

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O programa Crédito do Trabalhador, conhecido como consignado CLT, teve um excelente desempenho em seus primeiros sete dias de vigência, com um total de R$ 1,28 bilhão em empréstimos concedidos. Os dados da Dataprev enviados ao Ministério do Trabalho e Emprego mostram que foram firmados 193.744 contratos, dentre mais de 11,6 milhões de propostas recebidas através do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

O valor médio contratado foi de R$ 6.623,48, com parcelas mensais de R$ 347,23, a serem pagas ao longo de 19 meses. A adesão ao programa tem sido significativa e promissora, demonstrando a confiança dos trabalhadores no sistema de empréstimos consignados.

Ministro do Trabalho, Francisco Macena, alertou para o uso consciente da linha:

“Esse grande volume de recursos em apenas sete dias mostra a necessidade dos trabalhadores por crédito. Porém, os empréstimos devem ser feitos com calma, sem ansiedade, avaliando bem as condições e buscando a proposta mais vantajosa. É recomendável, inclusive, aguardar um número maior de instituições financeiras apresentarem suas ofertas.”

O Crédito do Trabalhador foi instituído pela MP nº 1.292, permitindo empréstimos consignados para 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e funcionários de MEIs.

A contratação é realizada de forma exclusiva através do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, que automaticamente envia as informações do trabalhador (nome, CPF, salário e tempo de serviço) para as instituições financeiras autorizadas pelo governo federal. Após uma análise criteriosa, o trabalhador recebe propostas em até 24 horas e pode escolher aquela que mais lhe convém.

As parcelas do empréstimo são descontadas diretamente em sua folha de pagamento, respeitando o limite de 35% do salário para consignação. Em caso de demissão, o trabalhador tem a opção de utilizar até 10% do saldo do FGTS ou 100% da multa rescisória como garantia. Qualquer valor remanescente será cobrado em seu próximo emprego.

Em caso de cancelamento

O trabalhador tem até 7 dias corridos após o recebimento do crédito para cancelar o empréstimo, com devolução integral do valor à instituição financeira. A partir de 25 de abril, será possível também migrar para uma proposta mais vantajosa, mesmo após a contratação inicial.

Além disso, quem já tem um consignado poderá transferir o contrato para o novo modelo do programa a partir da mesma data.

Tendência é aumentar

De acordo com a Febraban, o crédito consignado no setor privado já atingiu a marca de 3,8 milhões de contratos, totalizando mais de R$ 40 bilhões em empréstimos concedidos. O governo federal prevê que, em quatro anos, aproximadamente 25 milhões de trabalhadores terão acesso ao Crédito do Trabalhador, promovendo a inclusão financeira com taxas de juros mais atrativas.

A partir de 25 de abril, todas as instituições financeiras interessadas poderão disponibilizar essa linha de crédito também através de seus canais digitais. A portabilidade de crédito estará disponível a partir de junho de 2025.

Redação Saiba+

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Grupo Dolly enfrenta pedido de falência por dívida bilionária

PGFN e PGE de São Paulo acionam a Justiça após débitos que ultrapassam R$ 15 bilhões com União, Estado e FGTS

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A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP) protocolaram nesta semana um pedido de falência contra empresas do Grupo Dolly, em razão de uma dívida que supera R$ 15 bilhões. O valor engloba débitos com a União, o Estado de São Paulo e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), tornando o caso um dos mais expressivos envolvendo cobranças fiscais no país.

A iniciativa das procuradorias ocorre após uma mudança no entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que passou a equiparar a atuação das fazendas públicas à dos credores privados em processos de recuperação e falência. A nova interpretação permite que órgãos públicos solicitem judicialmente a falência de empresas inadimplentes, especialmente quando se trata de débitos elevados e de difícil recuperação.

Até então, prevalecia o entendimento de que a Fazenda Pública não possuía legitimidade para requerer a falência de contribuintes devedores. Com a decisão do STJ, abre-se um novo cenário jurídico para a cobrança de créditos tributários e outras obrigações fiscais consideradas de alta complexidade.

No caso do Grupo Dolly, o pedido de falência reúne cobranças acumuladas ao longo de anos, envolvendo tributos federais, estaduais e valores relacionados ao FGTS. O montante superior a R$ 15 bilhões evidencia a dimensão do passivo financeiro, fator que reforçou a decisão das procuradorias de recorrer ao instrumento da falência.

