Política
Rui Costa deixa Casa Civil e mira Senado em 2026
Saída do ministro marca nova fase no governo Lula e reposiciona articulação política do PT

A saída de Rui Costa do comando da Casa Civil, oficializada na última quinta-feira (2), encerra um ciclo de três anos em uma das pastas mais estratégicas do governo federal. O movimento, já esperado nos bastidores por conta das exigências da legislação eleitoral, abre espaço para uma nova fase marcada por incertezas e reconfiguração política dentro da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante sua passagem pela Casa Civil, Rui Costa foi responsável pela coordenação de projetos prioritários e pela articulação entre ministérios. No entanto, sua saída ocorre em meio a um cenário de desgaste político e dificuldades na consolidação de alianças no Congresso Nacional — fatores que influenciaram diretamente na leitura de bastidores sobre sua gestão.
A desincompatibilização do cargo, exigida pela legislação eleitoral, confirma o próximo passo do ex-ministro: a disputa por uma vaga no Senado em 2026. Com base política consolidada na Bahia, Rui Costa deve concentrar esforços na construção de alianças regionais e no fortalecimento de sua imagem junto ao eleitorado.
Outro ponto que chama atenção é o silêncio adotado pelo petista após a oficialização de sua saída. A postura reservada tem sido interpretada como estratégica, indicando que o ex-ministro pretende evitar ruídos políticos neste momento de transição, enquanto estrutura sua pré-campanha.
Nos bastidores de Brasília, a mudança também impacta diretamente o núcleo duro do governo. A Casa Civil, considerada o coração administrativo do Planalto, passa a ter papel ainda mais relevante na reorganização da base aliada e na condução das pautas prioritárias do Executivo.
A saída de Rui Costa não representa apenas uma troca de comando, mas simboliza o início de um novo ciclo político, tanto para o governo federal quanto para o próprio ex-ministro, que agora volta suas atenções para o cenário eleitoral.
Política
Bahia reduz mortes violentas em 22% no 1º trimestre
Jerônimo Rodrigues destaca avanço na segurança pública após queda significativa nos índices em 2026

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou os dados mais recentes da segurança pública que apontam uma queda expressiva nas mortes violentas no estado. De acordo com números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia, a Bahia registrou redução de 22% nesse tipo de crime no primeiro trimestre de 2026.
Entre janeiro e março deste ano, foram contabilizadas 864 ocorrências, contra 1.109 no mesmo período de 2025, evidenciando um recuo significativo nos índices de violência. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (8), durante reunião no Centro de Operações e Inteligência (COI), reforçando o monitoramento estratégico das ações de segurança no estado.
Ao comentar os números, o governador destacou que a redução é resultado de investimentos contínuos e integração entre as forças de segurança. Jerônimo ressaltou que o objetivo do governo é manter a tendência de queda, ampliando ações preventivas e operacionais em todo o território baiano.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia atribui o desempenho a uma combinação de fatores, como o uso de tecnologia, inteligência policial e reforço no policiamento ostensivo. As autoridades avaliam que os resultados refletem uma política pública focada em planejamento estratégico e combate qualificado à criminalidade.
Apesar do avanço, o governo estadual reconhece que o desafio permanece e afirma que seguirá investindo para consolidar a redução dos índices ao longo de 2026. A expectativa é que novas medidas sejam implementadas para fortalecer ainda mais a segurança da população.
Política
Lula sanciona leis contra violência à mulher
Novas medidas incluem criação do crime de “vicaricídio” com penas de até 40 anos de prisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher, aprovados pelo Congresso Nacional no último mês de março. As novas medidas reforçam o arcabouço legal brasileiro e ampliam a proteção às vítimas de violência doméstica e familiar.
Entre os principais avanços está a criação do crime de “vicaricídio”, caracterizado pelo assassinato de filhos ou familiares com o objetivo de atingir emocionalmente a mulher. A nova tipificação criminal prevê penas severas, que variam de 20 a 40 anos de reclusão, equiparando a gravidade do ato às formas mais cruéis de violência.
A iniciativa surge como resposta ao aumento de casos de violência de gênero no país e busca fechar lacunas na legislação vigente. Especialistas apontam que o reconhecimento do vicaricídio como crime específico representa um marco no combate à violência psicológica e emocional, ampliando a responsabilização dos agressores.
Além disso, os projetos sancionados fortalecem mecanismos de proteção às vítimas e endurecem punições para crimes já previstos em lei. O objetivo do governo federal é garantir mais segurança às mulheres e ampliar a eficácia das políticas públicas de prevenção e combate à violência.
A sanção presidencial reforça o compromisso institucional com a defesa dos direitos das mulheres e sinaliza uma atuação mais rigorosa do Estado diante de práticas que atingem diretamente a estrutura familiar e a dignidade humana.
Política
Jerônimo ironiza consultoria milionária de ACM Neto
Governador da Bahia critica atuação do adversário e levanta questionamentos sobre contrato com instituições investigadas

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a subir o tom contra seu principal adversário político, ACM Neto (União Brasil), ao comentar a consultoria milionária prestada pelo ex-prefeito ao Banco Master e à gestora Reag Investimentos, ambas sob investigação por suspeitas de fraude no sistema financeiro.
Durante entrevista concedida nesta quinta-feira (9) ao programa Giro Baiana, da Baiana FM (89,3), com transmissão simultânea pela BNews TV, o governador ironizou a atuação do rival no setor financeiro. Segundo Jerônimo, ele jamais prestaria consultoria em uma área na qual não possui domínio técnico, ressaltando a importância da responsabilidade profissional, especialmente quando envolve cifras elevadas.
No mesmo contexto, o chefe do Executivo estadual relembrou um episódio de sua trajetória acadêmica enquanto professor da Universidade Federal de Feira de Santana (Uefs). Ele utilizou a experiência pessoal para reforçar sua postura ética e cautelosa diante de oportunidades profissionais fora de sua área de especialização, destacando que sempre priorizou atuar com segurança e conhecimento.
A crítica ocorre em meio ao cenário de pré-disputa eleitoral na Bahia, onde o embate entre os dois líderes políticos tende a se intensificar. O contrato de R$ 3,6 milhões firmado por ACM Neto com as instituições investigadas tem sido utilizado como ponto de ataque pelo grupo governista, ampliando o debate público sobre transparência e responsabilidade na atuação de figuras políticas no setor privado.
O episódio reforça o clima de polarização no estado e sinaliza que temas relacionados à ética, gestão e credibilidade devem ganhar protagonismo no debate eleitoral dos próximos meses.
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