Especialistas avaliam que o novo entendimento poderá influenciar outros processos semelhantes em todo o país, ampliando as possibilidades de atuação das fazendas públicas na recuperação de créditos e aumentando a pressão sobre empresas com grandes passivos fiscais.

Caso a Justiça acolha o pedido, o processo seguirá os trâmites previstos na legislação falimentar, permitindo a análise da situação financeira das empresas envolvidas e a eventual liquidação de seus ativos para pagamento dos credores.

Redação Saiba+

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EUA bloqueiam bens de investigados por elo com o PCC

Sanções do Departamento do Tesouro atingem brasileiros e empresas suspeitos de integrar rede de lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa.

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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos detalhou, nesta quarta-feira (1º), as sanções aplicadas contra dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa investigados por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas ampliam o cerco financeiro contra pessoas e organizações apontadas pelas autoridades norte-americanas como integrantes de uma rede de lavagem de dinheiro.

Com a decisão, todos os bens e ativos dos alvos localizados sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados, impedindo qualquer movimentação financeira envolvendo esses patrimônios. Além disso, cidadãos e empresas norte-americanas passam a estar proibidos de realizar negócios ou manter relações comerciais com os sancionados.

Outro ponto relevante das medidas é a possibilidade de aplicação de sanções secundárias. Isso significa que instituições financeiras estrangeiras que continuarem realizando transações com os investigados poderão ser alvo de restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos, aumentando a pressão internacional sobre pessoas físicas e jurídicas incluídas na lista de sanções.

As restrições fazem parte da estratégia norte-americana de combate ao crime organizado transnacional e ao financiamento de organizações criminosas. O objetivo é dificultar o acesso dos investigados ao sistema financeiro internacional, reduzindo sua capacidade de movimentar recursos e manter operações econômicas.

As sanções possuem caráter administrativo e financeiro, não representando, por si só, uma condenação criminal. A medida integra os mecanismos utilizados pelos Estados Unidos para interromper fluxos financeiros considerados estratégicos para organizações investigadas por atividades ilícitas, reforçando a cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado.

Com o endurecimento das restrições, o governo norte-americano amplia as consequências econômicas para pessoas e empresas incluídas na lista de sanções, fortalecendo sua política de combate às estruturas financeiras atribuídas ao PCC e a outras organizações investigadas por crimes transnacionais.

Redação Saiba+

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Brasil

Inflação perde força em junho, mas segue em alta

IPC-S desacelera no mês, enquanto índice acumulado em 12 meses se aproxima do teto da meta de inflação.

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Grupo de alimentação apresentou desacelerou durante o mês de junho dentro do IPC, do Ibre FGV — Foto: Júlia Aguiar

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou desaceleração ao longo de junho e encerrou o mês com alta de 0,36%, indicando uma redução no ritmo da inflação em relação às primeiras semanas do período. Apesar da perda de intensidade dos reajustes mensais, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,32%, aproximando-se do teto da meta oficial, fixado em 4,5%.

Um dos principais fatores para a desaceleração foi o comportamento do grupo Alimentação, que registrou forte redução na velocidade dos aumentos de preços. Após avançar 1,57% na primeira semana de junho, o segmento fechou o mês com alta de 0,47%, contribuindo para aliviar a pressão sobre o índice geral.

Mesmo com esse desempenho mais moderado, especialistas alertam que o cenário ainda exige atenção. Segundo o economista André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre, a análise da inflação acumulada em 12 meses depende da base de comparação utilizada.

De acordo com o economista, no mesmo período de 2025, as taxas mensais de inflação variavam entre 0,20% e 0,25%, níveis inferiores aos registrados atualmente. Isso faz com que, mesmo diante de uma desaceleração recente, o indicador acumulado continue apresentando crescimento, aproximando-se do limite estabelecido para a meta inflacionária.

A evolução da inflação permanece sendo um dos principais indicadores observados pelo mercado financeiro, investidores e autoridades econômicas, uma vez que influencia decisões sobre política monetária, taxas de juros e expectativas para o desempenho da economia brasileira nos próximos meses.

Embora a desaceleração do IPC-S represente um sinal positivo no curto prazo, o comportamento da inflação acumulada reforça a necessidade de acompanhamento constante da evolução dos preços, especialmente em setores que impactam diretamente o orçamento das famílias, como alimentação, habitação e serviços.

Redação Saiba+

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